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Cigarros eletrónicos deviam ser oferecidos

Os médicos britânicos dizem que os cigarros eletrónicos deviam ser oferecidos aos fumadores como forma de os ajudar a parar de fumar.

O equivalente britânico à Ordem dos Médicos em Portugal (Royal College of Physicians) afirma que há já muitas provas de que os cigarros eletrónicos são "mais seguros" que fumar e as ajudas para deixar de fumar. Acrescenta ainda que são infundados os receios de que a sua utilização seja uma porta para os cigarros tradicionais.

No que respeita ao efeitos a longo prazo na saúde, os cigarros eletrónicos são 95% mais seguros que os tradicionais. No entanto, tal não significa que não haja riscos, dado que ainda não se sabe quais os efeitos a longo prazo do vapor produzido pelos cigarros eletrónicos.

Foi criada a rede de referenciação para consultas antitabágicas

Hospitais e centros de saúde têm dois anos para implementar resposta. Linha Saúde 24 também cria programa para apoiar fumadores

 consultas tabagismo
 Consultas antitabágicas

Procurar ajuda e acompanhamento médico para deixar de fumar passará a ser mais fácil. É o que se pretende com a criação da rede de referenciação para consultas antitabágicas, publicada nesta semana em Diário da República, que dá dois anos para que os serviços criem mais consultas e perto das pessoas, tenham mais médicos disponíveis para o atendimento de fumadores e estabeleçam a rede de ligação entre hospitais e centros de saúde. Estima-se que por ano sejam atendidos cerca de 7000 utentes nas consultas já existentes, que nos últimos anos, à excepção de 2013, têm vindo a descer.

A implementação da rede está dividida por duas fases - finais de 2016 e 2017 - e cabe às administrações regionais de saúde agilizar o processo. Até lá os profissionais de saúde têm de receber formação para fazer intervenções breves e apoio intensivo, criar projetos que promovam o fim do consumo de tabaco, identificar a população fumadora da zona de forma a organizar a resposta dos serviços, manter ou promover a criação de pelo menos uma consulta em cada agrupamento de centros de saúde e que deve estar disponível na unidade mais acessível ou que atende mais utentes. A rede prevê a criação de consultas em horário pós-laboral, a eventual criação de equipas móveis para chegar aos locais mais isolados. Quanto ao reforço das equipas, o convite deve ser prioritário aos médicos que estão em exclusividade com 42 horas semanais e 1550 utentes.

Estudo: Cigarro eletrônico não oferece benefícios ao fumante

Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira concluiu que os cigarros eletrônicos não fazem com que as pessoas deixem de fumar ou passem a fumar menos.

Pesquisa observou que uso do dispositivo não ajuda a parar de fumar ou a reduzir o número de cigarros comuns consumidos
O estudo, feito na Universidade da Califórnia em São Francisco, nos Estados Unidos, se baseou nos dados de 949 fumantes, dos quais 88 faziam uso de cigarros eletrônicos quando a pesquisa começou.
Após acompanhar os participantes por um ano, a equipe observou que a taxa de pessoas que conseguiram parar de fumar foi semelhante independentemente do uso de cigarro eletrônico. Além disso, o dispositivo não alterou o padrão de consumo dos fumantes ao longo do ano — ou seja, não fez com que eles consumissem mais ou menos cigarros comuns. Esses resultados foram divulgados no periódico Jama Internal Medicine.

A proposta dos cigarros eletrônicos é possibilitar que uma pessoa obtenha nicotina sem se expor aos prejuízos da queima do fumo e sem perder a sensação prazerosa que o dependente sente ao fumar. Pesquisas sobre a eficácia dos cigarros eletrônicos têm resultados conflitantes — algumas apontam que eles ajudam um indivíduo a fumar menos, outras sugerem que a tecnologia não é benéfica à saúde. No Brasil, a venda e a importação — mas não o uso — de cigarros eletrônicos são proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"Nossos dados acrescentam evidências à ideia de que os cigarros eletrônicos podem não elevar as taxas de abandono do tabagismo. Leis devem proibir propagandas que sugerem que esses cigarros são tão eficazes quanto dispositivos que ajudam a parar de fumar, como adesivos de nicotina, até que isso tenha comprovação científica", dizem os autores da nova pesquisa.

Suplementos de ómega-3 reduzem vontade de fumar

Pode haver uma nova esperança para quem já tentou de tudo para vencer o vício do tabaco e não conseguiu: um novo estudo revela que a toma de suplementos de ómega-3 reduz os desejos de nicotina do organismo, contribuindo para ajudar os fumadores a largar o cigarro.
 
A investigação, desenvolvida por cientistas da Universidade de Haifa, em Israel, indica que, quando tomados por fumadores, os ácidos gordos ómega-3, baratos, facilmente acessíveis sob a forma de suplemento e quase livres de efeitos secundários, "diminuem significativamente o número de cigarros fumados por dia".
 
"As substâncias e os fármacos utilizados atualmente para ajudar as pessoas a deixar de fumar são pouco eficientes e causam efeitos secundários com os quais não é fácil lidar", explica Sharon Rabinovitz Shenkar, que coordena o departamento de criminologia da Universidade e é responsável pelo laboratório de psicofarmacologia que conduziu o estudo.
 
Além das consequências nefastas que pode ter a nível pulmonar, cardiovascular e imunitário, o cigarro diminui, também, os níveis de ácidos gordos essenciais no cérebro, em especial o ómega-3, uma deficiência que danifica as células nervosas e interrompe a comunicação entre neurónios em áreas cerebrais associadas ao prazer e à satisfação.
 
Segundo os cientistas, esta falta de ómega-3 no organismo afeta a tomada de decisões e torna mais difícil para os fumadores resistir à vontade de fumar mais um cigarro, levando-os a ceder à tentação e sendo determinante para a incapacidade de deixar o tabaco. 
 
"Estudos anteriores já provaram que o desequilíbrio nos níveis de ómega-3 também está relacionado com a saúde mental, a depressão e a capacidade de lidar com a pressão e o stress. A pressão e o stress, por seu lado, estão associados com a necessidade de fumar", realça Shenkar, em comunicado.

Desejo de fumar mantém-se baixo após interrupção dos suplementos
 
Os especialistas israelitas realizaram um ensaio clínico com metodologia minuciosa envolvendo 48 fumadores com idades entre os 18 e os 45 anos que fumavam, pelo menos, 10 cigarros por dia (e uma média de 14) e que foram diagnosticados como sendo moderadamente dependentes da nicotina. 
 
Os participantes foram divididos em dois grupos: um deles recebeu cápsulas de ómega-3 e o outro um placebo. A equipa solicitou aos voluntários que tomassem cinco cápsulas por dia ao longo de 30 dias, nunca lhes pedindo que deixassem de fumar. 
 
Os cientistas analisaram, no início e no fim do estudo, bem como 30 dias após o término da investigação, os desejos de nicotina dos participantes através de uma escala contendo elementos como a vontade de fumar, a falta de controlo no uso do tabaco, a satisfação e o alívio associados ao ato de fumar, o número de cigarros fumados por dia, entre outros.  
 
Embora não tenha havido diferenças nos primeiros tempos, depois de 30 dias, os fumadores que tinham tomado os suplementos de ómega-3 reduziram, em média, o número de cigarros fumados em 11% (o equivalente a menos dois cigarros por dia), revelando, também, menor vontade de fumar .
 
Mesmo após 30 dias decorridos sobre a interrupção da toma dos suplementos, os desejos de nicotina mantiveram-se mais baixos do que inicialmente e nunca voltaram ao que eram. No grupo de controlo (que recebeu o placebo), por outro lado, não se observaram quaisquer mudanças significativas nos desejos de nicotina e na quantidade de cigarros fumados. 

De acordo com Shenkar, o facto de as pessoas que não estavam
interessadas em deixar de fumar terem reduzido o número diário de cigarros "reforça a ideia de que tomar ómega-3 pode ajudá-los a controlar o vício e a diminuí-lo".

Clique AQUI para aceder ao estudo publicado na revista científica "Journal of Psychopharmacology" (em inglês).

Consultas para deixar de fumar diminuíram para metade em quatro anos

Consultas de cessação tabágica multiplicaram-se na altura da entrada em vigor da lei e depois foram desparecendo por falta de recursos e condições. Este domingo assinala-se o Dia do Não Fumador
parar de fumar
Consultas para deixar de fumar diminuíram para metade em quatro anos

O número de consultas de cessação tabágica diminuiu substancialmente desde que a lei do tabaco entrou em vigor, em 2008. No Verão passado havia 125 consultas especializadas de apoio aos fumadores que querem largar o tabaco em centros de saúde e hospitais públicos de Norte a Sul do país, de acordo com os dados disponibilizados no site da Direcção-Geral da Saúde (DGS), quando há cinco anos chegaram a funcionar 242 consultas deste tipo, quase todas com lista de espera.

Uma das maiores quebras observou-se na região Norte, que já teve cerca de uma centena de consultas de cessação tabágica e que actualmente oferece apenas 34. Também no Alentejo o número de consultas para apoio a quem quer deixar de fumar desceu de 15, em 2009, para apenas seis, este ano, e no Algarve, de 16 para sete. Nas regiões Centro e de Lisboa e Vale do Tejo há também menos consultas, mas a quebra foi menos acentuada. O Centro tem agora 46 e LVT, 32, a crer na lista que figura no site da DGS.

Com a entrada em vigor da lei do tabaco, em 2008, foi intensa a promoção das consultas de cessação tabágica, mas, à medida que os anos foram passando, muitas foram desaparecendo. Questionado sobre este fenómeno aparentemente paradoxal – a lei diz que devem ser criadas consultas especializadas de apoio aos fumadores que pretendam abandonar o tabaco em todos os centros de saúde e nos hospitais públicos -, o director-geral da Saúde, Francisco George, admitiu apenas o problema é abordado num relatório que vai ser apresentado na próxima semana, sem fazer mais comentários.

Tem havido dificuldade em manter as consultas, sobretudo na região Norte, onde havia mais oferta deste tipo de apoio especializado e intensivo, admite Luís Rebelo, da Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo.

No Norte havia muitas consultas de cessação tabágica porque esta é a região onde a reestruturação dos cuidados de saúde primários avançou de forma mais rápida, com a multiplicação de Unidades de Saúde Familiar (USF) - equipas de profissionais (médicos, enfermeiros e secretários clínicos) organizadas de forma autónoma para prestar cuidados de saúde personalizados a uma determinada população.

Ao longo dos anos, centenas de profissionais de saúde foram formados nesta matéria, mas na prática as consultas de apoio aos fumadores que querem largar o tabaco foram remetidas para as ditas carteiras adicionais, não as básicas (serviços obrigatórios, regulares) das USF. Resultado? “Sem poder contratualizar [serviços adicionais], as consultas foram desparecendo. Não havendo recursos nem condições, foram ficando para trás, sobreviveram as antigas”, explica Sérgio Vinagre, responsável pelo programa de prevenção do tabagismo da região Norte. Por isso é que hoje há mesmo agrupamentos de centros de saúde (ACES) na região que não dispõem de qualquer consulta deste tipo, obrigando os fumadores a procurar ajuda num hospital.

Apesar das dificuldades, Sérgio Vinagre destaca o facto de neste momento se estar a observar uma recuperação, como preconizado no Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo 2012-2016. Já há algumas a abrir, e entretanto percebeu-se que, apesar do que diz a lei, não é possível nem preciso ter uma consulta em cada centro de saúde, até porque muitas pessoas podem ser tratadas pelos seus médicos de família. “Estas consultas não são para todos os utentes, mas para aqueles que precisam de apoio intensivo”, explica o médico.

Outros especialistas relacionam diminuição das consultas com a crise económica, porque os medicamentos para deixar de fumar, que habitualmente são prescritos durante alguns meses, continuam a não ser comparticipados e são caros. A proposta para a comparticipação destes medicamentos está há anos sem resposta das autoridades de saúde. “É uma questão oportuna e que aguarda uma decisão final”, diz, a propósito, Francisco George.

ALEXANDRA CAMPOS

Os erros mais comuns de quem tenta parar de fumar sozinho


Hoje publicamos outro interessante artigo da autoria da Drª Cíntia Torres R.Magacho, Psicóloga Clínica no Rio de Janeiro, Brasil, e dona do blogue Pensamentos e Psicologia a quem agradecemos a gentileza e a simpatia.

Depois do artigo Tipos de Dependência do Tabaco, a autora resume os erros mais comuns de quem tenta parar de fumar sozinho.



1- Não se preparar para deixar o cigarro
2- Fazer mal uso dos adesivos, chicletes de nicotina e cigarro eletrônico
3- Desistir nas primeiras dificuldades


1- Não se preparar para deixar o cigarro

Deixar de Fumar

Planejamento é importante para muitas coisas, até para deixar o cigarro. Muitos fumantes acordam e falam: “hoje vou deixar de fumar”. A pessoa se empenha para conseguir ficar sem fumar e faz um enorme esforço para se manter longe do cigarro. Mas aí vem a irritação, a ansiedade, o nervosismo, até que não tem jeito. Então ela precisa fumar para se sentir melhor.
No tratamento, o fumante entenderá que existem estratégias para largar o cigarro de uma forma mais eficaz. Escolher um método (abrupto ou gradual) e fazer a preparação dos dias anteriores ao início do processo é essencial para o sucesso do tratamento.


2- Fazer mal uso dos adesivos, chicletes de nicotina e cigarro eletrônico

O fumante, quando pensa em parar, fica tão preocupado com os sintomas da abstinência, que procura logo um adesivo ou chiclete de nicotina. Não que isso seja ruim, mas o mal uso desses medicamentos podem causar mal-estar, enjoo e até intoxicação por nicotina. Outro equívoco é pensar que o cigarro eletrônico vai substituir o cigarro comum e que isso ajudará a largar o vício.
Use corretamente os medicamentos para deixar de fumar
Durante o tratamento são passadas as informações necessárias de como utilizar corretamente os adesivos. Cada fumante precisará de uma dosagem específica, que varia de acordo com o número de cigarros fumados por dia. Outra informação importante é sobre o uso do chiclete de nicotina, que não deve ser mastigado, pois o objetivo não é fazer com que a nicotina vá para o estômago, mas sim que ela seja absorvida pela mucosa da boca. Quanto aos cigarros eletrônicos, não há comprovações de que eles auxiliam a parar de fumar. O interessante seria substituir o cigarro por novos hábitos e aprender a lidar com as situações, estressantes ou não, de outras formas.


3-Desistir nas primeiras dificuldades

Força de vontade
para parar de fumar
Muitos fumantes afirmam que desejam parar, mas ao mesmo tempo dizem que não conseguem, pois acabam desistindo depois de um período. Sentir dúvidas é muito comum, mas é importante identificar os aspectos que motivam o início e a manutenção do processo de ficar sem fumar.
Ao iniciar o tratamento, as motivações pessoais são reforçadas e os benefícios de ficar sem fumar são sempre lembrados, para que o fumante se mantenha perseverante durante todo o processo. Um dos melhores benefícios para as mulheres, sem dúvida, é a melhora no aspecto da pele, dos cabelos e das unhas, que ficam mais fortalecidos e bonitos.





Autora: Cíntia Torres Rodrigues Magacho
Psicóloga Clínica (CRP: 05/30292)

Quer viver melhor ? Saiba como deixar de fumar.

Porque devo deixar de fumar?
Em primeiro lugar, por uma questão de saúde. Parar de fumar diminui o risco de morte prematura. Os ex-fumadores vivem em média mais anos do que os fumadores e reduzem o risco de virem a sofrer de uma doença cardiovascular, de cancro ou de doenças respiratórias graves e incapacitantes.

Vale a pena parar de fumar em qualquer idade. Os benefícios são tanto maiores, quanto mais cedo se parar de fumar.

Quais são os benefícios de deixar de fumar?

Saiba como deixar de fumar
Saiba como deixar de fumar
  • Após oito horas, os níveis de monóxido de carbono no organismo baixam e os de oxigénio aumentam;
  • Passadas 72 horas, a capacidade pulmonar aumenta e a respiração torna-se mais fácil;
  • Com cinco anos de abstinência do tabaco, o risco de cancro da boca e do esófago é reduzido para metade;
  • Ao final de dez anos, o risco de cancro do pulmão é já metade do verificado em fumadores, e o de outros cancros diminui consideravelmente.
  • Após 15 anos de abstinência, o risco de doença cardiovascular é igual ao de um não fumador do mesmo sexo e idade.
A aparência renovada, o hálito mais fresco, o travar do envelhecimento precoce e a poupança económica são fatores adicionais que podem motivar a sua decisão.

Como devo proceder?
Deixar de fumar pode ser difícil. Tratando-se de um hábito com dependência física e psíquica, os sintomas de privação do tabaco nem sempre se conseguem ultrapassar sem ajuda. Planeie a sua decisão calmamente e, se necessário, recorra a apoio médico. Envolva família, amigos e colegas de trabalho no processo. Use alguns truques caseiros para deixar de fumar.

Onde posso encontrar ajuda?
Consulte o seu médico de família. Ele poderá indicar-lhe medicamentos (alguns de venda livre), cuja utilização duplica o grau de sucesso de parar de fumar, recomendar-lhe apoio psicológico ou encaminhá-lo para as consultas de cessação tabágica, disponíveis em vários pontos do país.

Conselhos úteis

Querer deixar de fumar e decidir fazê-lo são os passos mais importantes. Mas passar à prática exige esforço e auto-disciplina. Algumas rotinas poderão facilitar a tarefa:
  • Fixe um dia para deixar de fumar. O estabelecimento de uma data ajuda a criar um sentimento de compromisso.
  • Anuncie aos outros a sua decisão. Envolver os que lhe são mais próximos garante-lhe apoio e solidariedade.
  • Identifique os seus hábitos tabágicos. Saber em que circunstâncias fuma habitualmente permite-lhe criar estratégias para contorná-las.
  • Elabore uma lista de motivos para deixar de fumar e releia-a sempre que pensar em desistir.
  • Aprenda a reagir à vontade de fumar. Os momentos em que sente grande desejo de voltar a fumar duram apenas alguns minutos.
  • Faça uma alimentação saudável. Se a sua preocupação é o ganho de peso associado ao abandono do tabaco, procure substituir as gorduras, o açúcar e os alimentos ricos em sal por saladas, frutas e legumes.
  • Tente evitar a proximidade de fumadores, bem como os cigarros e todos os objetos relacionados com o hábito de fumar.
  • Pratique atividade física. Não só contribui para uma boa forma física, como ajuda a combater a ansiedade e as alterações de humor próprias dos ex-fumadores.
  • Com o dinheiro que poupar no tabaco, ofereça-se uma prenda que deseje há muito tempo.
  • Se não conseguir à primeira, nada está perdido. A recaída faz parte do processo de mudança. Marque uma nova data e volte a tentar.

Peça ajuda à sua farmácia para deixar de fumar

Tenho certeza que já ouviu falar muito sobre isto, mas vou repetir! 
Talvez assim, consideremos normal o que assumimos como excepcional. 

Um estudo científico seguido durante 40 anos mais de 30 mil médicos britânicos e assim descobriram que aqueles que eram fumadores morreram a uma taxa três vezes maior do que os não que não fumavam. 
No entanto, milhares de pessoas morrem todos os anos como resultado direto do tabagismo.

1/3 das jovens com idade entre 14 a 18 anos fumam
As mortes decorrentes do tabagismo não são o mais grave. Não. Mais grave é o fato de que muitas mais pessoas vão continuar a morrer e poderiam evitá-lo. Muitas dessas pessoas são mulheres: elas foram incorporadas na vida moderna muito rapidamente, e o número de fumadoras cresce assustadoramente, muito mais rápido do que no caso dos homens. Além de que começam muito mais jovens: um terço das jovens com idade entre 14 a 18 anos fumam habitualmente.

O estudo também citado ao princípio também concluiu que quando você pára de fumar, o risco de morte é reduzido de forma muito efectiva. Assim, a solução é simples: pare de fumar agora!
Obviamente, vai dizer-me que é muito difícil. E você tem razão: não é fácil ... Mas não impossível!

Os medicamentos de reposição de nicotina têm provado ser uma grande ajuda para o ajudar a deixar de fumar. Acima de tudo, você deve estar consciente de que deve deixar o tabaco, e uma vez que você esteja  decidido a fazer isso, o seu farmacêutico pode ajudá-lo através de vários tipos de medicamentos: pastilhas, pensos, comprimidos e até spray de nicotina.
Pensos Adesivos com Nicotina

Por exemplo as chicletes de nicotina são mastigadas lenta e gradualmente libertam a nicotina que o seu corpo precisa, e existem em duas versões: 2 e 4 mg. 
Os pensos adesivos são colados à pele libertando a nicotina lentamente e existem em formatos para 16 e 24 horas, mas deve ter em conta a quantidade de nicotina contida nos mesmos e escolher os mais adequados ao seu caso. Os comprimidos, chupados segundo as instruções, permitem obter a quantidade adequada de nicotina que o seu organismo precisa. Finalmente, os sprays usam-se em cada narina para obter os mesmos resultados dos outros medicamentos.

Como vê há diversas soluções. Cada pessoa precisa de uma determinada reposição de nicotina.
O mais aconselhável é que vá a uma farmácia e, como sempre, fale com o seu farmacêutico, pergunte, esclareça as dúvidas sobre os diversos métodos. Não é preciso marcação nem pagar consulta, apenas força de vontade.

Truques caseiros para deixar de fumar



  • Deve comer Mel. O mel é o alimento mais rico em vitaminas, enzimas, proteínas, aminoácidos e irá ajuda-lo a lidar com a falta de nicotina
  • Coma alimentos com elevada alcalinidade e extracto de sementes de uvas. Estes alimentos irão ajudar na reparação dos seus pulmões
  • Misture rabanete ralado com duas colheres de mel e beba como se de um sumo se tratasse
  • Em todas as refeições dissolva 2 colheres de bicarbonato de sódio em água e beba
  • O Sumo de Laranja é ácido por natureza e se o primeiro passo para deixar de fumar é eliminar a nicotina do seu corpo, então o sumo de laranja irá ajudá-lo. Beba-o duas vezes por dia.
  • Mascar licor é um bom substituto do cigarro
Se não está a conseguir lidar com a falta de nicotina e está prestes a pegar num cigarro, coma algo salgado ou coloque um pouco de sal na sua lingua e o alivio será imediato.
Não se esqueça de consultar o seu médico quando tomar a decisão de deixar de fumar.

SUBSTITUTOS DA NICOTINA


SUBSTITUTOS DA NICOTINA

Para diminuir a vontade de fumar e os problemas que advêm do parar de fumar (irritabilidade, frustração, falhas de concentração, etc.), há medicamentos que fornecem nicotina ao organismo.
Os substitutos de nicotina são, sobretudo, úteis para quem fuma muito, mais de 10 cigarros por dia. Em geral, os fumadores mais dependentes precisam de doses superiores de nicotina, de um tratamento mais prolongado e, eventualmente, de tomar, em associação, outro medicamento. A taxa de sucesso média dos substitutos de nicotina varia entre 18 e 24%, consoante a forma de administração. Tal significa que das pessoas que fazem tratamento com adesivos de nicotina, por exemplo, uma média de 18% consegue manter-se sem fumar, pelo menos, durante um ano.
Os substitutos da nicotina podem ter alguns efeitos secundários, como dores de cabeça, instabilidade emocional, insónias e vertigens, mas nada de muito grave. É preciso algum cuidado na administração destes medicamentos a grávidas, mulheres que amamentam e doentes cardiovasculares. Consulte o médico antes de iniciar o tratamento. Os medicamentos de nicotina estão mesmo contraindicados nas quatro semanas a seguir a um enfarte do miocárdio, em caso de angina de peito instável, de arritmias graves e acidentes cerebrovasculares recentes.
  • Gomas de nicotina para mascar: deve mascar uma goma de cada vez que sinta necessidade de fumar. Geralmente, no início do tratamento, são necessárias 6 a 8 por dia e o tratamento pode durar até 12 semanas. Devem mascar-se lentamente até notar um sabor forte. Nessa altura, deixe de mastigar e coloque a goma junto à bochecha até o sabor se atenuar. Em seguida, recomece a mastigar lentamente. Quando o sabor acabar, deve parar. A goma deve ser utilizada durante 30 minutos, para que a nicotina seja totalmente absorvida. Progressivamente, poderá reduzir o número de gomas por dia. Como efeitos secundários, podem surgir irritações da mucosa da boca, soluços e azia.
  • Pastilhas de nicotina para chupar: utilize quando sentir necessidade de fumar. No início do tratamento, pode ter de recorrer a 6 a 8 pastilhas por dia. Depois, pode reduzir o número consumido por dia. A pastilha é colocada na boca para se dissolver gradualmente. Os efeitos secundários mais comuns são aumento de salivação, alterações digestivas ligeiras e soluços.
  • Adesivos de nicotina: fornecem nicotina através da pele durante 16 ou 24 horas. Habitualmente, o tratamento prolonga-se entre 8 a 14 semanas. Estes adesivos provocam reações cutâneas (em geral, ligeiras) em cerca de metade dos utilizadores. Se ficar com a pele irritada, o melhor será aplicar o adesivo numa zona diferente todos os dias. Caso tenha perturbações do sono, opte por adesivos de 16 horas.
É sempre aconselhável dizer ao seu médico que está a deixar de fumar e pensa utilizar os substitutos de nicotina. Este pode ajudá-lo a escolher o produto que mais convém e dar-lhe informações e conselhos. No caso das grávidas, mulheres que amamentam e doentes cardiovasculares, é mesmo imprescindível consultar o médico antes de utilizarem este tipo de produtos.

Fármaco contra tabagismo pode causar doenças cardíacas

Um estudo publicado esta segunda-feira pela Associação Médica do Canadá mostra que o uso da vareniclina no tratamento a fumadores pode causar doenças do coração. Segundo a investigação, liderada por Sonal Singh, da escola norte-americana de medicina Johns Hopkins, o risco de problemas cardíacos aumenta em até 72% com o uso do medicamento contra o tabagismo. A Pfizer é a detentora dos direitos de comercialização do medicamento, chamado de Chantix® nos EUA e de Champix® na Europa, avança o site EXAME.com.
Foram 8216 os doentes analisados pelo grupo de cientistas, durante períodos que variaram de sete a 52 semanas. De acordo com a publicação, poucos casos, porém, levaram à morte, o que seria insuficiente para afirmar que o Champix® pode ser fatal. Enquanto um grupo de voluntários (60%) utilizou a vareniclina para tentar parar de fumar, foi dado a outra equipa um placebo. Apenas um dos sujeitos do estudo sofria de problemas cardiovasculares previamente.
Em comunicado, a Pfizer afirma que muito poucos casos de doenças coronárias foram detectados após a investigação, e que os ganhos em termos de saúde para os doentes que utilizaram o fármaco foram muito grandes, pois conseguiram parar de fumar. Médicos relacionados ao laboratório dizem que testes realizados previamente com 7375 fumadores mostraram que não há ligação directa entre a utilização do Champix® e o aumento de riscos relacionados ao coração. Segundo a Pfizer, a FDA ( entidade que regula os medicamentos nos EUA) já foi contactada para que pesquisas continuem a ser realizadas nesse sentido.