Mostrar mensagens com a etiqueta Tabaco à lupa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tabaco à lupa. Mostrar todas as mensagens

Tabaco causa mutações genéticas nos pulmões

Um maço de tabaco por dia causa 150 mutações genéticas por ano nos pulmões

Pela primeira vez, estabeleceu-se uma ligação directa entre o número de cigarros fumados e o número de mutações que isso provoca no ADN e que, mais tarde, poderão terminar em cancro.

Que o tabaco mata já não é novidade. Que o cancro é causado por mutações no ADN também já se sabia. O que agora se encontrou pela primeira vez foi uma relação directa entre o número de cigarros fumados e o número de mutações no ADN. Se fumar um maço de cigarros por dia, ao fim de um ano terá provocado nas células dos seus pulmões, em média, 150 mutações genéticas, o que aumenta o risco de cancro – conclui este trabalho publicado esta sexta-feira na revista Science.

Se há produto constituído por substâncias tóxicas e irritantes, é um cigarro. Ao todo, têm cerca de 7000 substâncias químicas, 70 das quais são cancerígenas. Nas estimativas da Organização Mundial da Saúde, todos os anos morrem pelo menos seis milhões de fumadores e até ao final deste século prevê-se que sejam mais de 1000 milhões.

Uma investigação científica coordenada pelo Laboratório Nacional de Los Alamos (Estados Unidos) e pelo Instituto Sanger (Reino Unido), em colaboração com investigadores do Japão, da Coreia do Sul, de Itália e da Bélgica, identificou algumas mutações genéticas provocadas pela exposição, tanto directa como indirecta, ao fumo do tabaco.

“Até agora, tínhamos um largo corpo epidemiológico sobre a relação do fumo com o cancro. Neste momento, também observámos e quantificámos as mudanças moleculares no ADN para quem fuma cigarros”, sublinha em comunicado um dos autores do estudo, Ludmil Alexandrov, investigador de Los Alamos.

Ao todo, a equipa sequenciou o genoma de 5243 cancros. Os cientistas conseguiram determinar que, entre as pessoas que tiveram aqueles cancros, havia 2490 fumadores e 1063 não fumadores e foram estes dois grupos que foram comparados. Quais são então as diferenças nas células dos fumadores e dos não fumadores? E a conclusão a que se chegou, usando um software para reconhecer padrões nas mutações genéticas, é que essas mutações são mais elevadas nos fumadores. Num vídeo, Ludmil Alexandrov explica a investigação.

O número de mutações nocivas causadas pelo tabaco é alarmante, sobretudo nas células dos pulmões, onde os cientistas contabilizaram as já mencionadas 150 alterações genéticas. “Este número é extremamente elevado e aumenta enormemente o risco de desenvolver cancro dos pulmões nos fumadores”, frisa Ludmil Alexandrov ao PÚBLICO.

Um maço de tabaco por dia também é responsável por mutações genéticas noutros órgãos ao final de um ano, concluiu ainda esta investigação: em média, 97 na laringe, 39 na faringe, 23 na boca, 18 na bexiga e seis no fígado.

Neste momento, o tabaco está ligado a 17 tipos de cancros. Ao longo do estudo, identificaram-se mais de 20 mutações específicas associadas a esses 17 cancros. Essas mutações são assinaturas deixadas no ADN pelo tabaco. Contudo, apenas cinco destas mutações são muito frequentes nos fumadores.

Uma dessas mutações genéticas, que os cientistas designaram como “assinatura 4”, resulta mesmo da exposição directa ao fumo do tabaco – ou seja, os danos no ADN são provocados por substâncias cancerígenas contidas no cigarro, como o benzopireno. “As mutações da assinatura 4 também detectadas em cancros da cavidade oral, faringe e esófago, embora em número muito mais pequeno do que nos cancros dos pulmões e da laringe, talvez devido a uma exposição mais reduzida ao fumo do tabaco”, lê-se no artigo científico.

Outra mutação salientada na investigação é a número 5. Previamente descoberta num outro estudo, também no Laboratório Nacional de Los Alamos, esta alteração vai geralmente ocorrendo em todas as células do corpo e com a regularidade conhecida de um relógio. Só que a mutação número 5 é mais rápida nos fumadores do que nos não fumadores, explica um comunicado do Laboratório Nacional de Los Alamos.
Saber para prevenir

“Os resultados são uma mistura de esperado e inesperado, e revelam um retrato dos efeitos directos e indirectos [do tabaco]. As mutações causadas por danos directos no ADN pelos carcinogénicos do tabaco foram observadas principalmente nos órgãos em contacto directo com o fumo inalado”, salienta outro dos autores do estudo, David Phillips, do King’s College de Londres.

E para quem é “apenas” um fumador social? Fumar um ou dois cigarros de vez em quando também origina mutações no ADN, responde-nos Ludmil Alexandrov. “Um simples cigarro pode causar algumas – embora muito poucas – mutações”, salienta o investigador. Mas o risco de as mutações provocadas pelo tabaco virem a resultar em cancro é menor. “Fumar 50 cigarros ao longo da vida resulta, em média, em uma mutação.”

Para além da relação entre o tabaco e o cancro, detectadas ao nível das mutações genéticas que o fumo provoca, este tipo de estudos pode ser aplicado para descortinar a genética envolvida noutros factores de risco oncológico, como a obesidade e a alimentação. “Poderá ser um contributo para a descoberta de outras causas de cancro”, diz ainda Ludmil Alexandrov.

Ter agora a noção do número de mutações genéticas causadas pelo tabaco pode também ser um argumento de peso usado na prevenção do tabagismo. Para Charlie McMillan, director do Laboratório Nacional de Los Alamos, este trabalho “impulsiona o uso de software de reconhecimento de padrões na monitorização genética e representa um avanço criativo na investigação do cancro.”

Mas nem sempre o tabaco foi considerado nocivo. Esta planta veio da América para a Europa, trazida na época dos Descobrimentos. Chegou a ser divulgada como uma planta medicinal extraordinária. Mascado ou inalado, só nos finais do século XIX o uso do tabaco em cigarros se expandiu na Europa.

E se hoje não há dúvidas dos seus malefícios, nem sempre a indústria tabaqueira assumiu essa realidade, como lembra o pequeno livro de divulgação Cancro Ponto e Vírgula, editado em 2015 pelo Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup). “Demoraram [indústria tabaqueira] cerca de 50 anos a admitir que o consumo de tabaco é prejudicial à saúde”, lê-se na publicação, onde se encontra a ilustração de um cigarro, ao qual se faz a “autópsia de um assassino”.

TERESA SERAFIM, in publico.pt

Tabagismo é a primeira causa de morte no país

Fumar foi a primeira causa de morte em Portugal em 2013, entre os factores de risco comportamental, segundo o relatório Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números – 2015, publicado em Fevereiro de 2016 pelo Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo. O tabaco matou 12.350 pessoas em 2013 (devido a várias doenças, desde cancro e doenças respiratórias crónicas e infecções respiratórias até a doenças cardiovasculares), o que representou 11% de todos os óbitos no país. E o grupo etário mais atingido pelo tabaco foi o dos 50 aos 59 anos (cerca de 24% da mortes atribuem-se ao tabaco).

O cancro causado pelo tabaco foi um factor de peso: ao todo, houve 5460 mortes (89% nos homens). O cancro da traqueia, dos brônquios e dos pulmões foi o que causou mais óbitos, contabilizando-se cerca de 3317. Também a exposição ao fumo ambiental foi responsável pela morte de 28 pessoas.

Em 2014, havia cerca de 1,78 milhões de fumadores em Portugal com 15 ou mais anos, sendo 1,5 milhões fumadores diários, de acordo com as estatísticas do Inquérito Nacional de Saúde. Havia também muitos mais homens a fumar do que mulheres: eles eram 1,16, enquanto elas eram 600 mil. E quanto aos ex-fumadores, em 2014 eles já eram mais do que os fumadores, perfazendo então 1,92 milhões – o que equivalia a 31,8% dos homens com 15 ou mais anos residentes no país (cerca de 1,32 milhões) e a 12,9% das mulheres (608 mil).
TERESA SERAFIM, in Publico.pt 

Receitas do imposto sobre o tabaco estão em queda

Em 2015, o governo passou também a tributar charutos e cigarrilhas
Para cumprir o objectivo inscrito no OE, o governo terá de arrecadar mais de 500 milhões de euros até ao final do ano.

O Estado encaixou 970,3 milhões de euros com o Imposto sobre o Tabaco até Setembro deste ano e, para cumprir o objectivo inscrito no orçamento, terá de arrecadar mais de 500 milhões de euros até ao final do ano.

De acordo com a síntese da execução orçamental até Setembro, divulgada pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO), o Imposto sobre o Tabaco (IT) representou receitas de 970,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, menos 5% face ao mesmo período de 2014.

Tendo em conta que o objectivo de receita fiscal deste imposto previsto no Orçamento do Estado para 2015 (OE2015) era de 1.505,1 milhões de euros, será ainda preciso arrecadar mais 534,8 milhões de euros nos últimos três meses do ano para cumprir aquela meta.

De acordo com a síntese da execução orçamental de Dezembro de 2014, a receita arrecadada com o Imposto sobre o Tabaco no ano passado atingiu os 1.400,2 milhões de euros, um aumento de 6,6% em relação ao ano de 2013.

Em 2015, o Governo alargou o Imposto sobre o Tabaco ao rapé, tabaco de mascar, tabaco aquecido e cigarros electrónicos, passando também a tributar charutos e cigarrilhas, justificando a medida com "razões de defesa da saúde pública, bem como de equidade fiscal, uma vez que são produtos que se apresentam como substitutos dos produtos de tabaco".

Além disso, foi também introduzido um montante mínimo de imposto na tributação dos charutos e cigarrilhas, justificado pelo Governo "sobretudo por razões de equidade, neutralidade fiscal, saúde pública e de defesa da concorrência, uma vez que este tipo de produtos tinha um tratamento fiscal mais favorável quando comparado com outros tabacos manufacturados".

Lusa

Cigarros eletrónicos terão os dias contados ?


Um ano depois do ‘boom’ da moda de fumar cigarros eletrónicos, que chegou a ter 300 mil ‘vapeadores’ em Portugal, estima-se que atualmente sejam somente cinco mil os fumadores de vapor de água, com ou sem nicotina.

Tiago Machado, que representou a Associação Portuguesa de Empresa de Cigarros Eletrónicos, entretanto desconstituída, explicou à agência Lusa que o setor sofreu um “duro revés há precisamente um ano”, quando um estudo japonês indicou que os cigarros eletrónicos continham até dez vezes mais agentes cancerígenos do que o tabaco convencional.

“O setor caiu completamente com a notícia do estudo japonês, com dados falsos. Foi o princípio do fim. O ‘formaldeído’ [composto líquido utilizado nos cigarros eletrónicos], só afeta a saúde das pessoas quando é ‘vapeado’ a 900 graus e sabe-se que o cigarro eletrónico é ‘vapeado’ a 180/200 graus”, disse Tiago Machado.


Segundo aquele responsável, depois do ‘boom’ de 2013-2014, em que se contabilizavam entre 300 a 400 mil ‘vapeadores’ em Portugal, o número atualmente de pessoas que fuma cigarros eletrónicos desceu para cerca de cinco mil.

“Deixou de ser um negócio em Portugal. Em países como França, Holanda, Inglaterra e Estados Unidos, o ‘vapeio’ é defendido por ordens médicas e instituições de saúde. Em Portugal deixou de ser negócio”, sublinhou.

De acordo com Tiago Machado, também o alargamento do Imposto sobre o Tabaco aos cigarros eletrónicos, com uma carga fiscal “demasiado elevada” e “12 vezes superior à de Espanha”, levou “ao fim de esperança que havia em recuperar o setor”.

Patrícia Figueiredo foi uma das fumadoras de tabaco tradicional que passou a ‘vapear’ em março de 2014, quando a moda estava no auge. Fumadora desde os 14 anos, decidiu, numa altura em que estava debilitada fisicamente, trocar o tabaco normal pelos cigarros eletrónicos, sobretudo por uma questão de dinheiro.

“Antes gastava cerca de 120 euros por mês, passei a gastar cinco (…)”, declarou à Lusa.

Patrícia revelou não se ter assustado com o facto de os estudos afirmarem que afinal este tipo de cigarros também é prejudicial à saúde, acreditando que “nunca irá ser mais prejudicial que o tabaco” e estando consciente de que qualquer tipo de inalação é prejudicial: “esta será menos má e mais barata”.

Para Patrícia Figueiredo, os cigarros eletrónicos trouxeram-lhe uma vantagem, pois deixou de fumar.

“Na realidade, já não fumo. Comecei a ‘vaporizar’ há cerca de um ano e oito meses, com um nível de nicotina de 12. Durante o primeiro ano fui reduzindo gradualmente e há mais de meio ano que tenho sempre comigo o ‘vaporizador’, mas com nicotina a zero. Serve muitas vezes para aquelas alturas em que se dão os almoços e jantares de empresa e/ou amigos e para não arriscar o ‘vou fumar só um’, tenho sempre o vaporizador comigo”, explicou.

Segundo um inquérito do Eurobarómetro divulgado a 29 de maio passado, os cigarros eletrónicos eram a escolha de 2% dos fumadores portugueses, em linha com a média da UE, sendo que 1% respondeu ao estudo ter usado e desistido (UE 3%) e 3% experimentaram e desistiram (UE 7%).

No total, 6% dos portugueses já experimentaram o cigarro eletrónico (UE 12%), mais os homens (PT 7%, UE 13%) do que as mulheres (PT 4%, UE 10%).

Hoje, assinala-se o Dia do Não Fumador.

Lusa/SOL

Nicotina líquida para cigarros eletrónicos é um perigo


Caso seja ingerida ou absorvida através da pele, mesmo que em pequenas quantidades, pode causar vómitos, convulsões e até ser fatal. Nos casos das crianças, basta uma colher de chá para matar


As autoridades norte-americanas estão preocupadas com o perigo que representa a nicotina líquida vendida para os cada vez mais populares cigarros electrónicos.

Extraída do tabaco e depois misturada com um cocktail de aromas, corantes e produtos químicos diversos, a nicotina líquida funciona como um poderoso estimulante que, com facilidade, pode ser comprada em frasco, ou até mesmo em barril, conforme escreve o New York Times, num artigo sobre o tema.

Caso seja ingerida ou absorvida através da pele, mesmo que em pequenas quantidades, pode causar vómitos, convulsões e até ser fatal. 

A nicotina líquida não é ainda regulada pelas autoridades federais americanas, sendo misturada de forma ilegal nas lojas, e vendidos presencialmente ou online, para a recarga regular dos cigarros electrónicos.

Os especialistas ouvidos pelo New York Times alertam que este e-líquido representa um risco significativo para a saúde pública, especialmente para as crianças, que podem ser atraídas pelas cores brilhantes e os aromas perfumados que detém. 

Os perigos eminentes a este novo tipo de nicotina já deram, aliás as primeiras provas: Os casos menos graves têm levado a um aumento das chamadas para os centros de controlo de envenenamento nos EUA. O número de casos ligados ao e-líquido subiu para 1.351 em 2013, um aumento de 300% desde de 2012.

Como vencer o Tabagismo

O principal fator responsável pelas moléstias do sistema respiratório é o tabagismo. “Pessoas que fumam têm chance muito maior de desenvolver todas as doenças respiratórias. Quando diagnosticadas e não abandonam o fumo, o tratamento e tende a ser mais difícil, contribuindo para a progressão do problema”, informa o pneumologista Frederico Fernandes, Diretor de Assuntos Científicos da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT). Outros fatores são a presença de alérgenos no ambiente, poluição, queima de substâncias tóxicas, além da predisposição genética.

Nas vias aéreas superiores, que vão do nariz até a laringe onde ficam as cordas vocais, as principais doenças são a sinusite e a rinite. Os brônquios e pulmões são acometidos pela asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), que compreende a bronquite e enfisema pulmonar, , doenças infecciosas como a tuberculose e a pneumonia, outras infecções causadas por bactérias e que podem levar a morte se não tratada e o câncer de pulmão.

Como o tabaco age no sistema respiratório?

A fumaça que o cigarro deposita no pulmão contém mais de 4,7 mil substâncias tóxicas – muitas delas cancerígenas. Por isso, o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O tabaco pode agir nos brônquios, inflamando-os e destruindo a camada que os mantém abertos. Começam as queixas de falta de ar, tosse com catarro constante e intolerância a atividades físicas. Além disso, há radicais livres que “destroem as membranas das células do sistema respiratório e podem alterar o nosso DNA, levando ao desenvolvimento de câncer, sendo o principal o de pulmão”, explica Fernandes.

Por isso, para proteger-se é essencial não fumar e evitar o contato com fumantes. “As pessoas que não fumam, mas convivem com tabagista na casa ou no trabalho, têm uma chance 20% a 30% maior de desenvolver câncer de pulmão do que uma pessoa que não convive com fumante”, destaca o especialista.

Câncer de pulmão

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), é um dos tumores malignos mais comuns e sua incidência cresce 2% ao ano. Em 90% dos casos, está associado ao consumo de derivados do tabaco.

Dr. Frederico ressalta que é altamente fatal. “É muito difícil o paciente conseguir identificar a tempo de um tratamento resolutivo. Isso acontece porque o câncer apresenta pouquíssimos sintomas, por localizar-se no pulmão, área livre de nervos, e, logo, ser imperceptível o crescimento. Só se torna sintomático quando começa a prejudicar o funcionamento de algum brônquio, provocando tosse com sangue. Outro sinal é quando gera metástases, espalhando-se pelo organismo”, alerta o especialista.

Quando detectado precocemente, seu tratamento consiste em retirar o tumor por completo. Não existindo tal possibilidade, utiliza-se quimioterapia e radioterapia.

Proteja-se! 

Evitar a exposição à fumaça de combustíveis fósseis, de substâncias tóxicas e de biomassa é importante para proteger o sistema respiratório. No que diz respeito às infecções pulmonares, pessoas do grupo de risco – idosos e pacientes com histórico de doenças respiratórias – devem vacinar-se todos os anos contra a gripe e, pelo menos uma vez, contra a pneumonia.

“O sistema respiratório concede ar ao nosso corpo e faz com que nosso organismo funcione adequadamente. Sem isso, não é possível realizar as atividades do dia a dia sem sentir, pelo menos, um desconforto, como falta de ar. Para preservar a boa qualidade de vida, é fundamental preservar a saúde pulmonar e respiratória”, conclui o pneumologista Frederico Fernandes.

Cigarro eletrônico pode salvar vidas

O cigarro eletrônico é ao menos tão eficaz quanto o adesivo de nicotina para ajudar a pessoa a parar de fumar, segundo um estudo neozelandês sobre este controvertido paliativo.
Publicado pelo jornal médico The Lancet, o estudo dirigido por Chris Bullen, da Universidade de Auckland, sugere que o cigarro eletrônico é comparável ao adesivo de nicotina para ajudar os fumantes a largar o vício por ao menos seis meses.
Na realidade, este estudo realizado com 657 fumantes que queriam deixar de fumar mostra a eficácia um pouco maior do cigarro eletrônico, apesar da diferença ser considerado "estatisticamente não significativa".
O cigarro eletrônico pode salvar as vidas de milhões de fumantes, afirmaram os participantes de uma conferência sobre a rápida expansão deste dispositivo da qual participaram especialistas, políticos e empresários.
No entanto, outros participantes destacaram que, por enquanto, não há informações sobre os efeitos nocivos do dispositivo, particularmente a longo prazo.
O cigarro eletrônico tem perdido a aura de artigo sofisticado e está ganhando adeptos como uma forma relativamente eficaz de parar de fumar, com o apoio de um número crescente de estudos favoráveis. As vendas dobraram e estima-se que sete milhões de pessoas fumem cigarros eletrônicos.
Segundo Robert West, professor de saúde mental e diretor de estudos sobre o tabaco na Escola Universitária de Londres (UCL), os cigarros matam 5,4 milhões de pessoas por ano no mundo.
Segundo ele, o uso de cigarros eletrônicos pode salvar milhões de vidas, mas seria preciso saber "se é possível alcançar esse objetivo e como atingi-lo da melhor forma" possível.
Jacques Le Houezec, consultor em saúde pública e dependência do tabaco, afirmou aos presentes que os cigarros eletrônicos contêm algumas substâncias nocivas, mas seus níveis de toxicidade são de 9 a 450 vezes inferiores aos dos cigarros de tabaco.
Cigarro eletrônico seria tão eficaz quanto adesivo de nicotina
Já Deborah Arnott, diretora executiva do grupo de pressão antitabaco ASH, considerou que os cigarros eletrônicos podem permitir avanços no campo da saúde pública, mas advertiu que ainda não há informações suficientes acerca dos seus efeitos, reforçando que a indústria do tabaco está começando a controlar a fabricação de cigarros eletrônicos.
— Muitas das maiores companhias de cigarros eletrônicos já foram absorvidas. A ASH acredita que os cigarros eletrônicos têm um potencial significativo. São muito menos prejudiciais que o tabaco, No entanto, sem regulamentação, sua segurança e eficácia não estão garantidas.
Cigarro ainda é responsável por muitas mortes no Brasil
Além disso, segundo Arnott, "se chegam a ter agentes cancerígenos, não veremos seus efeitos imediatamente, mas 10, 15 ou 20 anos depois as pessoas vão morrer disso", acrescentou.
As autoridades sanitárias dos países ocidentais afirmam que ainda é prematuro para avaliar os impactos a médio e longo prazo de um fenômeno recente como o do cigarro eletrônico.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) sustenta que a segurança dos cigarros eletrônicos não foi verificada cientificamente.
Mas os relatórios científicos e médicos destacam cada vez mais que sua periculosidade é muito inferior à dos cigarros verdadeiros.
A OMS adverte que "também não foi provada cientificamente" a eficiência dos sistemas eletrônicos de administração de nicotina para parar de fumar.
Um estudo neozelandês publicado em setembro pela respeitada revista científica The Lancet sustentou que o novo dispositivo é "pelo menos igual em eficácia aos adesivos de nicotina" para ajudar um fumante a abandonar o vício.
A principal crítica ao cigarro eletrônico é que, embora possa ajudar a abandonar o tabaco, também pode incentivar o fumo em muitos jovens que nunca o fizeram, criando dependência em nicotina e, por fim, levando-os ao tabagismo.

Tabaco mata 30 por dia


A maioria dos fumadores tem pouca vontade de deixar de fumar. 
Tabaco mata 30 por dia
Tabaco mata 30 por dia


O tabaco mata por ano cerca de 11 mil pessoas em Portugal, ainda assim, a grande maioria dos fumadores tem pouca vontade de deixar de fumar e as consultas de cessação tabágica têm vindo a diminuir, segundo um relatório. "Portugal - Prevenção e Controlo do Tabagismo em números 2014" é o título do relatório da Direção-Geral da Saúde, que será apresentado esta terça-feira e que revela que mais de 10% do total de mortes anuais em Portugal (11 mil) se devem ao consumo de tabaco e que 845 óbitos se deveram à exposição ao fumo passivo, 96% dos quais devido a doenças cardiovasculares, segundo dados referentes a 2010. 
Apesar desta realidade, o estudo revela que a maioria dos fumadores não está motivada para deixar de fumar. Citando os resultados do III Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas na População, o relatório indica que cerca de 19% dos inquiridos fumadores responderam não ter interesse em parar de fumar, cerca de 65% responderam ter um interesse ligeiro ou moderado e 17% um forte interesse em parar de fumar. Apenas 2,5% dos inquiridos fumadores responderam que, com toda a certeza, iriam tentar parar de fumar nas próximas duas semanas, mais de metade respondeu negativamente a esta questão e cerca de 43% revelaram-se hesitantes. 
O teste de Richmond, que avalia a motivação para a cessação tabágica, também citado pelo relatório, revela por sua vez uma realidade ainda mais negativa: a grande maioria dos consumidores (85,5%) tem uma motivação baixa, 12,6% uma motivação moderada e apenas 1,8% uma motivação elevada para deixar de fumar. A perceção dos riscos do fumo também parece não ser clara para os inquiridos no III Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas, já que "apenas 66% da população dos 15 aos 64 anos considerou que fumar um ou mais maços de tabaco por dia tinha um elevado risco para a saúde, cerca de 4% considerou que tinha pouco ou nenhum risco". Hospitais e Centros de Saúde oferecem ajuda a deixar de fumar Para tratar a dependência tabágica, alguns hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e centros de saúde oferecem consultas para ajudar a deixar de fumar. No entanto, em 2014, apenas cerca de 70% dos Agrupamentos de Centros de Saúde ofereciam este tipo de consultas e o número de equipas para a realização destas consultas tem diminuído nos últimos anos, embora sem uma redução significativa do número anual de consultas efetuadas. 
O relatório destaca a "inexistência de um sistema de informação adequado a esta área de intervenção", o que "limita a possibilidade de dispor de dados nacionais sobre o trabalho realizado nestas consultas, em particular, no que se refere às intervenções breves". 
Nos últimos quatro anos (entre 2009 e 2013), em Portugal continental, o número total de consultas de cessação tabágica diminuiu de 25.765 para 21.577, o número de utentes atendidos nas consultas de apoio intensivo à cessação tabágicas baixou de 7.748 para 5.377, enquanto o número de locais de consultas para esse fim caíram de 223 para 116. 
O relatório aponta ainda dados do Inquérito Nacional sobre Asma, que indicam que a exposição ao fumo ambiental do tabaco em casa foi reportada por 26,6% dos inquiridos, 39% dos quais eram crianças e jovens com menos de 25 anos.

Suplementos de ómega-3 reduzem vontade de fumar

Pode haver uma nova esperança para quem já tentou de tudo para vencer o vício do tabaco e não conseguiu: um novo estudo revela que a toma de suplementos de ómega-3 reduz os desejos de nicotina do organismo, contribuindo para ajudar os fumadores a largar o cigarro.
 
A investigação, desenvolvida por cientistas da Universidade de Haifa, em Israel, indica que, quando tomados por fumadores, os ácidos gordos ómega-3, baratos, facilmente acessíveis sob a forma de suplemento e quase livres de efeitos secundários, "diminuem significativamente o número de cigarros fumados por dia".
 
"As substâncias e os fármacos utilizados atualmente para ajudar as pessoas a deixar de fumar são pouco eficientes e causam efeitos secundários com os quais não é fácil lidar", explica Sharon Rabinovitz Shenkar, que coordena o departamento de criminologia da Universidade e é responsável pelo laboratório de psicofarmacologia que conduziu o estudo.
 
Além das consequências nefastas que pode ter a nível pulmonar, cardiovascular e imunitário, o cigarro diminui, também, os níveis de ácidos gordos essenciais no cérebro, em especial o ómega-3, uma deficiência que danifica as células nervosas e interrompe a comunicação entre neurónios em áreas cerebrais associadas ao prazer e à satisfação.
 
Segundo os cientistas, esta falta de ómega-3 no organismo afeta a tomada de decisões e torna mais difícil para os fumadores resistir à vontade de fumar mais um cigarro, levando-os a ceder à tentação e sendo determinante para a incapacidade de deixar o tabaco. 
 
"Estudos anteriores já provaram que o desequilíbrio nos níveis de ómega-3 também está relacionado com a saúde mental, a depressão e a capacidade de lidar com a pressão e o stress. A pressão e o stress, por seu lado, estão associados com a necessidade de fumar", realça Shenkar, em comunicado.

Desejo de fumar mantém-se baixo após interrupção dos suplementos
 
Os especialistas israelitas realizaram um ensaio clínico com metodologia minuciosa envolvendo 48 fumadores com idades entre os 18 e os 45 anos que fumavam, pelo menos, 10 cigarros por dia (e uma média de 14) e que foram diagnosticados como sendo moderadamente dependentes da nicotina. 
 
Os participantes foram divididos em dois grupos: um deles recebeu cápsulas de ómega-3 e o outro um placebo. A equipa solicitou aos voluntários que tomassem cinco cápsulas por dia ao longo de 30 dias, nunca lhes pedindo que deixassem de fumar. 
 
Os cientistas analisaram, no início e no fim do estudo, bem como 30 dias após o término da investigação, os desejos de nicotina dos participantes através de uma escala contendo elementos como a vontade de fumar, a falta de controlo no uso do tabaco, a satisfação e o alívio associados ao ato de fumar, o número de cigarros fumados por dia, entre outros.  
 
Embora não tenha havido diferenças nos primeiros tempos, depois de 30 dias, os fumadores que tinham tomado os suplementos de ómega-3 reduziram, em média, o número de cigarros fumados em 11% (o equivalente a menos dois cigarros por dia), revelando, também, menor vontade de fumar .
 
Mesmo após 30 dias decorridos sobre a interrupção da toma dos suplementos, os desejos de nicotina mantiveram-se mais baixos do que inicialmente e nunca voltaram ao que eram. No grupo de controlo (que recebeu o placebo), por outro lado, não se observaram quaisquer mudanças significativas nos desejos de nicotina e na quantidade de cigarros fumados. 

De acordo com Shenkar, o facto de as pessoas que não estavam
interessadas em deixar de fumar terem reduzido o número diário de cigarros "reforça a ideia de que tomar ómega-3 pode ajudá-los a controlar o vício e a diminuí-lo".

Clique AQUI para aceder ao estudo publicado na revista científica "Journal of Psychopharmacology" (em inglês).

Cigarros eletrónicos "falham redondamente" como método para deixar tabaco

O presidente do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão considera que tem "falhado redondamente" a ideia inicial de que o cigarro eletrónico podia ajudar a deixar de fumar, aconselhando antes o recurso aos métodos tradicionais de cessação tabágica.

Sobre os cigarros eletrónicos, que têm dividido especialistas, Fernando Barata frisa que parte da constituição destes cigarros ainda é desconhecida.
"A ideia inicial de ir do cigarro tradicional para o eletrónico para deixar de fumar não tem acontecido na prática nos nossos doentes. Essa ideia, que inicialmente podia ser muito boa, tem falhado redondamente", declarou à agência Lusa o pneumologista, no dia em que começa o Congresso Português do Cancro do Pulmão.
Segundo Fernando Barata, os médicos têm constatado que os fumadores usam os cigarros eletrónicos por "um ou dois meses", voltando depois ao tabaco tradicional.
Os médicos têm constatado que os fumadores usam os cigarros
eletrónicos por "um ou dois meses", voltando depois ao tabaco tradicional
Além de "não serem uma alternativa para deixar de fumar", o especialista diz também que podem representar um passo para os mais jovens começarem a fumar.
"Mesmo em grupos mais jovens que começam a fumar cigarro eletrónico, o que vemos é depois uma passagem rápida para o cigarro tradicional", declarou Fernando Barata.
O presidente do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão considera por isso que a cessação tabágica passa "muito mais" pelas medidas tradicionais, como consultas próprias e/ou recurso a medicação.
Em agosto, A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou proibir a venda de cigarros eletrónicos a menores de idade, por considerar que o consumo acarreta "ameaças graves" para os adolescentes e fetos.
Os peritos aconselharam também proibir-se o consumo de cigarros eletrónicos em espaços públicos fechados.
Dias antes desta recomendação, era noticiado um estudo de investigadores britânicos que concluía que o cigarro eletrónico é menos prejudicial do que o tabaco convencional.
O fumo do tabaco é a causa principal do cancro do pulmão, estimando que 90% das mortes nos homens e 80% nas mulheres tenham esta causa.
 Lusa

Estudo contraria OMS e defende uso de cigarros eletronicos

Cigarros eletrônicos têm menos substâncias nocivas
e por isso seu consumo causa menos mortes
Um estudo feito por pesquisadores britânicos indicou que os alertas contra cigarros eletrônicos são alarmistas e que o uso do produto no lugar dos cigarros tradicionais poderia salvar muitas vidas.

Para cada um milhão de fumantes que mudam para cigarros eletrônicos, mais de 6 mil vidas por ano podem ser salvas, de acordo com a equipe da University College London (UCL).

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo, que também envolveu duas outras universidades britânicas, consideraram as críticas aos cigarros eletrônicos como "equivocadas".

A posição é diametralmente oposta à da Organização Mundial de Saúde (OMS), que defendeu a proibição desses cigarros em locais públicos e de trabalho. A justificativa da organização é que essa prática poderia aumentar os níveis de algumas toxinas e da nicotina no ar.

A organização também teme que o uso dos modelos eletrônicos acabe levando não fumantes ao vício.
Porém, a equipe da UCL disse que o número de não fumantes que utilizam cigarros eletrônicos representam menos de 1% da população, de acordo com o levantamento Smoking Toolkit, uma pesquisa mensal de fumantes na Inglaterra.

'Loucura'

"Você tem que ser um pouco louco para continuar fumando cigarros convencionais quando há cigarros eletrônicos disponíveis", disse o professor da UCL Robert West. Para ele, apesar de algumas toxinas estarem presentes no vapor dos modelos eletrônicos, as concentrações são muito baixas.

"As concentrações de substâncias cancerígenas e toxinas no vapor estão quase todas bem abaixo de um vigésimo em relação aos cigarros (tradicionais)", afirmou.
A opinião encontra apoio também em pesquisadores do Centro Nacional de Dependência, do King's College London, e da Unidade de Dependência do Tabaco, da Queen Mary University.
Após uma análise das conclusões da OMS, publicadas na revistaAddiction, eles concluíram que algumas das suposições que o órgão fez foram "equivocadas".
Os estudiosos britânicos estimaram que 6 mil vidas por ano seriam salvas para cada milhão de fumantes que trocasse cigarros reais pelos eletrônicos.

No Brasil, o hábito de fumar está em queda, mas ainda mata 200 mil pessoas por ano, segundo o Ministério da Saúde. A estimativa é que 11% da população brasileira fumem, o que representa cerca de 22 milhões de pessoas.
Ou seja, se todos migrassem para o cigarro eletrônico, 132 mil vidas seriam salvas por ano, de acordo com os parâmetros da pesquisa.
Para Peter Hajek, pesquisador da Queen Mary University, os reguladores precisam equilibrar a redução dos riscos com a redução dos benefícios potenciais.

"Neste caso, os riscos são improváveis e alguns comprovadamente não existem, enquanto os benefícios são potencialmente enormes. Realmente poderia ser uma intervenção revolucionária na saúde pública se os fumantes trocassem os cigarros tradicionais pelos eletrônicos."
'Poucos dados concretos'

A OMS ainda não respondeu às críticas ao seu trabalho. A Faculdade de Saúde Pública, uma importante ONG britânica, apoia as preocupações do órgão da ONU.
John Ashton, presidente da instituição, disse que não defende uma proibição, mas teme que a popularização do cigarro eletrônicos tenha o impacto de reverter os efeitos de anos de campanha contra o tabagismo que contribuíram para a redução do hábito na sociedade.
"Queremos ter certeza de que quaisquer benefícios que possam existir não desfaçam todo o trabalho duro feito ao longo de décadas para salvar vidas com a redução do tabagismo", argumentou.
"No momento, há poucos dados concretos sobre os cigarros eletrônicos. Até chegarmos a alguns fatos sólidos sobre o seu impacto na saúde das pessoas, precisamos de uma regulamentação adequada."


Artigo: BBC Brasil

Cigarros eletrónicos podem salvar vidas

Cigarro electronico
Um grupo de investigadores do Reino Unido revelaram que os cigarros eletrónicos podem salvar seis mil vidas por cada milhão de fumadores e contrariam as ideias da Organização Mundial de Saúde, indicou a BBC.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou recentemente para os malefícios dos cigarros eletrónicos, mas um grupo de investigadores do Reino Unido contrariam esta posição e garantiram que esta mudança permitiria salvar seis mil vidas por cada milhão de fumadores.

Segundo um trabalho desenvolvido pela equipa na University College London contrapõe as restrições e proibições sublinhando que o número de não fumadores que começaram a utilizar cigarros eletrónicos é inferior a 1%, segundo os dados do Smoking Tookit, um inquérito conduzido mensalmente a fumadores.
Um dos investigadores, Robert West revela que as toxinas presentes nos cigarros eletrónicos são muito baixas, com concentrações de produtos cancerígenos que não têm comparação com o tabaco tradicional.
Robert fala em concentrações quase 20 vezes menores, que estima que podem poupar seis mil vidas por ano por cada milhão de fumadores que mudem dos cigarros tradicionais para os eletrónicos, segundo a BBC.

“Estas recomendações da OMS são realmente prejudiciais para a saúde pública, na qual os cigarros electrónicos poderiam ter um efeito revolucionários”, rematou o investigador Peter Hajek, da Queen Mary University,.
O relatório da OMS indicava que o aerossol produzido pelo cigarro eletrónico não é apenas vapor de água e que contém também nicotina e outros produtos possivelmente tóxicos, cujos efeitos a longo prazo não são conhecidos.

Cigarro é mais viciante que cocaína, aponta relatório da CTFK

Número de experimentadores de cigarro que se tornam dependentes é maior do que os que entram em contato com heroína pela primeira vez, disse autor de relatório


Brasília - Relatório preparado pela organização de controle do tabagismo Campanha Crianças Livres do Tabaco (CTFK) lançado nesta terça-feira, 02, no Brasil, mostra que cigarros estão mais viciantes e perigosos.

Feito a partir da análise de pesquisas científicas e de documentos fornecidos pela indústria do tabaco, o trabalho afirma ser mais fácil tornar-se dependente de cigarro do que de cocaína e de heroína.
A mudança, afirma o documento, é resultado de estratégia adotada pelas companhias.
Ao longo dos últimos 50 anos, assegura o relatório, os produtos passaram a apresentar um teor maior de nicotina, tiveram a inclusão em sua fórmula de amônia e açúcares, que aumentam seu efeito e tornam a fumaça mais fácil de ser inalada.
maior teor de amonia
Cigarros passaram a ter maior teor de nicotina e
amônia e açúcares foram incluídos na fórmula
O próprio formato do cigarro mudou: produtos passaram a trazer filtros com pequenos orifícios, muitas vezes imperceptíveis, que levam o fumante a aumentar o volume e a velocidade de aspiração.
Alta engenharia, avalia o relatório, para aumentar a atratividade, facilitar o consumo e a dependência.
"Nicotina e heroína apresentam mecanismos semelhantes para o desenvolvimento da dependência", afirmou à reportagem um dos autores do relatório, o professor da Universidade da Califórnia David Burns.
Ele observou, no entanto, que o número de experimentadores de cigarro que se tornam dependentes é maior do que os que entram em contato com a heroína pela primeira vez.
Documentos reunidos no relatório mostram que os teores de nicotina dos cigarros aumentaram 14,5% entre 1999 e 2011.
Substância encontrada naturalmente na planta do tabaco, a nicotina, quando chega aos pulmões, é absorvida pela corrente sanguínea e em segundos é transportada para o cérebro.
Os sintomas de abstinência surgem logo nas primeiras horas depois de parar de fumar.
Pesquisadores afirmam no trabalho que a amônia acrescentada ao tabaco aumenta a velocidade com que a nicotina chega ao cérebro e a sua absorção, o que torna a sensação de prazer mais rápida e mais intensa.
A amônia também torna a fumaça do cigarro mais suave, o que facilita a sua inalação pelos pulmões.
Além da maior capacidade de desenvolver dependência, as mudanças ampliaram o risco de câncer de pulmão.
"As misturas do tabaco e os aditivos tornaram a fumaça do cigarro mais fácil de ser inalada, aumentando os níveis de nicotina no sangue e no cérebro. Outros agentes potencializaram o impacto da nicotina, como o acetaldeído produzido com a queima do açúcar adicionado ao cigarro. Tudo isso aumenta o risco de dependência", disse Burns.
Ele ressaltou também que, principalmente nos Estados Unidos, cigarros passaram a ter uma concentração maior de nitrosaminas específicas do tabaco, uma substância carcinogênica.
Essa última mudança, associada com a adoção de filtros ventilados - que levam a inalações mais profundas - torna o fumante mais vulnerável e exposto a substâncias, aumentando o risco de câncer provocado pelo consumo do cigarro.
De acordo com o trabalho, apesar de fumarem menos, tanto homens quanto mulheres têm um risco muito maior de desenvolver câncer de pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica do que em 1964, quando foi divulgado o primeiro relatório produzido pelo governo americano sobre o impacto do tabagismo na saúde.
Burns criticou a suspensão no Brasil da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proibia a adição de produtos que conferissem sabor para os cigarros.
"Companhias usam os aditivos para aumentar o número de vendas, para atrair jovens e evitar que pessoas abandonem o tabagismo", disse.
Procurado, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco) afirmou que não se manifesta sobre o tema.
Romeu Schneider, da Câmara Intersetorial do Tabaco, afirmou que cigarros em todo o mundo estão mais fracos, com menores teores de alcatrão e nicotina.
"Estamos falando dos cigarros legais. Nossa preocupação, no entanto, é o crescimento do produto ilegal, produzido sem nenhum tipo de controle", disse.
Ele lembrou que a venda de cigarros a menores é proibida no Brasil. "É uma regra acertada. Respeitamos. Se crianças têm acesso, é a cigarro contrabandeado."
Artigo de Lígia Formenti na Exame.com

OMS iguala cigarro eletrônico ao comum


A entidade prefere esperar por novos estudos antes de liberar o produto e insiste que o ele precisa ser regulado pelos governos nacionais

A Organização Mundial da Saúde (OMS)recomenda que os cigarros eletrônicos sejam tratados como normais, pelo menos no que se refere à proibição do fumo em locais fechados, limites à publicidade e venda para menores. Cautelosa, a entidade prefere esperar por novos estudos antes de liberar o produto e insiste que o cigarro eletrônico precisa ser regulado pelos governos nacionais. 

Hoje, 466 marcas disputam um mercado avaliado em US$ 3 bilhões. O interesse é tão grande que mesmo algumas das maiores empresas do setor também lançaram produtos. Só na Europa, 7 milhões de pessoas seriam usuárias. Mas, em grande parte do mundo, a venda não está regulamentada, uma realidade que a OMS exige que seja modificada. 

O que pesou na decisão da organização foi o fato de que, apesar de eletrônico, o consumo de nicotina continua a existir, ainda que a taxas variadas, além de outros ingredientes. Esses compostos podem levar a tumores e, segundo a própria OMS, o que sai dos cigarros eletrônicos "não é apenas vapor". O contato da nicotina nos lábios e pele também é considerado como um risco à saúde. 

Provas

A entidade questiona o suposto impacto que o produto tem para ajudar a deixar de fumar, um argumento usado pelos vendedores e empresas do setor. Para a OMS, as provas são "limitadas" e não se pode tirar qualquer tipo de conclusão. 

O que mais preocupa a entidade é que, sem regulamentações, o cigarro eletrônico possa ser na verdade um convite ao fumo, principalmente uma inserção ao cigarro para os adolescentes. Por isso, a OMS pede que se proíba esse produto em locais onde não se pode fumar e a publicidade também cumpra as mesmas normas dos cigarros convencionais. Isso pelo menos até que os fabricantes "mostrem provas científicas".

No início do ano, o Parlamento Europeu aprovou uma lei sobre o cigarro eletrônico e deu duas opções aos vendedores. Se quiserem tratar o produto como uma ajuda a deixar de fumar, precisam inscrevê-lo como um produto médico, o que exige passar por dezenas de testes. A segunda opção foi de registrar o produto como um cigarro, o que foi a escolha do setor.

Governo prepara regulamentação para os cigarros electrónicos

Organização Mundial de Saúde defende proibição de venda a menores e do uso em espaços públicos fechados. 

O Governo já está a preparar uma regulamentação para os cigarros electrónicos, cujo uso crescente preocupa as autoridades de saúde nacionais e internacionais. As regras deverão cumprir o que está fixado numa nova directiva comunitária sobre o tabaco aprovada em Abril passado. “Está a ser preparada a regulamentação. A directiva do tabaco vai ser transposta e irá contemplar aspectos sobre o cigarro electrónico”, disse ao PÚBLICO o director-geral de Saúde, Francisco George.

A directiva não inclui a proibição de venda dos chamados e-cigarros a menores e o seu uso em locais públicos fechados, como agora defende a Organização Mundial de Saúde, num relatório que será avaliado na próxima conferência da Convenção Quadro para o Controlo do Tabaco, em Outubro.

Teoricamente, a lei nacional poderá ir além das normas europeias. Mas se permanecer fiel apenas ao conteúdo obrigatório da directiva, terá como medida mais forte a proibição de qualquer tipo de publicidade ao cigarro electrónico. A OMS não vai tão longe e sugere apenas alguns “nãos”: não fazer do produto algo apetecível, especialmente para menores e não-fumadores, não conter menções de benefícios para a saúde, não relacionar o e-cigarro com jogos, álcool ou drogas ilícitas, não conter nada que de certa forma o associe ao tabaco – seja pela sua forma, cor, símbolos ou marcas.

Os cigarros electrónicos estão a ter uma grande expansão. Há 466 marcas a serem comercializadas no mundo, segundo a OMS. Muitos defendem que se trata de uma alternativa benéfica para os fumadores, reduzindo a sua exposição aos produtos que resultam da combustão do tabaco. Os e-cigarros vaporizam a nicotina. Em Maio passado, 53 especialistas em saúde pública assinaram uma carta apelando à OMS para que “liberte o potencial” dos cigarros electrónicos, que poderão salvar “centenas de milhões de vidas”.

Mas a OMS está preocupada. O relatório que submeterá aos 179 países que subscreveram a Convenção Quadro para o Controlo do Tabaco refere que o aerossol produzido pelo cigarro electrónico, e que o utilizador inala, “não é apenas ‘vapor de água’ como é muitas vezes referido na publicidade a estes produtos”. Há a nicotina – nos modelos que a integram – e outros produtos possivelmente tóxicos, incluindo os aromatizantes, cujos efeitos a longo prazo não são bem conhecidos.

Sem uma regulamentação adequada, diz a OMS, os cigarros electrónicos podem também ter um efeito perverso: o de estimular o uso do tabaco em não-fumadores, especialmente jovens, atraídos inicialmente pelo e-cigarro.

Outra preocupação é a de que os aparelhos, embora minimizem a exposição aos produtos do tabaco nos fumadores, não lhe resolvem o vício. “A dependência não é apenas física, mas também psicológica”, afirma Miguel Narigão, do Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo. “Se se mantém o ritual de fumar, dificilmente se consegue combater a dependência”, completa.

Um em cada cinco portugueses é fumador, segundo dados da Direcção-Geral de Saúde. O tabaco mata cerca de 10 mil pessoas por ano no país e custa cerca de 500 milhões de euros ao sector da saúde.

A directiva europeia sobre o cigarro electrónico obriga à fixação de um teor máximo de nicotina e à notificação, pelos fabricantes ou importadores, de todo novo produto introduzido no mercado. Os e-cigarros terão de vir acompanhados de um folheto informativo, com a sua composição, contra-indicações e informações sobre a sua toxicidade, tal como a bula dos medicamentos. Deverá haver também alertas sobre os riscos da nicotina e para o facto do produto não ser recomendável a jovens ou não-fumadores.

As normas europeias deverão estar em vigor em todos os países-membros até Maio de 2016.

A nível mundial, apenas 13 países proíbem a venda dos cigarros electrónicos, segundo um inquérito feito pela OMS. Dos 194 países avaliados, os e-cigarros com nicotina estão regulamentados em 59, representando 49% da população mundial. Os e-cigarros sem nicotina estão sujeitos a normas em 53 países (44% da população). Já há 30 países (35% da população) que proíbem o uso dos aparelhos em espaços públicos fechados.

Dicas para o ajudar a parar de fumar

Parar de fumar pode ser difícil, mas não impossível. Veja as reportagens abaixo e perceba como a força de vontade aliada a algumas técnicas ajudam a largar o vício do cigarro.



Cigarro: o que fazer para controlar a vontade de fumar?

Experiência chocante: Veja os seus pulmões após apenas 60 cigarros

Você já deve ter ouvido falar que fumar durante toda a vida provoca quase de certeza o cancro (câncer) de pulmão, entre outros cancros ou doenças graves, certo?!
Todos sabem também que os pulmões de um fumador a longo prazo ficam negros entupidos de nicotina! Mas o que você ainda não sabia é que não são precisos muitos anos nem muitos cigarros para isso acontecer.
O hospital 
Yan Chai Hospital Tung Chi Ying Memorial School de Hong Kong decidiu fazer essa experiência para provar que os problemas começam bem mais cedo do que se pensava. Para isso usou dois pulmões de porco, muito semelhantes aos humanos, e absolutamente saudáveis e através de uma bomba sugadora, simulou o fumo de 60 cigarros.
O resultado surpreendentemente chocante foi o que pode ver no vídeo..

Empresas defendem restrições ao cigarro eletrónico

A Associação Portuguesa de Empresas de Cigarros Eletrónicos (APECE), constituída formalmente a 24 de abril deste ano, defende a aprovação de legislação que proíba a venda e restrinja publicidade dirigida a menores de 18 anos. 
Cigarro eletrónico
Cigarro eletrónico
"O cigarro eletrónico possui nicotina, por conseguinte é uma alternativa a quem já fuma. Em nenhuma circunstância deve ser considerado para a iniciação de consumo", assegurou Tiago Machado, presidente da APECE. Como tal, "o consumo ao produto deve ser restringido aos menores de 18 anos, pois de forma alguma queremos que os nossos jovens comecem a fumar".

Para a APECE, a diretiva europeia que determina a proibição do consumo de cigarros eletrónicos em locais públicos (que deve ser adotada até 2016) "só pode ser vista como positiva, pois uma legislação adequada para o produto e empresas é essencial para que o principal beneficiado seja o consumidor".

Tabagismo e disfunção erétil

TABAGISMO E DISFUNÇÃO ERÉTIL

Estudo apresentado nos EUA mostra que a disfunção erétil (DE) faz parte das condições médicas causadas pelo fumo. 

Como o fumo leva à DE? Para entender essa questão é importante entender como o homem atinge a ereção. Quando o homem é estimulado sexualmente, mensagens são transmitidas pelo sistema nervoso, do cérebro ao pênis. Como resultado, as artérias do pênis se dilatam e permitem um maior fluxo sanguíneo. Uma vez que o pênis fica ereto, veias se contraem para manter o sangue dentro. Após o homem ejacular, veias abrem novamente para permitir que o sangue retorne ao corpo. A circulação do sangue é fundamental para uma ereção firme. Se há problema na circulação do pênis o homem tende a ter uma ereção fraca ou mesmo a não conseguir ereção.

Fumar causa arterosclerose que é o endurecimento das artérias. Quando isso ocorre, placas se acumulam nas paredes das artérias, fazendo mais difícil para o sangue escoar. Quando arterosclerose ocorre nas artérias penianas pode interferir na ereção. O fumo também pode causar outros problemas associados com DE como problemas cardíacos e diabetes que são condições que podem levar à arterosclerose.
Além disso, neuropatias surgidas com o diabetes podem também interferir na transmissão de mensagens do cérebro ao pênis lembrando também que altas taxas de açúcar podem reduzir a produção de certos elementos químicos necessários à ereção.

Artrite reumatoide é outro problema comum associado ao problema do fumo que pode afetar a ereção.
A vida de muitos homens também é afetada pela ansiedade e depressão. Embora esses problemas não sejam diretamente ligados ao tabagismo, eles estão presentes em pacientes que têm sérios problemas de saúde relacionados ao fumo, tais como câncer, asma, problemas de vista e com imunidade. O fato de viver com problemas crônicos de saúde têm influência na parte física, emocional, psicossocial e claro na parte sexual também.

Estudo apresentado nos EUA mostra que a disfunção erétil (DE) faz parte das condições médicas causadas pelo fumo. 

Como o fumo leva à DE? Para entender essa questão é importante entender como o homem atinge a ereção. Quando o homem é estimulado sexualmente, mensagens são transmitidas pelo sistema nervoso, do cérebro ao pênis. Como resultado, as artérias do pênis se dilatam e permitem um maior fluxo sanguíneo. Uma vez que o pênis fica ereto, veias se contraem para manter o sangue dentro. Após o homem ejacular, veias abrem novamente para permitir que o sangue retorne ao corpo. A circulação do sangue é fundamental para uma ereção firme. Se há problema na circulação do pênis o homem tende a ter uma ereção fraca ou mesmo a não conseguir ereção.

Fumar causa arterosclerose que é o endurecimento das artérias. Quando isso ocorre, placas se acumulam nas paredes das artérias, fazendo mais difícil para o sangue escoar. Quando arterosclerose ocorre nas artérias penianas pode interferir na ereção. O fumo também pode causar outros problemas associados com DE como problemas cardíacos e diabetes que são condições que podem levar à arterosclerose.
Além disso, neuropatias surgidas com o diabetes podem também interferir na transmissão de mensagens do cérebro ao pênis lembrando também que altas taxas de açúcar podem reduzir a produção de certos elementos químicos necessários à ereção.

Artrite reumatoide é outro problema comum associado ao problema do fumo que pode afetar a ereção.
A vida de muitos homens também é afetada pela ansiedade e depressão. Embora esses problemas não sejam diretamente ligados ao tabagismo, eles estão presentes em pacientes que têm sérios problemas de saúde relacionados ao fumo, tais como câncer, asma, problemas de vista e com imunidade. O fato de viver com problemas crônicos de saúde têm influência na parte física, emocional, psicossocial e claro na parte sexual também.



Artigo gentilmente enviado por Maria Luiza Bacellar