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Desde 2011 tabaco já aumentou 18%

Agravamento do imposto vai ditar uma atualização de dez cêntimos no maço de tabaco. Venda de cigarros aumentou quase 14% em 2016.

O tabaco vai aumentar já na quarta-feira, dia 1. Tomando como exemplo a marca SG Ventil, o anunciado agravamento de dez cêntimos significa que aquele maço passará a custar 4,70 euros, uma subida de 18% (mais 80 cêntimos) face ao preço de 2011 (3,90 euros).



Apesar dos consecutivos aumentos do Imposto sobre o Tabaco (IT) e das campanhas que tentam sublinhar os seus malefícios, os consumidores não parecem dispostos a largar o vício. O volume de vendas dos cigarros aumentou 13,76% no ano passado face a 2015. O tabaco de enrolar caiu 15,18% e os charutos são cada vez menos procurados (-48,78%), tal como as cigarrilhas (-2,2%). Apenas o cachimbo convencional, a par dos cigarros, cresceu (+7,46%). O caso excecional verificou-se no tabaco para cachimbo de água, também conhecido como shisha, uma vez que as vendas mais do que duplicaram (+136%) no ano passado.



O Estado teve a sua compensação, uma vez que as receitas fiscais do tabaco aumentaram em cerca de 300 milhões de euros, totalizando 1515 milhões, o valor mais alto desde 2011.



O ritmo de agravamento da carga fiscal tem sido anual ou mesmo semestral. Em julho do ano passado, o tabaco sofreu um aumento. A portaria do Ministério das Finanças saiu em abril, mas o Governo permitiu, conforme está previsto na Lei, que as embalagens de cigarros com a estampilha antiga pudessem ser vendidas ao preço antigo até 30 de junho. No caso do SG Ventil, a marca mais popular produzida pela Tabaqueira, o aumento foi de dez cêntimos, idêntico ao que irá ocorrer agora. A escolha do tabaco de enrolar tem vindo a diminuir junto dos fumadores, embora este fosse, até há poucos anos, um segmento em crescimento. Razão: os governos aproveitaram a maior procura para carregar no imposto. O resultado foi a quebra continuada das vendas e uma menor receita global do imposto para o Estado em 2015, ano em que a diminuição se aproximou dos 200 milhões de euros. No final de 2014, a Associação Europeia do Tabaco estimava já que o aumento da carga fiscal sobre o tabaco de enrolar superasse o custo do maço de tabaco em 14%, prejudicando a receita fiscal do Estado. “O mercado global deverá ter estabilizado (mais cigarros, menos tabaco de enrolar e menos cigarrilhas). Este desenvolvimento parece corresponder ao objetivo do governo de preservar na medida do possível a base tributável em sede do IT, quer por via de uma moderação dos aumentos da tributação sobre cigarros (para evitar desvios para o comércio ilícito), quer por via de uma progressiva aproximação dos níveis de tributação entre os diversos segmentos de produto”, afirma fonte ligada à indústria do tabaco em Portugal. “O aumento do preço do tabaco de enrolar, por via dos impostos, levou a que os consumidores regressassem em força aos cigarros, que acabaram por ficar mais baratos. Por outro lado, quando o Governo decreta um aumento, há sempre uma corrida, durante três meses, para comprar ao preço antigo”, explica Helena Manuela, presidente da Associação Portuguesa de Armazenistas de Tabaco. Fenómeno do cachimbo de água Quando os cigarros ou o tabaco de enrolar ficam mais caros, a procura de outros tipos de tabaco aumenta. Esse é o caso do tabaco para cachimbo de água, cujas vendas mais do que duplicaram (+136%) em 2016. 




As associações do setor mostram-se surpreendidas com este crescimento. “Nós não vendemos tabaco para cachimbo de água. Esse fenómeno passa-nos ao lado. E não conheço qualquer local, no Porto ou em Lisboa, que tenha esse tabaco”, afirma João Belo, presidente da Associação Nacional dos Grossistas de Tabaco. “Vendemos cada vez mais, uma vez que o tabaco para shisha é melhor para saúde do que o cigarro. O cancro vitima muitas famílias e as pessoas procuram algo mais saudável. Em Lisboa, onde a comunidade muçulmana é maior, as vendas deverão ser superiores. Mas há muitos portugueses a aderir, sobretudo depois de visitarem países como Marrocos ou Tunísia”, afirma Filipe Guedes, dono de uma loja no Porto, que vende tanto o tabaco como os cachimbos de água. “A ideia que fumar cachimbo de água é menos prejudicial para a saúde é um engano, quanto a mim, e até mesmo o fumo passivo é danoso para as pessoas circundantes aos fumadores. As sessões de sisha são mais longas e as quantidades de fumo consumidas e libertadas para o ambiente são muito consideráveis”, afirma José Reis Ferreira, cardiologista. O cigarro eletrónico é outra opção para os fumadores, embora ainda não figure nas estatísticas da Autoridade Tributária. No entanto, o Ministério das Finanças revelou ao Dinheiro Vivo que, só no ano passado, foram vendidos 495 litros de nicotina em líquido, muito acima 57,96 litros de 2015. No entanto, o Ministério diz que os anos não são comparáveis, uma vez que os comerciantes puderam, a partir de janeiro de 2015, escoar todo o stock existente à data sem a obrigação de pagamento de imposto.


Fonte: Dinheiro Vivo
Autoria: Pedro Araujo

É fumador? Prepare-se para pagar mais e mudar de marca


Há marcas que vão desaparecer e preços que vão subir. Saiba quais, bem como aquelas podem ser semelhantes ao seu cigarro habitual.

A Tabaqueira, empresa portuguesa, vai parar de vender várias marcas de tabaco como por exemplo SG Gigante, SG Filtro, Philip Morris, Chesterfield Silver ou Camel Active. 
Segundo o jornal i, os comerciantes estão apenas a escoar os stocks e não estão previstas mais entregas de algumas destas marcas, que eventualmente deixarão de ser vendidas.

Para já os consumidores estão a ser aconselhados a trocar a sua marca de cigarros favorita por outra com níveis de alcatrão, nicotina, monóxido de carbono e preços semelhantes. A Tabaqueira sugere aos fumadores de Philip Morris original que o susbtiuam por L&M Red Label ou Chesterfield Red; Philip Morris Royal Blue pode ser trocado por Blue Label ou Chesterfield Blue e quem fuma SG Gigante pode optar por SG Ventil.

Outra má notícia para os fumadores: a Tabaqueira vai ainda subir os preços dos maços em cerca de 20 cêntimos.

Cigarros eletrónicos terão os dias contados ?


Um ano depois do ‘boom’ da moda de fumar cigarros eletrónicos, que chegou a ter 300 mil ‘vapeadores’ em Portugal, estima-se que atualmente sejam somente cinco mil os fumadores de vapor de água, com ou sem nicotina.

Tiago Machado, que representou a Associação Portuguesa de Empresa de Cigarros Eletrónicos, entretanto desconstituída, explicou à agência Lusa que o setor sofreu um “duro revés há precisamente um ano”, quando um estudo japonês indicou que os cigarros eletrónicos continham até dez vezes mais agentes cancerígenos do que o tabaco convencional.

“O setor caiu completamente com a notícia do estudo japonês, com dados falsos. Foi o princípio do fim. O ‘formaldeído’ [composto líquido utilizado nos cigarros eletrónicos], só afeta a saúde das pessoas quando é ‘vapeado’ a 900 graus e sabe-se que o cigarro eletrónico é ‘vapeado’ a 180/200 graus”, disse Tiago Machado.


Segundo aquele responsável, depois do ‘boom’ de 2013-2014, em que se contabilizavam entre 300 a 400 mil ‘vapeadores’ em Portugal, o número atualmente de pessoas que fuma cigarros eletrónicos desceu para cerca de cinco mil.

“Deixou de ser um negócio em Portugal. Em países como França, Holanda, Inglaterra e Estados Unidos, o ‘vapeio’ é defendido por ordens médicas e instituições de saúde. Em Portugal deixou de ser negócio”, sublinhou.

De acordo com Tiago Machado, também o alargamento do Imposto sobre o Tabaco aos cigarros eletrónicos, com uma carga fiscal “demasiado elevada” e “12 vezes superior à de Espanha”, levou “ao fim de esperança que havia em recuperar o setor”.

Patrícia Figueiredo foi uma das fumadoras de tabaco tradicional que passou a ‘vapear’ em março de 2014, quando a moda estava no auge. Fumadora desde os 14 anos, decidiu, numa altura em que estava debilitada fisicamente, trocar o tabaco normal pelos cigarros eletrónicos, sobretudo por uma questão de dinheiro.

“Antes gastava cerca de 120 euros por mês, passei a gastar cinco (…)”, declarou à Lusa.

Patrícia revelou não se ter assustado com o facto de os estudos afirmarem que afinal este tipo de cigarros também é prejudicial à saúde, acreditando que “nunca irá ser mais prejudicial que o tabaco” e estando consciente de que qualquer tipo de inalação é prejudicial: “esta será menos má e mais barata”.

Para Patrícia Figueiredo, os cigarros eletrónicos trouxeram-lhe uma vantagem, pois deixou de fumar.

“Na realidade, já não fumo. Comecei a ‘vaporizar’ há cerca de um ano e oito meses, com um nível de nicotina de 12. Durante o primeiro ano fui reduzindo gradualmente e há mais de meio ano que tenho sempre comigo o ‘vaporizador’, mas com nicotina a zero. Serve muitas vezes para aquelas alturas em que se dão os almoços e jantares de empresa e/ou amigos e para não arriscar o ‘vou fumar só um’, tenho sempre o vaporizador comigo”, explicou.

Segundo um inquérito do Eurobarómetro divulgado a 29 de maio passado, os cigarros eletrónicos eram a escolha de 2% dos fumadores portugueses, em linha com a média da UE, sendo que 1% respondeu ao estudo ter usado e desistido (UE 3%) e 3% experimentaram e desistiram (UE 7%).

No total, 6% dos portugueses já experimentaram o cigarro eletrónico (UE 12%), mais os homens (PT 7%, UE 13%) do que as mulheres (PT 4%, UE 10%).

Hoje, assinala-se o Dia do Não Fumador.

Lusa/SOL

Governo aumenta taxa sobre cigarros electrónicos

O Governo vai alargar o Imposto sobre o Tabaco (IT) ao rapé, tabaco de mascar, tabaco aquecido e cigarros electrónicos, passando também a tributar charutos e cigarrilhas, segundo a proposta orçamental de 2015.

O Governo estima arrecadar 1.505,1 milhões de euros através do Imposto sobre o Tabaco
De acordo com a proposta do Orçamento do Estado para 2015 (OE2015), no âmbito do IT, o Governo prevê "a introdução da tributação do rapé, do tabaco de mascar, do tabaco aquecido e do líquido contendo nicotina utilizado nos cigarros electrónicos".
O Executivo justifica a medida com "razões de defesa da saúde pública, bem como de equidade fiscal, uma vez que são produtos que se apresentam como substitutos dos produtos de tabaco".
Além disso, é também introduzido um montante mínimo de imposto na tributação dos charutos e cigarrilhas, justificado pelo Governo "sobretudo por razões de equidade, neutralidade fiscal, saúde pública e de defesa da concorrência, uma vez que este tipo de produtos tinha um tratamento fiscal mais favorável quando comparado com outros tabacos manufacturados".
O Governo estima arrecadar 1.505,1 milhões de euros através do Imposto sobre o Tabaco no próximo ano, acima dos 1.399,2 estimados em receita fiscal deste imposto em 2014

Portugal em tribunal devido a imposto sobre tabaco

A Comissão Europeia decidiu hoje apresentar queixa perante o Tribunal de Justiça da União Europeia por Portugal não ter alterado as regras relativas ao imposto especial sobre o consumo ligadas à comercialização de cigarros.
O executivo comunitário explica que é estabelecido, em Portugal, um prazo-limite para a venda de cigarros, associado ao selo fiscal aposto na embalagem, o que tem levado as autoridades a obrigar regularmente à retirada do mercado de produtos de tabaco, em virtude de rever com frequência o imposto sobre os mesmos, impondo novos selos fiscais.
Tal contraria a legislação da União Europeia, que não prevê a limitação da distribuição dos produtos de tabaco por motivos fiscais.
A Comissão precisa que, de acordo com a legislação nacional, os cigarros apenas podem ser vendidos até ao fim do terceiro mês após o final do ano em que foram introduzidos para consumo, mas, de acordo com a legislação comunitária, a taxa de imposto especial sobre o consumo de produtos de tabaco a aplicar é a taxa vigente no dia em que esses produtos são introduzidos para consumo.
A lei comunitária, prossegue Bruxelas, não prevê disposições que permitam aos Estados-membros acrescentar direitos suplementares a esta taxa, nem limitar a distribuição dos produtos de tabaco por motivos fiscais.
"Ao aplicar a proibição de venda e comercialização, Portugal, aparentemente, assume que todos os cigarros que ostentem as antigas marcas fiscais e que não tenham sido vendidos no final do período de transição foram colocados no mercado em quantidade excessiva. Essa presunção é inadmissível de acordo com a jurisprudência do Tribunal de Justiça. A proibição de venda e comercialização portuguesa é claramente desproporcionada relativamente a qualquer objectivo de prevenção da fraude", sustenta Bruxelas.
O executivo comunitário aponta também que esta presunção é igualmente contrária ao disposto na legislação da UE, segundo a qual os Estados-membros devem assegurar que as marcas fiscais não criem obstáculos à livre circulação de produtos sujeitos a impostos especiais de consumo.
"O não cumprimento destas regras por Portugal dá origem a situações em que os operadores não estão autorizados a vender cigarros, que foram tributados e que cumprem todas as condições para a livre circulação no mercado único", conclui a Comissão, que justifica a queixa perante o Tribunal devido ao facto de Portugal não ter ajustado a sua legislação mesmo depois de dois pareceres fundamentados enviados por Bruxelas a Lisboa, em Junho de 2012 e em maio de 2013.
Lusa/SOL

Cada fumador 'oferece' ao Estado 766 euros por ano

O tabaco é a origem mais importante dos impostos ambientais, visto que o Estado arrecada anualmente 766 euros por cada fumador. Mas pode não ficar por aqui. O Governo nomeou ontem uma comissão para apresentar uma reforma da fiscalidade verde, que visa aumentar a base de impostos ambientais para que se possa reduzir na fiscalidade sobre o trabalho, conta o Público.

Ontem foi nomeada uma comissão para que daqui a sete meses seja apresentada uma reforma da fiscalidade verde, com possíveis efeitos em 2015.
Ainda não se sabe onde vão recair as mudanças, mas o objetivo é aumentar a base de impostos ambientais para que se possa reduzir a fiscalidade sobre o trabalho.
Os impostos da área energética são os que mais contribuem para os cofres do Estado, mas 45% é pago pelas famílias e 55% pela indústria, agricultura, comércio e serviços.
Já no que diz respeito ao tabaco, o imposto cai integralmente em cima dos consumidores. Em média, cada fumador paga 766 euros por ano pela carga fiscal sobre os cigarros que consome.

Menos aumento de preço dos charutos, cigarrilhas e tabaco de enrolar


Maioria aligeira aumento sobre charutos, cigarrilhas e tabaco de enrolar

A maioria parlamentar PSD/CDS-PP aprovou hoje uma alteração ao Orçamento do Estado para 2013 que aligeira os aumentos previstos na proposta inicial para os charutos, cigarrilhas e tabaco de enrolar.
A proposta original do Governo previa um aumento da percentagem aplicada no preço de venda ao público dos charutos e cigarrilhas dos atuais 15% para 25%, mas a nova proposta da maioria reduz esse aumento para os 20%.
Na proposta de Orçamento, o Governo já eliminava a taxação no preço de venda do tabaco de corte fino destinado a cigarros de enrolar de 61,4% e dos restantes tabacos de fumar de 50%, e passava a taxar ambos como o tabaco normal, com um elemento específico (valor monetário por cigarro que neste caso é por grama) e um elemento 'ad valorem', de percentagem sobre o preço de venda.
O tabaco de corte fino destinado a cigarros de enrolar já tinha este elemento específico de 0,075 euros/grama, que era reeditado para incluir os restantes tabacos de fumar, mas na proposta de alteração aprovada agora na especialidade pelos deputados, reduz este elemento específico para 0,065/gramas.
A estes dois tipos de tabaco passam-se também a aplicar uma taxa em percentagem sobre o preço de venda de 20%.
O Governo reduz ainda o limite mínimo de imposto aplicado ao tabaco de corte fino destinado a cigarros de enrolar e aos restantes, que na proposta original era de 0,12 euros por grama e passa a ser 0,09 euros por grama na versão aprovada.
Os deputados aprovaram também um aumento nos cigarros fabricados nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira por pequenos produtores cuja produção anual não exceda, individualmente, 500 toneladas e que sejam consumidos na Região Autónoma dos Açores.
As taxas passam a ser de 16,30 euros (15,30 euros na versão original) no caso do elemento específico e de 38% (36,5% na versão original) no caso do elemento ad valorem.
Via: ionline.pt

Imposto sobre o tabaco aumenta em 2013


O imposto sobre o tabaco vai aumentar para 80% no ano que vem, de acordo com uma versão preliminar da proposta do Orçamento do Estado para 2013 (OE2013).

No documento, o Governo estipula que «os cigarros ficam sujeitos, no mínimo, a 80% do montante de imposto».

O tabaco de enrolar, a que muitos portugueses têm recorrido para poupar, pagava até aqui 61,4%, mas sofre em 2013 um agravamento de 20%.

O imposto sobre o tabaco de corte fino destinado a cigarros de enrolar e sobre os restantes tabacos de fumar tem dois elementos: um específico e outro ad valorem. No caso do elemento específico, o OE estipula 7,5 cêntimos por grama. No elemento ad valorem, fixa-se uma taxa de 20%.

Com a soma de ambos, o imposto relativo ao tabaco de corte fino destinado a cigarros de enrolar e sobre os restantes tabacos de fumar não pode ser inferior a 12 cêntimos por grama.

O OE2013 especifica ainda que «o imposto sobre o tabaco relativo a charutos e cigarrilhas reveste a forma de ad valorem, resultando da aplicação ao respetivo preço de venda ao público, na percentagem de 25%». Actualmente era de 15%.

O aumento da tributação sobre o tabaco foi uma proposta da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), que apontava para um aumento de 30% em termos globais, que elevaria a carga fiscal sobre os cigarros (incluindo o IVA) dos actuais 80,72% para 84,31%. Mas a CIP defendia um aumento diferenciado: menos de 30% nos cigarros e mais de 30% nos outros produtos.

Novo aumento do preço do tabaco

Os fumadores podem contar com um aumento do preço do tabaco em 2013. Assim tem sido nos últimos anos e, por outro lado, é público que o governo está a apreciar a proposta apresentada pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP) destinada a aumentar em 30% o imposto sobre o tabaco (IT). A única esperança reside na possibilidade de a indústria abdicar de parte das suas margens em benefício do consumidor, mas esse cenário depende da forma como o governo irá mexer no imposto. A Associação Nacional de Grossistas (ANG) do setor alerta, no entanto, para o desastre iminente da proposta da CIP. Há 10 anos eram 400 empresas e agora são pouco mais de 150.
Se a opção for mexer na taxa do elemento ad valorem do IT, que é atualmente de 20%, então a indústria (fabricantes, grossistas e retalhistas) tem espaço de manobra para eventualmente atenuar a subida do preço de venda ao público (PVP) "em alguns cêntimos", conforme refere fonte da ANG. No entanto, se o Governo agravar em 30% a taxa do elemento específico, que atualmente é de 78,37 euros por cada mil cigarros, então o PVP sofrerá mesmo um aumento médio de 1,20 euros. Para o consumidor, um maço de 4,10 euros, preço das duas marcas mais vendidas (SG Filtro e SG Ventil), pode chegar a 5,20 euros.
A taxa do elemento específico significa, por exemplo, 1,57 euros num maço que custa 4,10 euros. "É fundamental perceber que, em Portugal, se tem vindo a assistir a uma redução do consumo legal de cigarros desde há meia dúzia de anos, em particular em resultado de fortes aumentos da fiscalidade/preços entre 2005 e 2008. Portugal tem uma das mais elevadas incidências fiscais sobre os cigarros da União Europeia (UE) e um dos níveis de preços relativos dos cigarros mais onerosos da UE", afirma fonte oficial ligada à indústria. Segundo a Comissão Europeia, os cigarros em Portugal têm uma carga fiscal total de 80,72% sobre o preço médio ponderado.

Imposto sobre o tabaco caiu 114 milhões até Julho

A receita do imposto sobre o tabaco caiu 114 milhões até Julho, quando comparado com o mesmo período em 2010. No total, a receita fiscal do Estado subiu 756 milhões de euros, impulsionada pela subida do IVA, IRC e IRS.
Governo justifica a diminuição de 14 por cento face ao ano transacto «reflecte, por um lado, as antecipações nas introduções ao consumo devido ao aumento da taxa normal do IVA registada em Julho de 2010 e, por outro lado, a contracção no consumo».

Tabaco de enrolar


Poderia vir com o rótulo: "Tabaco para tempos de crise." Quem trocou os cómodos cigarros embalados pelo tabaco de enrolar garante que, no final do mês, a mudança compensa. Mas nada de ilusões: se ouvir que o cigarro de enrolar é menos prejudicial à saúde, estará a ouvir apenas um mito. Shane Watson, cronista do "Sunday Times", contava há uns meses como o culto de enrolar cigarros tinha deixado de ser cool e uma "cerimónia privada admirável" para passar a ser um indicador económico. Enrolar tabaco - envolve filtros, mortalhas, tabaco, destreza e, ufa, uma paciência de santo - tem o seu charme e voltou a estar na moda. O tabaco de enrolar não é amigo dos pulmões, mas parece ser mais saudável para a carteira.

Pedro Cartaxo, operador de backoffice, de 28 anos, aderiu há um ano ao tabaco de enrolar e, feitas as contas, garante: "No final do mês, poupo mais de 50%." Para poupar tempo e combater a falta de jeito para enrolar cigarros à mão, comprou uma máquina de tubos. E até já descobriu a altura perfeita para se aventurar no trabalho manual. "Enquanto estou a ver um jogo de futebol na TV, uso a máquina e faço o equivalente a um maço num instantinho."

Os astecas fabricavam-nos em folhas de junco ou tubos de cana. O pistoleiro mais rápido do que a sombra tinha sempre um, bem enrolado, ao canto da boca. Isto até o seu criador ter decidido passar uma mensagem antitabágica e transformar Lucky Luke num cowboy com hábitos politicamente correctos: a beata de tabaco enrolado ao canto da boca foi substituída por uma palhinha.

Em Portugal, com o aumento dos preços do tabaco e com a crise à mistura, os velhos hábitos deste cowboy têm conquistado mais adeptos. Diogo Domingues, da tabacaria do Centro Comercial Colombo "Puros & Companhia", afirma que a venda de onças de tabaco de enrolar "terá triplicado" naquela loja. Se três maços de tabaco podem custar 10,80€, Diogo Domingues avança que "com uma onça de White, marca com conteúdo equivalente ao Marlboro, a mesma dose consegue-se por 4€". Faltarão os filtros e as mortalhas que, quando comprados em doses gigantescas, saem a preços irrisórios. A oferta tem acompanhado a tendência dos fumadores: há cada vez mais marcas de tabaco de enrolar no mercado, sem ou com aromas e sabores - e até marcas conceituadas já se renderam à venda do seu tabaco em bruto.

Na tabacaria Tab Tagus, no Tagus Park, em Oeiras, as intenções de poupança também levaram ao aumento das vendas do tabaco de enrolar, filtros e mortalhas. Ali conhece-se todo o tipo de clientes: os que "experimentam e ao fim de algum tempo desistem porque dá mais trabalho" - afinal, não é só chegar, pagar e fumar. E também os que "passam a fumar menos porque têm menos paciência.

Enrolar à mão exige agilidade, perseverança e algum treino. As máquinas são baratas e ajudam. Há mortalhas e mortalhas - umas não são recomendáveis a principiantes, pois vão fazer o cigarro morrer rapidamente. Seguindo as pistas do i, é capaz de chegar lá. Mas, ponto número um: sim, o tabaco de enrolar faz mal à saúde. Ponto número dois: sim, é capaz de lhe dar algum trabalho. Mas sempre dá para poupar uns trocos ou, quem sabe, desistir de vez.

Máquinas de enrolar. Tecnologia pensada para ajudar o vício


Num dos seus textos publicados no “Sunday Times”, a cronista Shane Watson descreve o acto de enrolar um cigarro como uma forma de apreciar os prazeres lentos da vida. E diz que fumar tabaco de enrolar não se limita ao fumo, não tem a ver com uma fixação oral ou um tique nervoso. De facto, há qualquer coisa de ritual em enrolar um cigarro manualmente. Mas para os mais cépticos existem máquinas que substituem a destreza manual. Uma delas, uma caixa metálica parecida com uma cigarreira, serve para guardar o tabaco e fazer um cigarro. Basta para isso abri-la, despejar o tabaco e voltar a fechar: voilà, cigarro enrolado. Entre as novidades no mercado estão as máquinas de tubos. Em vez de mortalhas, estas máquinas utilizam o tubo vazio de um cigarro já com filtro, bastando apenas enchê-lo de tabaco. Exige alguma prática, sobretudo no que toca à quantidade de tabaco – tal como acontece com outras máquinas –, mas o resultado é um cigarro normal. Uma caixa de 250 tubos custa cerca de 2€. Já as máquinas variam entre os 4€ e os 12€.
Mortalhas. Coloridas ou até com sabor

São rectangulares, em papel de arroz ou normal. Há quem lhes chame “lençol” ou simplesmente “papel”. Antigamente, as mortalhas pareciam folhas de impressora, tal era a sua grossura, o que fazia com que o tabaco se consumisse mais depressa. Técnicas como a da “gravata” – pôr saliva no borrão para atrasar a combustão – eram frequentemente utilizadas. Hoje a prática está associada a outro tipo de consumos. No mercado português há “papéis” para todos os gostos: de vários formatos, combustão lenta ou rápida, às cores, com desenhos e transparentes. E, tal como nos preservativos, há mortalhas com sabores. Em média, cada carteira traz cinquenta, embora seja possível comprar embalagens de 300. Outra solução são os rolos, que permitem escolher o tamanho do cigarro. Os preços variam entre os 0,75€ e os 3€.

Mitos & Conselhos

O tabaco de enrolar é menos prejudicial à saúde? Há quem o defenda, dizendo que não tem tantos químicos como os cigarros normais. Mas o argumento vale para o outro lado da discussão: a sua produção é mais barata e o controlo de qualidade inferior.
Ao abrir uma onça de tabaco de enrolar, não rasgue completamente o fecho selado. Essa é a melhor forma de conservar a frescura do tabaco, caso contrário o ar seca as folhas.
Gosta de chegar ao fim do dia e sentar-se em frente à televisão a relaxar? Então aproveite e enrole os cigarros para o dia seguinte. Evite andar de bolsos cheios (tabaco, mortalhas, filtros) e não precisa de andar a enrolar cigarros à frente dos seus colegas de trabalho preconceituosos.

Fonte: ionline.pt

Tabaco de enrolar - Test drive (artigo de opinião)

Comecei a fumar tabaco de enrolar. 
Um pacote de tabaco (onça) custa metade do preço de um maço e dura o dobro.
E estou contente. Tal como diz o ditado, "há males que vêm por bem". Senão vejam.


É mais saboroso, é mais saudável, tem menos porcarias adicionais, até vêr não tem pesticida, faço cigarros mais finos, duram mais, não ardem no cinzeiro porque este tabaco não está feito para arder mas sim para durar, acabo por fumar menos porque cada cigarro satisfaz muito mais, fumar um cigarro tornou-se um ritual, enfim, só vantagens.
Mas não foi fácil.
Primeiro começou com a escolha de tabaco. Não fazia ideia de que tabacos existiam em venda. Na internet via muitas marcas, mas poucas especificações (teor de nicotina, alcatrão, etc.). Resolvi ir a uma tabacaria e tentar perceber o que queria fumar. A pequena atrás do balcão em resposta ao meu pedido limitou-se a apontar uma prateleira atrás dela (bastante atrás e acima) e a dizer-me "escolha"... ai ai, mas escolho como? Depois lembrei-me que já tinho fumado Samson nuns pacotes laranja e que não achei muito mau na altura. E foi isso que escolhi... o tal Samson de pacote laranja e mais uns 'tubos' e a maquineta para os encher.
É só meter a ponta do tubo na boca da maquineta, meter o tabaco na ranhura alongada, calcar para dar consistência ao cigarro, e num gesto fácil puxar a peça da máquina que enfia o tabaco dentro do tubo que já tem o filtro acoplado.
O processo é tão simples que em 15 minutos fiz uns 20 cigarros, perfeitinhos e baratos. 
Tentei algumas marcas diferentes, andei bastante tempo a fumar Utah, barato e bastante saboroso.
Um dia, depois duma conversa com um amigo, decidi experimentar o tabaco que ele fumava, Cutters Choice, de origem Irlandesa mas empacotado na Holanda e achei muito bom. Lá fui eu de novo á tabacaria, agora com a certeza daquilo que queria. Tabaco Cutters Choice.
Depois descobri outro também bastante bom, mas mais fraco e mais caro, o Golden Virginia.
São estes dois tabacos que fumo, alternando, até me decidir por um, e já sinto um imenso prazer em fumar tabaco de enrolar.

Tabaco barato

A opção melhor será sempre, sem sombra de dúvida, deixar de fumar.

No entanto, por vício ou por gosto, muitos fumadores preferem arranjar opções para contornar os cada vez maiores custos do tabaco.

Assim, em próximos posts, procuraremos apresentar-vos algumas das soluções que testámos e que nos parecem mais aconselháveis as quais passamos desde já a elencar:


  1. Redução progressiva da quantidade de cigarros diários
  2. Mudança para uma marca similar mas mais barata
  3. Aquisição de tabaco no estrangeiro ou nos arquipélagos
  4. Fazer os cigarros em casa, com uma pequena máquina barata e simples
  5. Cigarro electrónico

Tabaco de enrolar vai aumentar de preço



Com o aumento do preço dos maços de cigarros, muitos fumadores passaram a optar pelo tabaco de enrolar, por ainda ser mais barato. Esta realidade, porém, poderá vir a ser alterada em breve, uma vez que o tabaco de enrolar actualmente à venda não reflecte ainda o recente aumento da carga fiscal que também este produto sofreu.

Os agentes envolvidos no fabrico, importação e comercialização do tabaco acreditam, por isso, que ainda este ano o preço irá subir, diminuindo a diferença que existe, hoje em dia, em relação aos cigarros vendidos em maços.

Segundo dados da Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo, do Ministério da Finanças, a introdução no consumo (momento em que o produto é desalfandegado e paga imposto) do tabaco de enrolar praticamente duplicou entre 2009 e 2010: o chamado tabaco de corte fino passou de cerca de 158 toneladas para cerca de 312.

O presidente da Associação de Grossistas de Tabaco do Sul, João Passos, também diz ter aumentado, durante o ano passado, as vendas dos chamados "picados" - tabaco de enrolar - em 30 por cento. Segundo João Passos, que vende tabaco aos retalhistas para que estes o vendam ao público, há uma clara tendência de aumento da procura pelo tabaco de enrolar. Mas duvida de que a diferença de preços entre o tabaco que é vendido em maços e o de enrolar se mantenha durante muito mais tempo. "Está prevista uma tendência de convergência", diz.

O que acontece é que, até agora, o tabaco de enrolar era menos tributado do que os cigarros vendidos em maços, por isso era mais barato. Porém, com o Orçamento do Estado para 2011, esta realidade mudou: no total, a carga fiscal sobre o tabaco de enrolar passou de 67,12 por cento para 78,77, ficando semelhante à dos cigarros. Este aumento da fiscalidade sobre o tabaco de enrolar não está ainda reflectido no preço de venda ao público, pelo que continua a ser muito mais barato fumar tabaco de enrolar. Porém, a partir do momento em que estiver, o que pode acontecer dentro de cerca de três meses, o preço aumentará, reduzindo a diferença que, actualmente, existe em relação aos maços.

Não é possível dizer ao certo, para já, quanto irá aumentar o preço de cada marca, uma vez que os agentes envolvidos no processo de fabrico, importação e comercialização de tabaco podem tentar compensar essa diferença. Porém, mesmo que consigam suportar parte do aumento, o consumidor final também será afectado.

Ainda assim, João Passos acredita que um fumador continuará a poupar se optar pelo tabaco de enrolar, mesmo tendo em conta os custos adicionais em mortalhas e filtros. Actualmente, há maços de cigarros que já custam 4 euros. Ora, frisa, por 3,20 euros (e há marcas mais baratas) um fumador compra, neste momento, uma embalagem de 30 gramas de tabaco de enrolar que dá, pelo menos, para 40 cigarros, o dobro dos que vêm num maço. "Estou convencido de que vai sempre compensar", diz.

Alguns fumadores, habituados aos cigarros vendidos em maços, podem estranhar que, de uma forma geral, as embalagens de tabaco de enrolar não tenham informação sobre o teor de nicotina, o monóxido de carbono e o alcatrão. De facto, não é obrigatório, uma vez que esses valores dependem de o cigarro que se enrola ter muito ou pouco enchimento ou, até, filtro, por exemplo. O que algumas marcas fazem é colocar nas embalagens o teor que determinado tabaco terá se for enrolado com filtro e com o mesmo enchimento que um cigarro de um maço.

João Passos não deixa de lamentar o aumento da carga fiscal, porque prejudica os agentes envolvidos no processo e os consumidores e contribui para fuga aos impostos, fazendo disparar o contrabando e o tabaco contrafeito que, frisa, neste último caso, "pode ter menos qualidade".

Novo aumento do preço do tabaco

Tabaco aumenta 20 cêntimos


O tabaco vai subir, em média, 20 cêntimos por maço já nos próximos dias. Trata-se do ajustamento do mercado à subida da carga fiscal que é responsável por 80% do preço de venda ao público.

O IVA e o imposto especial sobre o consumo de cigarros agravou-se 5%, enquanto a fiscalidade sobre o tabaco de enrolar subiu 17,2%, por forma a harmonizar a cobrança do imposto que incide sobre duas realidades que são semelhantes mas que até ao momento tinham um tratamento fiscal muito diferente (a carga fiscal sobre os cigarros era significativamente mais elevada do que a aplicada ao tabaco de enrolar).

Estes aumentos começaram a ser sentidos na segunda semana de Janeiro, e à medida em que os stocks antigos são vendidos, o novo produto será já comercializado ao novo preço. As marcas mais vendidas (SG Gigante, Marlboro) atingiram os quatro euros por maço, e deverão conhecer um agravamento de mais 0,20 €. O LM subiu 0,30 € para os 3,80€ e deverá subir mais 0,20 €. O maço de John Player Special conheceu uma subida de 0,30 € para os 3,50 € e deverá subir mais 0,20 €.

Face a estes valores, tem-se registado uma transferência do consumo de cigarros para o tabaco de enrolar, que deverá sofrer um aumento entre os 0,30 € e os 1,5 € por pacote em virtude do brutal aumento da carga fiscal.

QUEBRA DE 11,2 MILHÕES DE MAÇOS EM JANEIRO

Em dois anos (2010/2011) os cofres do Estado esperam arrecadar mais de 2,6 mil milhões de euros em receitas fiscais.

De acordo com os últimos números da Direcção-Geral das Alfândegas, em Janeiro deste ano foram introduzidos no mercado mais de 358 milhões de cigarros, uma quebra de 38,5% face ao mesmo período de 2010. São menos 11 milhões de maços vendidos num mês. Existe uma quebra generalizada no consumo dos vários tipos de tabaco (cigarros, cigarrilhas, charutos e tabaco de enrolar).

in Correio da Manhã