Foi criada a rede de referenciação para consultas antitabágicas

Hospitais e centros de saúde têm dois anos para implementar resposta. Linha Saúde 24 também cria programa para apoiar fumadores

 consultas tabagismo
 Consultas antitabágicas

Procurar ajuda e acompanhamento médico para deixar de fumar passará a ser mais fácil. É o que se pretende com a criação da rede de referenciação para consultas antitabágicas, publicada nesta semana em Diário da República, que dá dois anos para que os serviços criem mais consultas e perto das pessoas, tenham mais médicos disponíveis para o atendimento de fumadores e estabeleçam a rede de ligação entre hospitais e centros de saúde. Estima-se que por ano sejam atendidos cerca de 7000 utentes nas consultas já existentes, que nos últimos anos, à excepção de 2013, têm vindo a descer.

A implementação da rede está dividida por duas fases - finais de 2016 e 2017 - e cabe às administrações regionais de saúde agilizar o processo. Até lá os profissionais de saúde têm de receber formação para fazer intervenções breves e apoio intensivo, criar projetos que promovam o fim do consumo de tabaco, identificar a população fumadora da zona de forma a organizar a resposta dos serviços, manter ou promover a criação de pelo menos uma consulta em cada agrupamento de centros de saúde e que deve estar disponível na unidade mais acessível ou que atende mais utentes. A rede prevê a criação de consultas em horário pós-laboral, a eventual criação de equipas móveis para chegar aos locais mais isolados. Quanto ao reforço das equipas, o convite deve ser prioritário aos médicos que estão em exclusividade com 42 horas semanais e 1550 utentes.

Sabe qual o país em que menos se fuma ??


Turcomenistão, o país em que menos se fuma no mundo!
Apenas 8% da população é fumante. Em 1990, 27% dos homens maiores de 15 anos e 1% das mulheres fumavam no país. Mas, em 2000, as autoridades proibiram o fumo em locais públicos, edifícios governamentais, no exército e qualquer publicidade de cigarroAFP
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Sabe qual o país em que menos se fuma ??
 
O Turcomenistão, ex-república soviética da Ásia Central, é o país em que menos se fuma no mundo, anunciou nesta terça-feira a diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan. "Um estudo recente da OMS mostra que somente 8% da população fuma no Turcomenistão", declarou Chan, durante um fórum médico internacional em Asjabad, capital do país.

"É a taxa nacional mais baixa do mundo. Os parabenizo por este progresso", ressaltou, citada pelos meios de comunicação estatais, dirigindo-se ao presidente do país, Gurbanguly Berdymujamedov.

Um dos países mais isolados do mundo, o Turcomenistão ratificou em 2011 a convenção da OMS para a luta antitabaco.

Em 1990, 27% dos homens maiores de 15 anos e 1% das mulheres fumavam no país.Mas, em 2000, as autoridades proibiram o fumo em locais públicos, edifícios governamentais e no exército. A publicidade de cigarro também é proibida.

Dentista de formação, o atual presidente chegou ao poder em 2006 após a morte do ditador Saparmurat Niazov, que instaurou um grande culto de personalidade no país.

O ex-ditador, que lutava sem trégua contra o tabagismo, construiu uma escada de 36 quilômetros de extensão nas montanhas, perto da capital, e obrigava os membros do governo a percorrê-la uma vez por ano para melhorar sua saúde.

Cancro e doenças pulmonares associados ao tabaco estão a aumentar

O cancro e a doença pulmonar obstrutiva crónica associados ao consumo de tabaco estão a aumentar em Portugal, disse à agência Lusa Ana Maria Figueiredo, coordenadora da comissão de tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

"Há apenas uma diminuição da incidência das doenças cardiovasculares associadas ao tabagismo devido às novas tecnologias, mas a incidência de cancro está a aumentar, tendo-se registado nos últimos dois anos um aumento de 23 para 25% no número de fumadores", sublinhou a médica.

Ana Maria Figueiredo, que falava a propósito do Congresso de Pneumologia do Centro, que se realiza na quinta e na sexta-feira, em Viseu, salientou que se regista um aumento de fumadores em idades mais jovens e que o número de mulheres fumadoras se aproxima dos homens.

Ao longo de dois dias, cerca de 250 participantes vão analisar e debater as "perigosas alternativas" ao tabaco e rastreio no cancro do pulmão.

Segundo a especialista, verifica-se um aumento do cancro do pulmão e de outros tumores associados ao consumo de tabaco.

A coordenadora da comissão de tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia defende uma legislação mais restritiva sobre o tabaco, sem exceções, referindo que "nos países com legislação mais restritiva existem menos jovens a iniciarem-se no tabagismo".

"Haverá outros fatores para o aumento do número de fumadores, mas precisamos de uma legislação forte que seja cumprida, que tenha vigilância no terreno", frisou Ana Maria Figueiredo, que considera "importante os mais jovens viverem num ambiente em que fumar não é regra".

O Congresso de Pneumologia do Centro visa, segundo a médica, discutir as novas alternativas ao tabaco, como por exemplo os cigarros eletrónicos, tabaco de mascar ou cachimbos de água, que são igualmente prejudiciais à saúde.

"A forma saudável de fumar é não fumar", enfatizou Ana Maria Figueiredo, também pneumologista no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, que espera uma mudança de paradigma na sociedade portuguesa para que as pessoas sejam informadas dos malefícios de todas as formas alternativas aos fumadores.

A organização do congresso envolve a cadeira de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, o Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar Tondela-Viseu, do Centro de Diagnóstico Pneumológico de Viseu, o Serviço de Pneumologia do Hospital Universitário de Coimbra e a Associação de Estudos Respiratórios.

Durante a sua realização, serão discutidos temas como a "Tuberculose", "A Terapêutica antibiótica inalatória", os "Limites da patologia intersticial e do tecido conjuntivo", "Tabagismo: novas e perigosas alternativas", "Cancro do Pulmão e Asma brônquica" e "Rastreio no Cancro do Pulmão".

Notícia: Lusa/SOL

Estatísticas dos fumadores na Europa e Portugal

Um em cada quarto portugueses (25%) é fumador, mais dois pontos percentuais do que em 2012, 12% deixaram de fumar e quase dois terços (63%) nunca fumaram, segundo um inquérito Eurobarómetro hoje divulgado, em Bruxelas.
Na União Europeia (UE), a média de fumadores é de 26%, uma quebra de dois pontos na comparação com o inquérito de 2012.

Em Portugal, fumam mais os homens (34%) do que as mulheres (18%), em linha com a média da UE: 31% e 22%, respetivamente.
É na faixa 25-39 anos que se concentra a maior percentagem de fumadores portugueses (38%), seguindo-se a dos 40-54 (35%), a dos 15-24 (22%) e mais de 55 anos (13%).

Na UE, a faixa 40-54 é a que apresenta maior quota de fumadores (34%), seguindo-se a 25-39 (33%), 15-24 (25%) e mais de 55 (17%).

Em Portugal, 32% dos fumadores já tentaram abandonar o hábito (UE 59%), 9% dos quais no último ano (UE 19%), contra um total de 68% que responderam nunca terem tentado deixar de fumar (UE 40%).

Os cigarros de maço são o produto de tabaco mais fumado, fazendo as preferências diárias de 83% dos consumidores portugueses (UE 76%), seguindo-se os de enrolar, para 16% (UE 24%).
As cigarrilhas são fumadas diariamente por 4% dos portugueses (UE 4%), os charutos por 3% (UE 4%) e o tabaco de cachimbo por 1% (UE 1%).
Os cigarros eletrónicos são a escolha de 2% dos fumadores portugueses, em linha com a média da UE, sendo que 1% responderam ter usado e desistido (UE 3%) e 3% experimentaram e desistiram (UE 7%).

No total, 6% dos portugueses já experimentaram o cigarro eletrónico (UE 12%), mais os homens (PT 7%, UE 13%) do que as mulheres (PT 4%, UE 10%).
A maioria dos fumadores em Portugal (55%) começou na faixa entre 15 e os 18 anos, 21% começaram a fumar antes dos 15 anos e 20% entre os 19 e os 25.

Na UE, 53% dos fumadores começaram entre os 15 e os 18 anos, 22% entre os 19 e 25 e 19% antes dos 15 anos.

Em relação ao fator que determina a escolha de uma marca de cigarros, o sabor é a escolha de 93% dos fumadores portugueses (UE 87%), seguindo-se o preço (PT 90%, UE 69%), a marca (PT 84%, UE 66%), o teor de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono (PT 71%, UE 47%) e a embalagem (PT 50%, UE22%).
O inquérito Eurobarómetro sobre as atitudes dos europeus face ao tabaco foi realizado no âmbito do Dia Mundial Sem Tabaco, que se assinala no domingo.

Lusa/SOL

Imagens chocantes no tabaco é "violência psicológica" e "bullying' social perverso"

Partidos da oposição questionam eficácia da introdução de imagens chocantes nos maços de tabaco, como define a proposta de lei do Governo.
Segundo a proposta de lei, os maços de tabaco passam a ter uma fotografia a cores em ambos os lados, de uma lista de imagens onde figuram, por exemplo, um bebé com uma chupeta e cigarro na boca, um bebé numa incubadora, uma criança junto a uma lápide num cemitério ou um casal junto a um caixão de criança.
O deputado do PS José Junqueiro considerou que o uso de imagens de "desproporcionada violência psicológica pode constituir um 'bullying' social perverso".
Também o PCP manifestou dúvidas quanto à eficácia da adoção desta medida, considerando até que pode ser facilmente contornada pelos fumadores com a "aquisição de bolsas ou recipientes para o tabaco".

Na mesma linha, a deputada Helena Pinto, do Bloco de Esquerda, duvidou da utilidade das imagens chocantes, prevendo que possam até ter o efeito contrário do que é pretendido.
"Será que este radicalismo chocante é dissuasor?", questionou.
Sobre as imagens a aplicar nos maços, o secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde, Leal da Costa, lembrou que as fotografias resultam da própria diretiva europeia que a proposta de lei pretende transpor.
"E ainda bem que [as imagens] são chocantes, porque a realidade é mesmo essa, é bem chocante", afirmou, aludindo aos perigos do tabaco para a saúde.
Mesmo antes desta intervenção do secretário de Estado, já a deputada do CDS Isabel Galriça Neto sublinhara que as fotografias propostas são "apenas uma pálida imagem da realidade".
"Se algumas imagens nos podem chocar, não nos pode chocar menos a realidade", disse.Sobre outros pontos da proposta de lei, que vai ser ainda analisada na comissão parlamentar de saúde, o PS questionou também qual a base científica para proibir o uso do cigarro eletrónico com nicotina nos espaços públicos fechados, à semelhança do que ocorrerá para o tabaco.
A oposição apelou ainda ao governo para incrementar de forma efetiva o acesso às consultas de cessação tabágica, nomeadamente isentando estas consultas do pagamento de taxas moderadoras ou comparticipando os medicamentos para ajudar a deixar de fumar.

Em relação à comparticipação dos remédios, o secretário de Estado referiu que o governo está a estudar um mecanismo de comparticipação que tenha em conta os resultados obtidos, uma situação que já tinha sido anunciada em ocasiões anteriores, mas que ainda não passa de uma hipótese em análise.
PCP e Bloco de Esquerda lamentaram ainda o que consideram ser o desinvestimento do governo nas consultas para fumadores que querem deixar o vício, indicando que entre 2009 e 2013 o número de locais com consultas de cessação tabágica reduziu quase para metade.
O Bloco de Esquerda alertou ainda para a necessidade de proteger os fumadores sem que isso seja feito discriminando quem fuma.
A proposta de lei, que transpõe duas diretivas da União Europeia, determina a proibição de fumar nas áreas com serviço em todos os estabelecimentos de restauração e de bebidas, incluindo nos recintos de diversão, nos casinos, bingos, salas de jogos e outro tipo de recintos destinados a espetáculos de natureza não artística.

A proposta tem previsto um período de moratória de 5 anos, até 2020, para se adaptarem os espaços públicos que investiram em obras para serem espaços com fumo.
Sobre os cigarros eletrónicos, os que contêm nicotina passarão também a estar proibidos nos espaços públicos fechados.
Quanto aos maços de tabaco, a proposta prevê que continuem a ter advertências de saúde, passando a ser obrigatória a menção "Fumar mata -- deixe já" e "O fumo do tabaco contém mais de 70 substâncias causadoras de cancro".
Pretende-se ainda proibir a venda de tabaco com aromatizantes "tais como filtros, papéis, embalagens, cápsulas ou quaisquer características técnicas que permitam modificar o odor ou o sabor dos produtos do tabaco em causa ou a intensidade do seu fumo".

Os maços deixam ainda de poder usar termos como "light", "suave", "natural" ou "slim" para "não induzir os consumidores em erro, em particular os jovens, ao sugerir que esses produtos são menos nocivos".

Os fumadores vão ter que comprar maços com fotografias chocantes

Imagens de choque vão juntar-se às advertências para os malefícios de tabaco em texto, segundo a proposta de lei que esta sexta-feira é debatida na Comissão Parlamentar de Saúde.

Depois das frases de alerta para os malefícios do tabaco, vão chegar a Portugal as imagens de choque nos maços de cigarros. Se a proposta de lei do Governo que vai alterar a legislação antitabagista passar tal como está, os fumadores portugueses vão ter que se habituar a comprar maços com fotografias chocantes, mostrando um pai e uma mãe chorosos junto ao caixão branco de um filho, cadáveres, doentes de cancro em fase terminal e pulmões destruídos, só para dar alguns exemplos.
As 42 fotografias a cores que os fabricantes de tabaco passarão a dispor para impressão nos maços e embalagens surgem num anexo da proposta de revisão da lei do tabaco que na próxima sexta-feira tem discussão marcada na Comissão Parlamentar de Saúde.





Em 2007, quando a legislação antitabagista foi aprovada em Portugal, as autoridades de saúde queriam já avançar com esta estratégia, aliando as advertências em texto a imagens de choque, mas a proposta não foi aprovada. Desde há mais de uma década, aliás, que a Comissão Europeia está empenhada em demonstrar que uma imagem pode valer mais do que mil palavras, recomendando as imagens de choque para o combate ao tabagismo, à semelhança do que já acontece há anos em países como o Brasil. Vários países europeus adoptaram esta estratégia nos últimos anos.  
Agora, a directiva europeia que prevê a impressão das fotografias assustadoras, com imagens incisivas dos danos que o tabaco pode provocar, vai ter que ser transposta para Portugal, mas esta é apenas uma parte da extensa proposta de lei que alarga a proibição de fumar a quase todos os locais públicos fechados, diminuindo as excepções actualmente em vigor e regulamentando os cigarros electrónicos, que até agora beneficiavam de um vazio legal.
A biblioteca de fotografias a cores sugerida é extensa, tem três séries com 14 imagens cada para que haja uma rotação anual. Está igualmente prevista a inclusão de advertências em texto com avisos do tipo “Fumar pode matar o seu filho antes de ele nascer” ou “Fumar provoca nove em cada dez cancros de pulmão”, entre outras.
Pretende-se que os novos maços e embalagens de tabaco exibam advertências combinadas, juntando as novas imagens às já habituais frases de  alerta. A proposta destaca uma advertência geral - “Fumar mata – deixe já” -  e uma mensagem informativa - “O fumo do tabaco contém mais de 70 substâncias causadoras do cancro”.
As advertências deverão cobrir 65% dos maços em ambas as faces, segundo a proposta, que prevê ainda a eventualidade de conterem referências a serviços de apoio a quem quer deixar de fumar.  Estipula-se, a propósito, que sejam criadas consultas de apoio intensivo à cessação tabágica em todos os agrupamentos de centros de saúde e hospitais do Serviço Nacional de Saúde. Quando a lei do tabaco entrou em vigor, há seis anos, multiplicaram-se as consultas de cessação tabágica, mas depois disso, houve um recuo: entre 2009 e 2013, 107 destes locais deixaram de funcionar.
A proposta de revisão da lei vem também regulamentar os cigarros electrónicos. Os que possuem nicotina  deverão exibir a advertência de que contêm esta substância, com o aviso de que esta cria “forte dependência”. Os cigarros electrónicos com nicotina ficam ainda sujeitos às mesmas proibições que os outros cigarros e passam a ter que incluir um folheto informativo com regras de segurança e identificação do fabricante ou importador e a lista de ingredientes.
Proibição de fumar com muitas excepções
Quanto ao alargamento da proibição de fumar a quase todos locais fechados, é dado um período transitório, até 31 Dezembro de 2020, aos estabelecimentos que investiram em sistemas de extracção de ar e de ventilação para poderem ter espaços para fumadores ou ser destinados exclusivamente a fumadores, ao abrigo da lei actualmente em vigor. 

Ainda assim, poderão sempre ter espaços para fumadores, desde que estas áreas não possuam qualquer serviço (designadamente de bar e restauração) e sejam “separados fisicamente ou totalmente compartimentados”, uma espécie de aquários como os que já existem nos aeroportos. Mas isto ainda será regulamentado por portaria.
Continuará, de qualquer forma, a haver excepções à proibição de fumar em determinados locais de trabalho “que servem simultaneamente de residência ou de alojamento prolongado, designadamente, as prisões, as instituições de saúde mental ou os lares para pessoas idosas”. A proposta especifica que serão permitidas salas exclusivamente para fumadores em hospitais e serviços psiquiátricos, centros de tratamento e reabilitação, unidades de internamento de toxicodependentes e alcoólicos, lares de idosos e residências assistidas.
Nas prisões poderá haver “ unidades de alojamento em celas ou camaratas”.  Nas salas de jogo e nos hotéis e equiparados será possível fumar num espaço que ocupe até um máximo de 40% da superfície total. São excepções que já foram criticadas por especialistas em saúde pública.
Seja como for, sublinha-se na proposta que os trabalhadores destes locais “devem ser protegidos da exposição ao fumo ambiental do tabaco, pelo que se instituem medidas mais rigorosas de ventilação, no sentido de impedir que o fumo se espalhe às áreas para não fumadores”.
Serão ainda proibidos os aromas distintivos e os aromatizantes, com um período transitório até 20 de Maio de 2020. “Os produtos do tabaco ou a sua embalagem não podem induzir os consumidores em erro, em particular os jovens, ao sugerir que esses produtos são menos nocivos”, justifica-se. Deixará de ser possível usar termos ou expressões como “baixo teor de alcatrão”, “light”, “ultra-light”, “suave”, “natural”, “sem aromas”, “slim”.
O que vai também desaparecer dos maços de tabaco são as  indicações relativas aos níveis de emissão de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono. Justificação? Esta medida “revelou-se enganosa”, podendo levar “os consumidores a acreditar que certos tipos de cigarros são menos nocivos do que outros”.  

Com a proposta de revisão de lei do tabaco, Portugal transpõe duas directivas comunitárias e as coimas para os infractores vão desde um mínimo de 50 euros (pessoas singulares) até a um máximo de 250 mil euros (fabricantes e instituições).

in: Jornal Público

Associação Nacional AVC lança um desafio: não fumar por 16 horas

Fumar faz mal à saúde, mas também à carteira. Por um lado surgem as muitas doenças que impedem de trabalhar e obrigam a toma de medicamentos, diminuindo o bem-estar e a produtividade. Pelo lado mais prático da coisa, são os euros a sair da carteira por cada maço de cigarros. A pensar na primeira questão a Associação Nacional AVC lança um desafio: não fumar por 16 horas.
Em Portugal morrem todos os anos 1000 pessoas vítimas de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e o tabaco é um dos principais fatores de risco para essa situação, contribuindo para 12% a 14% de todas as morte, alerta a Associação Nacional AVC.
Ora, como no dia 31 de maio é Dia Mundial sem Tabaco, a Associação lança um desafio a todos os fumadores, "com o objetivo de combater a doença". O desafio é: estar 1000 minutos sem fumar.
Parece simples, mas para um fumador vai exigir muita força de vontade, e quem sabe se não será o início para acabar com os cigarros de vez.
"Os últimos estudos na área indicam que os fumadores têm uma probabilidade de sofrer AVC 3 vezes maior do que os não fumadores. O consumo de 20 cigarros por dia, por exemplo, aumenta em 6 vezes o risco de AVC. Sensibilizar a população para esta realidade deverá ser uma prioridade das entidades governamentais e de todas as Instituições que trabalham em prol dos doentes e familiares. Por isso, decidimos lançar este repto, desafiando os fumadores a não consumirem tabaco durante 1000 minutos, em homenagem a todos os portugueses que morrem anualmente vítimas de AVC no nosso país", afirma Clara Fernandes, presidente da Associação Nacional AVC.
A Associação refere ainda outros problemas de saúde associados ao tabagismo, como o aumento do mau colesterol, reduz o bom colesterol e potencia o desenvolvimento da hipertensão arterial. Um fumador com hipertensão arterial tem uma vulnerabilidade 15 vezes maior de sofrer um AVC Hemorrágico.
Se ainda não está convencido faça as contas. Se fumar, em média, um maço de cigarros por dia, gastará 30 euros por semana, 120 euros por mês, 1.440 euros por ano e 14.400 euros em 10 anos. Feitas bem as contas, até dava para umas férias interessantes.
Porque deve parar de fumar?
Dentro de 8 horas os seus níveis de oxigénio voltam ao normal e os níveis de monóxido de carbono reduzem para metade. Suba uma escadas depois desse tempo e verá a diferença.
48 horas depois as suas capacidade de gosto e de olfato melhoram. Entre numa perfumaria, ou coma algo que goste muito.
Dentro de 72 Horas torna-se mais fácil respirar e os seus níveis de energia aumentam. Tente correr nem que seja para acompanhar uma nuvem.
Depois de 1 mês a sua pele melhora significativamente.
Entre 3-9 meses, qualquer tipo de tosse ou pieira diminui e o funcionamento dos seus pulmões aumenta pelo menos 10%.
Após 1 ano o seu risco de ataque cardíaco reduz para metade.
Após 5 anos o seu risco de AVC é praticamente igual ao de um não fumador.
Após 10 anos o seu risco de desenvolver cancro do pulmão desce para metade.

Após 15 anos o risco de sofrer um ataque cardíaco é o mesmo de alguém que nunca fumou.

Foi aprovada a lei que proíbe fumar em todos espaços públicos fechados

Governo aprova a lei que proíbe fumar em espaços públicos fechados
Medida também determina alterações ao nível do consumo dos cigarros eletrónicos. 
Tabaco com aroma de mentol vai ser igualmente proibido. 
Lei tem período de moratória de cinco anos - tem de estar em vigor até 2020.

O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira a revisão da lei do tabaco, que prevê a proibição do cigarro eletrónico com nicotina e de fumar em todos os espaços públicos fechados.

O Governo "aprovou uma proposta de lei para a proteção dos cidadãos a exposição involuntária ao fumo do tabaco e para a redução da procura relacionada com a dependência, bem como para a cessação do seu consumo e reforço da informação disponível para os consumidores", segundo o comunicado da Presidência do Conselho de ministros (PCM).

De acordo com a proposta, que transpõe duas diretivas da União Europeia, é determinada a proibição de fumar nas áreas com serviço em todos os estabelecimentos de restauração e de bebidas, incluindo nos recintos de diversão, nos casinos, bingos, salas de jogos e outro tipo de recintos destinados a espetáculos de natureza não artística.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, lembra que esta proposta acontece passados oito anos da lei vigente do tabaco.

Os três principais objetivos são proteger os cidadãos da exposição involuntária ao fumo, proteger os próprios fumadores e promover uma proteção adicional através de maior informação.

Assim, de acordo com o ministro, os maços de cigarros deixam de ter advertências em forma de texto e passam a ter imagens dissuasoras, serão eliminados aspetos de "natureza subjetiva" como a menção a "light" ou "suave", e os produtos de tabaco com aromas distintivos, por exemplo mentol, vão passar a ser proibidos.

Vai ser ainda reforçado o combate ao tráfico de tabaco e serão regulamentados os cigarros eletrónicos, com a proibição da sua venda através da internet.

A proposta de lei tem previsto um período de moratória de 5 anos, até 2020, para se adaptarem os espaços públicos que investiram em obras para serem espaços com fumo.

(Notícia Expresso)

Governo quer proibir fumar em qualquer local público fechado

Maços de cigarros devem ter imagens de choque e cigarros electrónicos serão regulamentados.

Governo quer proibir fumar em
qualquer local público fechado
As propostas de revisão à lei do tabaco e à lei do álcool estão na agenda do Conselho de Ministros desta quinta-feira. Se houver tempo, estas que são duas das mais importantes reformas de saúde pública em Portugal podem ser aprovadas e alteradas ainda durante a actual legislatura, como tinham prometido os responsáveis governamentais. A lei do tabaco (aprovada em 2007 e em vigor desde 2008) vai ser alterada através da transposição de uma directiva europeia e prevê, entre outras medidas, a colocação de imagens de choque nos maços de cigarros, mas a mudança mais polémica passa pelo alargamento da proibição de fumar a todos os espaços públicos fechados (com um período transitório para adaptação de quem investiu em áreas para fumadores).
Resta saber se este período de adaptação será de oito anos a partir da entrada em vigor da revisão da lei, como pretendem os governantes, ou se esse período deve ser contado a partir de 2007, como terão proposto os especialistas da Direcção-Geral da Saúde (DGS) que ajudaram a preparar o documento que vai ser apreciado em Conselho de Ministros. Caso este entendimento fosse aprovado, os espaços que actualmente têm áreas para fumadores seriam quase todos obrigados a passar a ser livres de fumo, porque o período transitório está a esgotar-se.
Os responsáveis de associações de restauração têm, aliás, vindo a pôr em causa a anunciada alteração da lei, alegando que a actual é suficiente e ainda que fizeram investimentos vultuosos na instalação de exaustores de fumo para poderem ter áreas para fumadores.
Desde que a lei anti-tabágica foi aprovada, em 2007, passou a ser proibido fumar em restaurantes, bares, discotecas e locais de trabalho com menos de 100 metros quadrados. A partir dessa dimensão, porém, abriu-se a possibilidade à criação de áreas para fumadores, desde que fossem instalados sistemas de exaustão de fumo.A revisão da lei foi sendo sucessivamente adiada, ao longo dos últimos anos.
A proposta da revisão da lei que agora vai a Conselho de Ministros - e que deve incluir a regulação do mercado de cigarros electrónicos e a eliminação de tabacos com sabores - vai ter que ser apreciada e aprovada pelos deputados na Assembleia da República.
O mesmo vai acontecer com a proposta de alteração da lei do álcool, já anunciada pelo PÚBLICO, e que prevê o alargamento da proibição do consumo de cerveja aos menores de 18 anos. Actualmente, basta ter 16 anos para poder adquirir cerveja e vinho, porque quando a lei foi mudada, há dois anos, houve um recuo de última hora e o texto final diferenciou a cerveja e o vinho das bebidas espirituosas.
O Governo atendeu, assim, às recomendações do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD). Determinante para esta decisão foi o facto de as conclusões do SICAD indicarem que as medidas de controlo não foram eficazes e não houve diminuição do consumo, como se pretendia.
Quanto ao tabaco, o Ministério da Saúde já tinha manifestado a intenção de ir além das restrições impostas na directiva europeia (que os Estados-membros têm que transpor até 2016), nomeadamente através da preparação de uma regulamentação para os cigarros electrónicos, cuja utilização crescente tem vindo a preocupar as autoridades de saúde. Sobre os cigarros electrónicos, o secretário de Estado adjunto da Saúde, Fernando Leal da Costa, defendeu, aliás, que devem ter um tratamento igual ao dos outros cigarros, acompanhando a posição da Organização Mundial da Saúde.
Outra ideia que o governante adiantou foi a de que, mais do que comparticipar os medicamentos para deixar de fumar, se pode ir por outro caminho, devolvendo ao não fumador comprovado (ao fim de um período específico de ausência de consumo) o valor que corresponderia ao apoio estatal no tratamento. Esta  hipótese foi avançada no dia em que foi lançada, pela Direcção-Geral da Saúde, uma campanha para sensibilizar os portugueses para os riscos do fumo ambiental do tabaco, o chamado fumo passivo.
Nessa altura, Leal da Costa frisava, porém, que ainda não tinha desistido de estudar a possibilidade de comparticipação dos medicamentos para a desabituação e até disse que estava a ser estudada a melhor forma de o fazer em conjunto com a DGS. No final de 2014, tinha admitido que a comparticipação destes fármacos seria da ordem dos 40%.
De resto, a ideia de proibir o tabaco no interior das viaturas com crianças, que chegou a ser aventada, terá sido posta de lado, por se considerar que, antes, há um trabalho de informação e sensibilização a fazer, de forma a chegar-se a um consenso nacional sobre os riscos de exposição num automóvel , alertando para as contradições que perduram. Um exemplo: é proibido vender tabaco a menores, mas um adulto pode expor esse menor ao fumo passivo num automóvel. Seja como for, o foco será sempre posto nos mais jovens porque que se sabe que a iniciação do vício é determinante.
No último relatório da DGS sobre tabagismo, frisava-se que o perfil do fumador em Portugal não se alterou nos últimos anos. Cerca de 90% dos fumadores iniciaram o consumo entre os 12 e os 20 anos e o primeiro cigarro foi fumado, em média, aos 16 anos. Em 2012, a prevalência de fumadores era de 35,1% nos homens e 18% nas mulheres. A prevalência do tabagismo é mais elevada na faixa etária dos 40 anos (cerca de 40%) e os registos mostram que as mulheres cada vez fumam mais e começam a morrer de cancro de pulmão e a ter enfartes como os homens.
Apesar de o tabaco matar por ano cerca de 11 mil pessoas (das quais quase mil por exposição ao fumo), a maior parte dos fumadores declara ter pouca vontade de largar o vício e as consultas de cessação tabágica têm vindo a diminuir, segundo os últimos dados oficiais. 
Entretanto, o cerco aos fumadores tem vindo a apertar-se em vários países. Em 2011, os vereadores de Nova Iorque, nos Estados Unidos, aprovaram uma lei que alargou a proibição de fumar em espaços fechados aos  parques e praias da metrópole. Também nesse ano, Espanha, que tinha uma das leis menos restritivas, decidiu alargar as interdições, proibindo o tabaco não só nos espaços fechados mas também em parques infantis, hospitais e acessos a escolas. A Finlândia quer ir bem mais longe, propondo tornar-se um país livre de tabaco até 2040. Na Finlândia, os administradores dos prédios podem proibir o fumo perto de parques infantis e nas varandas das casas.

(Publico 2015-04-16)

Nicotina líquida para cigarros eletrónicos é um perigo


Caso seja ingerida ou absorvida através da pele, mesmo que em pequenas quantidades, pode causar vómitos, convulsões e até ser fatal. Nos casos das crianças, basta uma colher de chá para matar


As autoridades norte-americanas estão preocupadas com o perigo que representa a nicotina líquida vendida para os cada vez mais populares cigarros electrónicos.

Extraída do tabaco e depois misturada com um cocktail de aromas, corantes e produtos químicos diversos, a nicotina líquida funciona como um poderoso estimulante que, com facilidade, pode ser comprada em frasco, ou até mesmo em barril, conforme escreve o New York Times, num artigo sobre o tema.

Caso seja ingerida ou absorvida através da pele, mesmo que em pequenas quantidades, pode causar vómitos, convulsões e até ser fatal. 

A nicotina líquida não é ainda regulada pelas autoridades federais americanas, sendo misturada de forma ilegal nas lojas, e vendidos presencialmente ou online, para a recarga regular dos cigarros electrónicos.

Os especialistas ouvidos pelo New York Times alertam que este e-líquido representa um risco significativo para a saúde pública, especialmente para as crianças, que podem ser atraídas pelas cores brilhantes e os aromas perfumados que detém. 

Os perigos eminentes a este novo tipo de nicotina já deram, aliás as primeiras provas: Os casos menos graves têm levado a um aumento das chamadas para os centros de controlo de envenenamento nos EUA. O número de casos ligados ao e-líquido subiu para 1.351 em 2013, um aumento de 300% desde de 2012.

Direito a fumar em casa pode estar em risco

Se o regulamento for aprovado, os inquilinos deverão ser informados, antes da assinatura do contrato, se têm direito a fumar no interior do apartamento, nas varandas ou nos terraços


O direito a fumar em casa pode vir a ser regulamentado em Nova Iorque, cidade que perdeu, numa década, quase meio milhão de fumadores, fruto das políticas anti-tabágicas do presidente do município, ex-fumador, noticiou a agência AFP.
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Direito a fumar em casa pode estar em risco

Caso o projecto de regulamento de Michael Bloomberg seja aprovado, os inquilinos deverão ser informados, por escrito, antes da assinatura do contrato de arrendamento, se têm direito a fumar no interior do apartamento, nas varandas ou nos terraços.

Para o autarca, antigo fumador que tem desenvolvido desde 2002 uma campanha anti-tabágica sem precedentes, as novas regras permitiriam aos nova-iorquinos “escolherem viver num ambiente sem tabaco”.

Desde 2002 que cerca de meio milhão de habitantes de Nova Iorque deixaram de fumar, dos quais cem mil entre 2009 e 2010, sendo que apenas 10 por cento da população fuma em casa. Na cidade que não dorme, o imposto sobre o tabaco e o preço do maço de cigarros são os mais elevados, comparativamente com os de outras cidades norte-americanas.

Em Nova Iorque, já é proibido fumar em bares, restaurantes, praias e parques. Em Portugal, a interdição estende-se aos transportes e aos recintos públicos fechados, bem como aos locais de trabalho. Recentemente, o Governo anunciou que pretende alargar as restrições, nomeadamente ao interior de viaturas particulares que transportem crianças.

Vídeo usa um pulmão de verdade e mostra os efeitos do tabaco


Vídeo mostra como fica o estado de um pulmão depois de fumar 60 cigarros.

Todo o fumador sabe que o seu hábito não traz nenhum benefício à sua saúde.
Entretanto, muitos se sentem melhor ao se convencer que só fumam às vezes, para tirar o stress ou por outro motivo qualquer, os chamados fumadores sociais.

Vendo isso, o professor Ryan Au, do Yan Chai Hospital Tung Chi Ying Memorial School, em Hong Kong, fez um vídeo depois de ficar preocupado com o número de alunos do ensino superior, mesmo tão novos, e já com um hábito difícil de controlar. Ele publicou a sua filmagem no YouTube, como uma forma de mostrar os prejuízos que o cigarro pode trazer.

Ele mostra uma bomba de ar insuflando dois pares de pulmões de porcos, como se estivessem respirando. Ambos são totalmente saudáveis no início da experiência. No entanto, a um par é bombeado ar limpo, enquanto o outro recebe um ar poluído, que equivale a utilização de 60 cigarros.

No final da experiência, Au compara os dois conjuntos de pulmões.

O vídeo também mostra que, depois de apenas 60 cigarros, a traqueia já ficou totalmente escura, como se estivesse queimada.

É evidente a olho nu a diferença entre os dois órgãos: enquanto os pulmões que tiveram a ingestão de ar limpo ainda possuíam uma cor rosa saudável, enquanto os “fumantes” tiveram a cor alterada para um castanho-amarelado.

No filme, o Sr. Au também disseca as traqueias e revela que os pulmões não fumadores têm uma passagem livre com uma cor rosa pálido, enquanto os pulmões que fumaram possuíam uma traqueia um pouco congestionada e de coloração castanho escura.


Existem danos provocados pelo tabaco que são reversíveis

Os danos na camada exterior do cérebro causados pelo tabagismo podem ser reversíveis depois de a pessoa parar de fumar, segundo um estudo hoje publicado. No entanto, este processo pode levar anos.
Os exames de ressonância magnética de 50 escoceses septuagenários confirmaram uma ligação entre o fumo e uma aceleração no desgaste relacionado com a idade do córtex -- a camada externa da massa cinzenta, de acordo com os investigadores que publicaram o estudo.

Entretanto, os investigadores também referiram, pela primeira vez, o potencial de recuperação após a pessoa deixar de fumar.
O córtex de ex-fumadores no grupo "parece ter recuperado parcialmente para cada ano sem fumar", de acordo com a equipa multinacional autora do estudo, publicado no jornal Molecular Psychiatry, da revista Nature. 
Os investigadores advertiram que "embora a recuperação parcial pareça possível, pode ser um processo longo".
Outros estudos têm relacionado o fumo de cigarros com o declínio cognitivo e demência e alguns referem uma degeneração cerebral.
"As evidências sugerem que os fumadores têm, em média, um funcionamento cognitivo global um pouco mais pobre numa idade avançada, assim como têm menores médias em vários domínios cognitivos, como a flexibilidade cognitiva e memória".
No entanto, nunca havia sido demonstrado se os efeitos poderiam reversíveis.
Neste novo estudo, o grupo de investigadores utilizaram pessoas que participaram numa pesquisa que utilizou crianças escocesas em idade escolar, em 1947, quando as suas funções cognitivas foram testadas.
Os participantes sobreviventes foram submetidos a ressonância magnética (MRI), feita em 2007, e os resultados de 504 deles foram analisados.
Havia 36 fumadores, 223 ex-fumadores e 245 que nunca fumaram no grupo, tendo os participantes em média 73 anos, segundo o estudo.
Não houve diferenças significantes entre o QI (coeficiente de inteligência) na infância e na velhice, tendo sido o grupo dividido, quase igualmente, apenas entre homens e mulheres.
As análises das ressonâncias mostraram que os fumadores recorrentes "tinham um córtex mais fino do que os que nunca tinham fumado", referiu ainda o estudo.
O estudo referiu que aqueles que deixaram de fumar podem apresentar uma desaceleração, para um ritmo mais lento, do afinamento do córtex, passando a um afinamento normal característico em idades mais avançadas.
Lusa/SOL

Estudo confirma: Cigarro eletrónico faz mal à saúde

Estudo em ratos sugere que vapores do cigarro eletrónico fazem mal à saúde

Dados sugerem que os vapores dos cigarros eletrónicos diminuem as defesas contra as infeções respiratórias e contêm compostos químicos que podem danificar as células

Os vapores do cigarro eletrónico, que não está abrangido pela lei que proíbe o fumo em espaços públicos, diminuem as defesas do sistema respiratório contra as infeções por vírus ou bactérias e, além disso, produzem compostos químicos nocivos que podem causar danos celulares, tal como acontece com os cigarros tradicionais.

O veredicto é de um estudo publicado ontem na revista PLOS One por um grupo de cientistas que foi coordenado por Shyam Biswal da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos.

Estes resultados vêm juntar-se a outros anteriores que já apontavam no sentido de o cigarro eletrónico não ser um produto isento de riscos para a saúde e são, por isso, mais uma peça para o debate sobre a sua utilização em espaços públicos.

O cancro do pulmão está a tornar-se no maior assassino de mulheres

O cancro do pulmão está a ultrapassar o cancro da mama como a doença oncológica que mais mulheres mata em países desenvolvidos.

A conclusão é da Sociedade Americana do Cancro, que conduziu um estudo em colaboração com a Agência Internacional de Pesquisa do Cancro, e foi revelada esta quarta-feira, o dia mundial da luta contra a doença oncológica. A pesquisa reúne dados de 184 países.

Historicamente, o cancro do pulmão atingia sobretudo os homens, mas desde o final dos anos 80 que a doença é cada vez mais diagnosticada entre as mulheres. A explicação é simples: as mulheres aderiram mais tarde ao vício do tabaco, e ainda hoje continua a subir em vários países o número de jovens fumadoras, enquanto o número de rapazes que começa a fumar estabilizou ou desceu.

Perante o drama do cancro, que só em 2012 matou 8,2 milhões de pessoas em todo o mundo, os autores do estudo apelam a uma “resposta coordenada e intensificada” dos governos, dos cidadãos e do sector privado.

Fonte: Jornal Sol

Exercício físico elimina ansiedade ao deixar de fumar

A privação da nicotina é a principal causa do surgimento de episódios de ansiedade nos fumadores que pretendem deixar esta dependência. No entanto, existem alguns truques que podem ajudar a diminuir essa ansiedade como evitar bebidas com cafeína e álcool, beber água e praticar exercício físico diariamente, explica Luís Carreiro, coordenador da Unidade de Pneumologia do Hospital Lusíadas Lisboa.
Exercício físico elimina ansiedade ao deixar de fumar

E acrescenta: «O exercício físico tem um potencial ansiolítico importante ao diminuir os efeitos da privação da nicotina, além de diminuir os fatores de riscos associados ao tabaco e melhorar a saúde de forma geral.»

«Após abandonar o hábito de fumar deve manter-se a boca e as mãos ocupadas, uma vez que o tabaco formata novas atitudes nas pessoas, como o simples gesto de levar a mão à boca. Os melhores aliados costumam ser as pastilhas elásticas, rebuçados (ambos sem açúcar) e esferográficas ou chaves. Os fumadores devem ainda manter-se afastados de objetos relacionados com tabaco como isqueiros, fósforos ou cinzeiros», explica. Luís Carreiro diz ainda que «ter pensamentos positivos e relembrar todos os dias os benefícios e objetivos atingidos depois de deixar de fumar» são a «chave do sucesso». Para os casos mais complicados, em que existe grande dificuldade em controlar a ansiedade, o médico aconselha um acompanhamento psicoterapêutico em simultâneo. 

Segundo a OMS, fumar é a principal causa de morte passível de prevenção. Segundo a Direção Geral de Saúde, sete em cada 10 portugueses querem deixar de fumar e a recompensa está nos benefícios para a saúde. Quem deixa de fumar vive, em média, mais 10 anos do que um fumador que mantém o vício.

Fonte: Diario Digital

Cigarro Eletrónico - Um mundo de contradições

Desde que apareceu, o cigarro electrónico esteve sempre envolvido em polémica e contradições.
Inicialmente as questões prendiam-se essencialmente com a legalidade do seu uso em locais fechados onde está proibido fumar, mas rapidamente se multiplicaram os utilizadores e as vendas online deram lugar a lojas destes aparelhos um pouco por toda a parte o que demonstra a sua aceitação no mercado.
LOJA DE CIGARROS ELETRÓNICOS
Verificamos que tem vindo a ser divulgados artigos com opiniões fundamentadas em supostas investigações científicas, tanto a favor como contra o cigarro electrónico.
Os artigos que o enaltecem costumam ser alvo de acusações de serem pagos pelas próprias empresas fabricantes destes aparelhos, por outro lado os que alertam para os perigos que o seu uso envolve são imediatamente conotados com a industria tabaqueira tradicional.
Assim, os cidadãos acabam por não saber qual das versões é a verdadeira embora o mais provável é que a verdade esteja algures entre ambas, sendo o cigarro electrónico muito menos prejudicial que o tabaco convencional mas não deixando de representar também riscos para a saúde.
Cabe a cada um a decisão de escolher entre ambos, sendo que, sem sombra de dúvidas, a melhor opção é não fumar. 

ARTIGO FAVORÁVEL (31 DE JULHO DE 2014) AGENCIA REUTERS
Estudo revela que cigarro eletrónico é menos prejudicial do que o tabaco convencional

O cigarro eletrónico é menos prejudicial do  que o tabaco convencional, afirmaram hoje investigadores britânicos após  realizarem aquela que é considerada a maior revisão da literatura científica  sobre os efeitos deste produto.  

Resultados de um novo estudo sobre a matéria divulgado pela publicação  científica ScienceDaily refere que, apesar dos efeitos do uso dos cigarros  eletrónicos serem desconhecidos, esse são menos prejudiciais à saúde comparativamente  aos cigarros convencionais. 
No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem uma visão  conservadora sobre o cigarro eletrónico desaconselha "vivamente" a sua utilização,  e, em Portugal, também a Sociedade de Pneumologia (SPP) tem alertado que  não se conhecem os efeitos destes produtos na saúde. 
De acordo com a ScienceDaily, a revisão feita pelos investigadores da  Universidade de Queen Mary de Londres conclui que, apesar de lacunas no  conhecimento, as provas que atualmente existem não justificam que se regule  com mais rigor os cigarros eletrónicos mais do que os cigarros convencionais.
A revisão científica foi conduzida por uma equipa internacional que  há anos lidera pesquisas sobre os efeitos do tabaco. Citado pela ScienceDaily, o investigador da Universidade de Queen Mary  de Londres, Peter Hajek, considerou que "a evidência é clara: os cigarros  eletrónicos devem ser autorizados a competir contra os cigarros convencionais  no mercado".   
"Os profissionais de saúde devem advertir os fumadores que não estão  dispostos a abandonar o uso de nicotina a trocar o cigarro convencional  pelo eletrónico. Os fumadores que não conseguirem parar com o atual tratamento  podem beneficiar-se ao passar a usar os cigarros eletrónicos", acrescentou  Peter Hajek. 
Um estudo divulgado em junho estima que quase 30 milhões de europeus  experimentaram cigarros eletrónicos em 2012, sendo que a maioria, com idades  entre 15 e 24 anos, fumava tabaco tradicional regularmente e já tinha tentado  deixar o vício. 


ARTIGO CONTRA (22 DE JANEIRO DE 2015) AFP
CIGARRO ELETRÓNICO PODE SER CINCO A QUINZE VEZES MAIS CANCERÍGENO
O vapor com nicotina dos cigarros electrónicos pode produzir formaldeído, uma substância que o torna cinco a quinze vezes mais cancerígeno do que o cigarro comum, revela um novo estudo publicado esta quinta-feira.
"Constatamos que durante o processo de vaporização dos cigarros electrónicos  pode formar-se formaldeído ", destacam investigadores da Universidade de Portland, no estado norte-americano de Oregon, no estudo publicado no jornal médico New England Journal of Medicine.
Os cientistas utilizaram uma máquina para "inalar" o vapor dos cigarros eletrónicos de baixa e alta tensão para determinar como se forma o formaldeído - uma conhecida substância cancerígena - a partir do líquido que estes dispositivos  utilizam.

Durante a experiência, a equipa de investigação constatou que quando o cigarro electrónico aquece o líquido a alta tensão (5 volts) produz-se uma taxa de formaldeído mais elevada do que a do cigarro comum.
Desta maneira, o utilizador do cigarro eletrónico que inala diariamente o equivalente a três mililitros deste líquido vaporizado absorve cerca de 14 mg de formaldeído, contra as 3 mg para quem fuma um maço de cigarro comum.
A longo prazo, a inalação diária de 14 mg desta substância nociva pode aumentar entre cinco a quinze vezes o risco de cancro, destaca o estudo.