Cigarros eletrónicos deviam ser oferecidos

Os médicos britânicos dizem que os cigarros eletrónicos deviam ser oferecidos aos fumadores como forma de os ajudar a parar de fumar.

O equivalente britânico à Ordem dos Médicos em Portugal (Royal College of Physicians) afirma que há já muitas provas de que os cigarros eletrónicos são "mais seguros" que fumar e as ajudas para deixar de fumar. Acrescenta ainda que são infundados os receios de que a sua utilização seja uma porta para os cigarros tradicionais.

No que respeita ao efeitos a longo prazo na saúde, os cigarros eletrónicos são 95% mais seguros que os tradicionais. No entanto, tal não significa que não haja riscos, dado que ainda não se sabe quais os efeitos a longo prazo do vapor produzido pelos cigarros eletrónicos.

É fumador? Prepare-se para pagar mais e mudar de marca


Há marcas que vão desaparecer e preços que vão subir. Saiba quais, bem como aquelas podem ser semelhantes ao seu cigarro habitual.

A Tabaqueira, empresa portuguesa, vai parar de vender várias marcas de tabaco como por exemplo SG Gigante, SG Filtro, Philip Morris, Chesterfield Silver ou Camel Active. 
Segundo o jornal i, os comerciantes estão apenas a escoar os stocks e não estão previstas mais entregas de algumas destas marcas, que eventualmente deixarão de ser vendidas.

Para já os consumidores estão a ser aconselhados a trocar a sua marca de cigarros favorita por outra com níveis de alcatrão, nicotina, monóxido de carbono e preços semelhantes. A Tabaqueira sugere aos fumadores de Philip Morris original que o susbtiuam por L&M Red Label ou Chesterfield Red; Philip Morris Royal Blue pode ser trocado por Blue Label ou Chesterfield Blue e quem fuma SG Gigante pode optar por SG Ventil.

Outra má notícia para os fumadores: a Tabaqueira vai ainda subir os preços dos maços em cerca de 20 cêntimos.

Entrou hoje em vigor a nova lei do tabaco

A nova lei do tabaco entra esta sexta-feira em vigor, mas as imagens chocantes só passam a constar dos maços de cigarros em Maio e a proibição total de fumar em espaços públicos fechados só vigorará em 2021.

A nova legislação, publicada em agosto em Diário da República, vem ainda regulamentar os cigarros eletrónicos e os produtos de tabaco com aromas distintivos. 
As novas regras determinam que as embalagens de produtos de tabaco para fumar (como cigarros, tabaco de enrolar e tabaco para cachimbo de água) devem apresentar "advertências de saúde combinadas", que incluem texto e fotografia a cores. 
Algumas das opções constantes da "biblioteca de imagens" consistem em pulmões e línguas com tumores malignos, pessoas amputadas, mortas dentro de sacos ou em camas de hospital, uma mulher a cuspir sangue ou um bebé a fumar através de uma chucha. 


Estas imagens são acompanhadas de frases de alerta, entre as quais "fumar provoca 9 em cada 10 cancros do pulmão", "fumar provoca cancro da boca e da garganta", "fumar provoca acidentes vasculares cerebrais e incapacidades", "fumar agrava o risco de cegueira" e "os filhos de fumadores têm maior propensão para fumar". 
Além disto, passa a ser obrigatório as embalagens conterem duas advertências: "Fumar mata -- deixe já" e "O fumo do tabaco contém mais de 70 substâncias causadoras de cancro". 

As advertências devem ainda incluir informações para deixar de fumar, como números de telefone ou páginas da internet destinados a informar sobre programas disponíveis para ajudar a deixar de fumar. 
Ao todo, as advertências combinadas (texto e imagens) passam a ocupar 65% das embalagens, no caso dos maços de cigarros, em ambas as faces. 

No entanto, a nova rotulagem só vai começar a ser usada nos maços a partir de 20 de maio de 2016, data até à qual ainda é permitida a produção ou importação em território nacional de produtos rotulados na redação da anterior lei. 
A partir dessa data, é estabelecido um período de um ano (até 20 de maio de 2017) para escoar as embalagens antigas. 

As mesmas regras aplicam-se, nos termos da nova lei, aos cigarros eletrónicos com nicotina, que passam a ter as mesmas advertências e as mesmas restrições que os outros cigarros e dispõem do mesmo período de moratória. 
Os espaços públicos fechados com espaços para fumadores têm até 31 de dezembro para gradualmente se tornarem espaços totalmente livres de fumo. 

A par disso, a legislação alarga a proibição de fumar a outros espaços públicos fechados, passando a incluir recintos de diversão, casinos, bingos, salas de jogo e outro tipo de recintos destinados a espetáculos de natureza não artística. 

No entanto, estes espaços que não disponham de serviço de bar e restauração podem continuar a ter áreas destinadas a fumadores "separadas fisicamente ou totalmente compartimentadas", uma espécie de cabines como as que existem nos aeroportos, desde que disponham de ventilação adequada. 

A lei contempla algumas exceções, como salas exclusivamente destinadas a pacientes fumadores em hospitais e serviços psiquiátricos, centros de tratamento e reabilitação, de desintoxicação, lares de idosos e residências assistidas, desde que cumpram as mesmas regras que os outros espaços com áreas de fumadores. 

As prisões podem dispor também de unidades de alojamento, em celas ou camaratas, para fumadores. 
Os produtos de tabaco com aromas distintivos passam a ser proibidos, estando previsto um período transitório até 20 de maio de 2020 para produtos cujo volume de vendas na União Europeia seja superior a 3%, como é o caso do mentol. 

Os maços deixam ainda de usar termos como "light", "suave", "natural" ou "slim". 

Lusa

Estudo indica que raparigas já fumam quase tanto como os rapazes

Trabalho da Fundação Portuguesa do Pulmão e da Universidade de Coimbra avaliou mais de 3000 alunos. Muitos deles começaram a fumar na escola.

Em Portugal, mais de 30% dos homens são fumadores, um valor que representa mais do dobro do encontrado entre as mulheres. No entanto, esta diferença está a esbater-se cada vez mais e é provável que os valores se venham a cruzar. As conclusões de um estudo que será apresentado nesta terça-feira indicam que a percentagem de raparigas e de rapazes fumadores em 20 escolas de Coimbra é praticamente a mesma, assim como o número total de cigarros consumidos por dia.

O trabalho, que será apresentado em Coimbra para assinalar o Dia do Não Fumador, foi feito pela delegação desta cidade da Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP) e pelo Laboratório de Bioestatística e Informática Médica (LBIM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. O estudo contou com um inquérito anónimo a 3289 alunos de 20 escolas do concelho de Coimbra, com uma média de 15,4 anos.

O inquérito, a que o PÚBLICO teve acesso, indica que 79% dos alunos disseram ser não fumadores e 21% afirmaram fumar, em 10,2% dos casos regularmente. “Considerando como fumadores tanto os alunos que indicaram fumar regularmente quanto aqueles que afirmaram fumar pontualmente, observa-se que a percentagem de rapazes (10,9% do total dos inquiridos) e de raparigas (10,1% do total dos inquiridos) entre fumadores é semelhante”, salienta o estudo, que ainda assim ressalva que “relativamente aos não fumadores, verifica-se haver uma maior prevalência no género feminino (41,8%) comparativamente ao masculino (37,2%)”.
Raparigas já fumam quase tanto como os rapazes

Os rapazes apresentam uma “maior tendência para se tornarem fumadores”, mas comparando os dados com as actuais proporções entre adultos percebe-se que o sexo é cada vez menos um factor diferenciador. Em relação à idade, os autores dizem que o número de fumadores aumenta com a idade: “Na faixa etária dos 12 aos 13 anos apenas 5,1% dos alunos fumavam. Este valor cresce gradualmente nas restantes faixas etárias, atingindo o valor de 47,4% na faixa etária que inclui os alunos com idade igual ou superior a 18 anos”.

Quanto aos cigarros fumados por dia, a média é praticamente igual entre rapazes e raparigas, “correspondendo a praticamente meio maço de tabaco por dia”. Em média os rapazes fumam 8,75cigarros e as raparigas 8,12. Outro dado a destacar diz respeito ao sítio onde começaram a fumar. É entre os mais novos que existem mais alunos a reportarem ter começado este hábito na escola. Os estudantes entre os 12 e os 13 anos, são os que mais relatam ter começado a fumar na escola, “sendo a tendência maior nas raparigas”. O valor chega aos 80%.

Numa nota, um dos autores do trabalho, o presidente da FPP em Coimbra, João Rui Almeida, alerta para a “necessidade de se apostar em campanhas de sensibilização nas escolas sobre os malefícios do tabaco” e de “sensibilizar os pais para esta realidade, dado que a maioria dos alunos fumadores (51,9%) diz que os pais fumam em casa”. As conclusões destacam, por isso, a “grande prevalência de alunos fumadores passivos” e insiste-se que, “nos casos em que há coabitação com familiares fumantes, existe um risco 1,5 vezes superior de um aluno fumar”.

Outro dos autores, o coordenador da equipa do LBIM, Francisco Caramelo, reforça que “existe um efeito cumulativo, ou seja, quem começa a fumar dificilmente deixa de o fazer, e a probabilidade de fumar aumenta cerca de 1,5 vezes por cada ano”. Isto apesar de 95,8 dos inquiridos dizerem que conhecem os efeitos secundários do tabaco. Mesmo assim, a consciência sobre os efeitos é maior nos não fumadores (97,5%) do que nos fumadores (88,5%).

Menos consultas
Os dados relativos aos jovens surgem numa altura em que tanto as consultas para deixar de fumar como as vendas de produtos antitabagismo estão em queda. Segundo os dados da consultora IMS Health, citados pela Lusa, todos os dias são consumidos por fumadores que tentam deixar de fumar 357 embalagens destes produtos. Entre Setembro de 2014 e Setembro de 2015 foram vendidos em farmácias e para-farmácias 130.390 embalagens de produtos antitabagismo, menos 33.174 do que no mesmo período do ano anterior. Em valor, os fumadores já gastaram neste ano cerca de 3,2 milhões de euros na compra destes produtos, ainda assim, menos cerca de 386 mil euros do que no ano anterior.

As consultas de cessação tabágica também têm vindo a diminuir, segundo os últimos dados disponíveis, do relatório anual da Direcção-Geral da Saúde sobre prevenção do tabagismo, apresentado em Novembro de 2014. As consultas do Serviço Nacional de Saúde para ajudar a deixar de fumar, entre 2009 e 2013, diminuíram de 25.765 para 21.577 e o número de utentes atendidos nas consultas de apoio intensivo à cessação tabágicas baixou de 7748 para 5377, enquanto o número de locais de consultas para esse fim caiu de 223 para 116. Apesar disso, em 2016, com um ano de atraso, começará finalmente a funcionar uma linha telefónica de cessação tabágica, coordenada pela Linha Saúde 24.

17 de Novembro - Dia Internacional do Não Fumador

E você, já deixou ?
Conte-nos a sua experiência.
17 de Novembro - Dia Internacional do Não Fumador

Receitas do imposto sobre o tabaco estão em queda

Em 2015, o governo passou também a tributar charutos e cigarrilhas
Para cumprir o objectivo inscrito no OE, o governo terá de arrecadar mais de 500 milhões de euros até ao final do ano.

O Estado encaixou 970,3 milhões de euros com o Imposto sobre o Tabaco até Setembro deste ano e, para cumprir o objectivo inscrito no orçamento, terá de arrecadar mais de 500 milhões de euros até ao final do ano.

De acordo com a síntese da execução orçamental até Setembro, divulgada pela Direcção-Geral do Orçamento (DGO), o Imposto sobre o Tabaco (IT) representou receitas de 970,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, menos 5% face ao mesmo período de 2014.

Tendo em conta que o objectivo de receita fiscal deste imposto previsto no Orçamento do Estado para 2015 (OE2015) era de 1.505,1 milhões de euros, será ainda preciso arrecadar mais 534,8 milhões de euros nos últimos três meses do ano para cumprir aquela meta.

De acordo com a síntese da execução orçamental de Dezembro de 2014, a receita arrecadada com o Imposto sobre o Tabaco no ano passado atingiu os 1.400,2 milhões de euros, um aumento de 6,6% em relação ao ano de 2013.

Em 2015, o Governo alargou o Imposto sobre o Tabaco ao rapé, tabaco de mascar, tabaco aquecido e cigarros electrónicos, passando também a tributar charutos e cigarrilhas, justificando a medida com "razões de defesa da saúde pública, bem como de equidade fiscal, uma vez que são produtos que se apresentam como substitutos dos produtos de tabaco".

Além disso, foi também introduzido um montante mínimo de imposto na tributação dos charutos e cigarrilhas, justificado pelo Governo "sobretudo por razões de equidade, neutralidade fiscal, saúde pública e de defesa da concorrência, uma vez que este tipo de produtos tinha um tratamento fiscal mais favorável quando comparado com outros tabacos manufacturados".

Lusa

Cigarros eletrónicos terão os dias contados ?


Um ano depois do ‘boom’ da moda de fumar cigarros eletrónicos, que chegou a ter 300 mil ‘vapeadores’ em Portugal, estima-se que atualmente sejam somente cinco mil os fumadores de vapor de água, com ou sem nicotina.

Tiago Machado, que representou a Associação Portuguesa de Empresa de Cigarros Eletrónicos, entretanto desconstituída, explicou à agência Lusa que o setor sofreu um “duro revés há precisamente um ano”, quando um estudo japonês indicou que os cigarros eletrónicos continham até dez vezes mais agentes cancerígenos do que o tabaco convencional.

“O setor caiu completamente com a notícia do estudo japonês, com dados falsos. Foi o princípio do fim. O ‘formaldeído’ [composto líquido utilizado nos cigarros eletrónicos], só afeta a saúde das pessoas quando é ‘vapeado’ a 900 graus e sabe-se que o cigarro eletrónico é ‘vapeado’ a 180/200 graus”, disse Tiago Machado.


Segundo aquele responsável, depois do ‘boom’ de 2013-2014, em que se contabilizavam entre 300 a 400 mil ‘vapeadores’ em Portugal, o número atualmente de pessoas que fuma cigarros eletrónicos desceu para cerca de cinco mil.

“Deixou de ser um negócio em Portugal. Em países como França, Holanda, Inglaterra e Estados Unidos, o ‘vapeio’ é defendido por ordens médicas e instituições de saúde. Em Portugal deixou de ser negócio”, sublinhou.

De acordo com Tiago Machado, também o alargamento do Imposto sobre o Tabaco aos cigarros eletrónicos, com uma carga fiscal “demasiado elevada” e “12 vezes superior à de Espanha”, levou “ao fim de esperança que havia em recuperar o setor”.

Patrícia Figueiredo foi uma das fumadoras de tabaco tradicional que passou a ‘vapear’ em março de 2014, quando a moda estava no auge. Fumadora desde os 14 anos, decidiu, numa altura em que estava debilitada fisicamente, trocar o tabaco normal pelos cigarros eletrónicos, sobretudo por uma questão de dinheiro.

“Antes gastava cerca de 120 euros por mês, passei a gastar cinco (…)”, declarou à Lusa.

Patrícia revelou não se ter assustado com o facto de os estudos afirmarem que afinal este tipo de cigarros também é prejudicial à saúde, acreditando que “nunca irá ser mais prejudicial que o tabaco” e estando consciente de que qualquer tipo de inalação é prejudicial: “esta será menos má e mais barata”.

Para Patrícia Figueiredo, os cigarros eletrónicos trouxeram-lhe uma vantagem, pois deixou de fumar.

“Na realidade, já não fumo. Comecei a ‘vaporizar’ há cerca de um ano e oito meses, com um nível de nicotina de 12. Durante o primeiro ano fui reduzindo gradualmente e há mais de meio ano que tenho sempre comigo o ‘vaporizador’, mas com nicotina a zero. Serve muitas vezes para aquelas alturas em que se dão os almoços e jantares de empresa e/ou amigos e para não arriscar o ‘vou fumar só um’, tenho sempre o vaporizador comigo”, explicou.

Segundo um inquérito do Eurobarómetro divulgado a 29 de maio passado, os cigarros eletrónicos eram a escolha de 2% dos fumadores portugueses, em linha com a média da UE, sendo que 1% respondeu ao estudo ter usado e desistido (UE 3%) e 3% experimentaram e desistiram (UE 7%).

No total, 6% dos portugueses já experimentaram o cigarro eletrónico (UE 12%), mais os homens (PT 7%, UE 13%) do que as mulheres (PT 4%, UE 10%).

Hoje, assinala-se o Dia do Não Fumador.

Lusa/SOL

EUA proibem fumar dentro de casa arrandada

Os norte-americanos podem ser proibidos de fumar nas próprias casas, depois da apresentação de uma proposta de lei federal que prevê a proibição de fumar dentro de habitações arrendadas. 

A medida é discutida desde 2009, data em que o governo federal impôs a proibição de fumar nas casas estatais. 
Proposta de lei federal que prevê a proibição de
fumar dentro de habitações arrendadas 

Entretanto, mais de 600 agências de arrendamento, responsáveis por cerca de 200 mil habitações, avançaram já com a proibição de forma voluntária. 

Segundo o regulador, esta medida melhora a qualidade do ar no interior das casas, beneficiando os residentes, reduz o risco de fogos catastróficos e baixa os custos totais de manutenção. 

No entanto, a controvérsia está instalada e a dividir a opinião pública. Isto porque ao mesmo tempo que há quem defenda que diminui os perigos para os fumadores passivos, outros exigem o direito de usar livremente a casa que arrendam.

Explosão de cigarro eletrónico deixa jovem em coma



Um homem ficou em coma induzido, depois de um cigarro electrónico ter explodido quando o estava a usar.

Segundo o Mirror, o incidente ocorreu no dia 29 de Julho, quando James Lauria, de 23 anos, decidiu fazer uma pausa no trabalho para fumar, em Atlanta (EUA). 
O jovem ficou com queimaduras graves no peito e na mão, fraturou o pescoço e um dedo e ficou ainda com um buraco no céu-da-boca.

“A última coisa de que me lembro é de estar numa ambulância, a caminho do hospital. Tenho muita sorte em estar vivo”, afirmou o norte-americano, que decidiu partilhar a sua história para alertar outras pessoas.

Várias semanas depois do acidente, Lauria já saiu do coma, mas continua sem conseguir ingerir comida sólida e com dificuldades na linguagem.

O incidente já está a ser investigado pelas autoridades norte-americanas.

O tabagismo no dia europeu da saúde oral


O cancro oral é um dos que tem maior taxa de mortalidade. O dia europeu da saúde oral, que se assinala este sábado, dia 12, alerta para a doença.

António Varela tem 74 anos e chegou a fumar 80 cigarros por dia. Não contraiu cancro oral mas foi perdendo todos os dentes devido ao efeito do tabaco. António perdeu a capacidade de mastigar e só agora, com os implantes concretizou um desejo antigo: comer um bife da vazia.

O tabaco e o álcool são os principais fatores de risco do cancro oral. O dentista Énio Pólvora explica que o cancro oral é inicialmente silencioso e por isso difícil de detetar pelos pacientes. O médico deixa no entanto uma pista: as pessoas devem estar atentas à mudança de coloração das gengivas e a lesões que não cicatrizam depressa.

O cancro oral é um dos carcinomas com maior taxa de mortalidade em Portugal. Estima-se que, por ano, morram cerca de 500 pessoas.

Fonte: TSF

Fumar aumenta o risco de câncer de pâncreas



Além da idade (acima dos 70 anos), o tabaco aumenta o risco de câncer de pâncreas. Fumantes têm quatro vezes mais chances de desenvolver esse tipo de tumor em relação a quem não fuma. A história familiar de câncer de pâncreas também deve ser levada em consideração, alerta o cirurgião digestivo Filipe Augusto.

Existe também relação da doença com o consumo de bebidas alcoólicas, dieta rica em sal e alimentos condimentados. A doença também está relacionada ao consumo excessivo de gordura e de carnes e exposição a compostos químicos, como solventes e derivados do petróleo.

Obesos, diabéticos tipo 2, pessoas com pancreatite crônica, também têm mais chances de desenvolver a neoplasia. Na maioria das vezes o diagnóstico é tardio, sendo feito pela história clínica associada à exames laboratoriais e de imagem, como a tomografia do abdômen.

Já está em vigor a nova lei do tabaco

Saiu a lei que impõe ainda mais restrições à venda e ao uso do tabaco. Além de definir a proibição gradual (que em 2021 será total) do fumo em todos os espaços públicos fechados, designadamente restaurantes, casinos, discotecas, bares, o diploma traz 42 imagens chocantes que terão de figurar (a cores) nos maços e embalagens de tabaco já a partir de 1 de janeiro do ano que vem.
Imagens de pulmões e línguas com tumores malignos, pessoas mortas dentro de sacos ou enfermas em camas de hospital, uma mulher a cuspir sangue, um fumador a apagar um cigarro num cinzeiro com cinza em forma de um feto, um bebé a fumar através de uma chucha.
Estas serão algumas das opções à disposição dos fabricantes de tabaco e que constam da "biblioteca de imagens (de advertências de saúde combinadas)".
O tabaco é uma das principais causas de doenças graves mortais, mas também uma importante fonte de faturação para as empresas deste mercado e para o próprio Estado. Dá às Finanças um encaixe anual de 1,5 mil milhões de euros em impostos (estimativa para 2015, que cresce 7,5% face a 2014, aliás). Até julho, o Fisco recebeu 543 milhões de euros em sede de "imposto de consumo sobre o tabaco".
O diploma publicado nesta quarta-feira em Diário da República afirma que fumar provoca "nove em cada 10 cancros do pulmão"; "cancro da boca e da garganta" e que "os filhos de fumadores têm maior propensão para fumar", entre muitas outras advertências.
A nova lei, aprovada em abril pelo Governo e em julho pelo Parlamento, "procede à primeira alteração à Lei n.º 37/2007, de 14 de agosto, que aprova normas para a proteção dos cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco e medidas de redução da procura relacionadas com a dependência e a cessação do seu consumo".
E transpõe para a ordem jurídica interna "a Diretiva 2014/40/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 3 de abril de 2014, relativa à aproximação das disposições legislativas, regulamentares e administrativas dos Estados membros no que respeita ao fabrico, apresentação e venda de produtos do tabaco".
Proibição total em 2021
O mesmo diploma estabelece o regime de proibição gradual até 2020 do fumo em locais públicos (norma transitória), como "casinos, bingos, salas de jogo e outro tipo de recintos destinados a espetáculos de natureza não artística", "salas e recintos de espetáculos", "estabelecimentos de restauração ou de bebidas, incluindo os que possuam salas ou espaços destinados a dança".
Os locais que tenham salas e espaços reservados 
a fumadores e instalados extratores de fumo podem beneficiar da "permissão de fumar", mas esta só é válida até 31 de dezembro de 2020. Daí em diante, o tabaco será totalmente proibido nos espaços públicos fechados em Portugal.
O mercado em números
Segundo o último relatório da Direção-Geral de Saúde (DGS), "Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números, 2014", "o valor das vendas obtido pela indústria do tabaco, em 2012, foi de 458 milhões de euros (INE, 2014)".
O consumo de cigarros tem vindo a cair de forma persistente desde 2009 (ainda que ligeira, de ano para ano). Segundo as Finanças, citadas no balanço da DGS, o número de cigarros que entrou no mercado em 2009 rondou os 11,9 mil milhões de unidades. Em 2013, foram registados 10 mil milhões.
O agravamento brutal da carga fiscal e as crescentes restrições sobre os hábitos fizeram reduzir o consumo. É a tese que prevalece.

Contagem de mortes
O estudo da DGS refere ainda que "de acordo com as estimativas efetuadas no âmbito da iniciativa Global Burden of Disease (GBD 2010), pelo Institute for Health Metrics and Evaluation, em 2010, o consumo de tabaco foi responsável, em Portugal, pela morte de cerca de 11 mil pessoasfumadoras ou ex-fumadoras (aproximadamente 10,3% do total de óbitos verificados naquele ano). Destes óbitos, cerca de 83,2% registaram-se no sexo masculino".

E que "segundo a mesma fonte, o consumo de tabaco em Portugal foi responsável por 2348 mortes por doenças respiratórias (19,9% do total de óbitos por esta causa), 4643 mortes por cancro (18,6% do total de óbitos por esta causa) e 3777 mortes por doenças do aparelho cardiovascular(11,2% do total de óbitos por esta causa)", conforme dados da GBD (2010) e da Pordata (2014).

Fonte: 26/08/2015 | 14:30 |  Dinheiro Vivo

Foi criada a rede de referenciação para consultas antitabágicas

Hospitais e centros de saúde têm dois anos para implementar resposta. Linha Saúde 24 também cria programa para apoiar fumadores

 consultas tabagismo
 Consultas antitabágicas

Procurar ajuda e acompanhamento médico para deixar de fumar passará a ser mais fácil. É o que se pretende com a criação da rede de referenciação para consultas antitabágicas, publicada nesta semana em Diário da República, que dá dois anos para que os serviços criem mais consultas e perto das pessoas, tenham mais médicos disponíveis para o atendimento de fumadores e estabeleçam a rede de ligação entre hospitais e centros de saúde. Estima-se que por ano sejam atendidos cerca de 7000 utentes nas consultas já existentes, que nos últimos anos, à excepção de 2013, têm vindo a descer.

A implementação da rede está dividida por duas fases - finais de 2016 e 2017 - e cabe às administrações regionais de saúde agilizar o processo. Até lá os profissionais de saúde têm de receber formação para fazer intervenções breves e apoio intensivo, criar projetos que promovam o fim do consumo de tabaco, identificar a população fumadora da zona de forma a organizar a resposta dos serviços, manter ou promover a criação de pelo menos uma consulta em cada agrupamento de centros de saúde e que deve estar disponível na unidade mais acessível ou que atende mais utentes. A rede prevê a criação de consultas em horário pós-laboral, a eventual criação de equipas móveis para chegar aos locais mais isolados. Quanto ao reforço das equipas, o convite deve ser prioritário aos médicos que estão em exclusividade com 42 horas semanais e 1550 utentes.

Sabe qual o país em que menos se fuma ??


Turcomenistão, o país em que menos se fuma no mundo!
Apenas 8% da população é fumante. Em 1990, 27% dos homens maiores de 15 anos e 1% das mulheres fumavam no país. Mas, em 2000, as autoridades proibiram o fumo em locais públicos, edifícios governamentais, no exército e qualquer publicidade de cigarroAFP
Cigarro_shutter_483x303.jpg
Sabe qual o país em que menos se fuma ??
 
O Turcomenistão, ex-república soviética da Ásia Central, é o país em que menos se fuma no mundo, anunciou nesta terça-feira a diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan. "Um estudo recente da OMS mostra que somente 8% da população fuma no Turcomenistão", declarou Chan, durante um fórum médico internacional em Asjabad, capital do país.

"É a taxa nacional mais baixa do mundo. Os parabenizo por este progresso", ressaltou, citada pelos meios de comunicação estatais, dirigindo-se ao presidente do país, Gurbanguly Berdymujamedov.

Um dos países mais isolados do mundo, o Turcomenistão ratificou em 2011 a convenção da OMS para a luta antitabaco.

Em 1990, 27% dos homens maiores de 15 anos e 1% das mulheres fumavam no país.Mas, em 2000, as autoridades proibiram o fumo em locais públicos, edifícios governamentais e no exército. A publicidade de cigarro também é proibida.

Dentista de formação, o atual presidente chegou ao poder em 2006 após a morte do ditador Saparmurat Niazov, que instaurou um grande culto de personalidade no país.

O ex-ditador, que lutava sem trégua contra o tabagismo, construiu uma escada de 36 quilômetros de extensão nas montanhas, perto da capital, e obrigava os membros do governo a percorrê-la uma vez por ano para melhorar sua saúde.

Cancro e doenças pulmonares associados ao tabaco estão a aumentar

O cancro e a doença pulmonar obstrutiva crónica associados ao consumo de tabaco estão a aumentar em Portugal, disse à agência Lusa Ana Maria Figueiredo, coordenadora da comissão de tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

"Há apenas uma diminuição da incidência das doenças cardiovasculares associadas ao tabagismo devido às novas tecnologias, mas a incidência de cancro está a aumentar, tendo-se registado nos últimos dois anos um aumento de 23 para 25% no número de fumadores", sublinhou a médica.

Ana Maria Figueiredo, que falava a propósito do Congresso de Pneumologia do Centro, que se realiza na quinta e na sexta-feira, em Viseu, salientou que se regista um aumento de fumadores em idades mais jovens e que o número de mulheres fumadoras se aproxima dos homens.

Ao longo de dois dias, cerca de 250 participantes vão analisar e debater as "perigosas alternativas" ao tabaco e rastreio no cancro do pulmão.

Segundo a especialista, verifica-se um aumento do cancro do pulmão e de outros tumores associados ao consumo de tabaco.

A coordenadora da comissão de tabagismo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia defende uma legislação mais restritiva sobre o tabaco, sem exceções, referindo que "nos países com legislação mais restritiva existem menos jovens a iniciarem-se no tabagismo".

"Haverá outros fatores para o aumento do número de fumadores, mas precisamos de uma legislação forte que seja cumprida, que tenha vigilância no terreno", frisou Ana Maria Figueiredo, que considera "importante os mais jovens viverem num ambiente em que fumar não é regra".

O Congresso de Pneumologia do Centro visa, segundo a médica, discutir as novas alternativas ao tabaco, como por exemplo os cigarros eletrónicos, tabaco de mascar ou cachimbos de água, que são igualmente prejudiciais à saúde.

"A forma saudável de fumar é não fumar", enfatizou Ana Maria Figueiredo, também pneumologista no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, que espera uma mudança de paradigma na sociedade portuguesa para que as pessoas sejam informadas dos malefícios de todas as formas alternativas aos fumadores.

A organização do congresso envolve a cadeira de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, o Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar Tondela-Viseu, do Centro de Diagnóstico Pneumológico de Viseu, o Serviço de Pneumologia do Hospital Universitário de Coimbra e a Associação de Estudos Respiratórios.

Durante a sua realização, serão discutidos temas como a "Tuberculose", "A Terapêutica antibiótica inalatória", os "Limites da patologia intersticial e do tecido conjuntivo", "Tabagismo: novas e perigosas alternativas", "Cancro do Pulmão e Asma brônquica" e "Rastreio no Cancro do Pulmão".

Notícia: Lusa/SOL

Estatísticas dos fumadores na Europa e Portugal

Um em cada quarto portugueses (25%) é fumador, mais dois pontos percentuais do que em 2012, 12% deixaram de fumar e quase dois terços (63%) nunca fumaram, segundo um inquérito Eurobarómetro hoje divulgado, em Bruxelas.
Na União Europeia (UE), a média de fumadores é de 26%, uma quebra de dois pontos na comparação com o inquérito de 2012.

Em Portugal, fumam mais os homens (34%) do que as mulheres (18%), em linha com a média da UE: 31% e 22%, respetivamente.
É na faixa 25-39 anos que se concentra a maior percentagem de fumadores portugueses (38%), seguindo-se a dos 40-54 (35%), a dos 15-24 (22%) e mais de 55 anos (13%).

Na UE, a faixa 40-54 é a que apresenta maior quota de fumadores (34%), seguindo-se a 25-39 (33%), 15-24 (25%) e mais de 55 (17%).

Em Portugal, 32% dos fumadores já tentaram abandonar o hábito (UE 59%), 9% dos quais no último ano (UE 19%), contra um total de 68% que responderam nunca terem tentado deixar de fumar (UE 40%).

Os cigarros de maço são o produto de tabaco mais fumado, fazendo as preferências diárias de 83% dos consumidores portugueses (UE 76%), seguindo-se os de enrolar, para 16% (UE 24%).
As cigarrilhas são fumadas diariamente por 4% dos portugueses (UE 4%), os charutos por 3% (UE 4%) e o tabaco de cachimbo por 1% (UE 1%).
Os cigarros eletrónicos são a escolha de 2% dos fumadores portugueses, em linha com a média da UE, sendo que 1% responderam ter usado e desistido (UE 3%) e 3% experimentaram e desistiram (UE 7%).

No total, 6% dos portugueses já experimentaram o cigarro eletrónico (UE 12%), mais os homens (PT 7%, UE 13%) do que as mulheres (PT 4%, UE 10%).
A maioria dos fumadores em Portugal (55%) começou na faixa entre 15 e os 18 anos, 21% começaram a fumar antes dos 15 anos e 20% entre os 19 e os 25.

Na UE, 53% dos fumadores começaram entre os 15 e os 18 anos, 22% entre os 19 e 25 e 19% antes dos 15 anos.

Em relação ao fator que determina a escolha de uma marca de cigarros, o sabor é a escolha de 93% dos fumadores portugueses (UE 87%), seguindo-se o preço (PT 90%, UE 69%), a marca (PT 84%, UE 66%), o teor de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono (PT 71%, UE 47%) e a embalagem (PT 50%, UE22%).
O inquérito Eurobarómetro sobre as atitudes dos europeus face ao tabaco foi realizado no âmbito do Dia Mundial Sem Tabaco, que se assinala no domingo.

Lusa/SOL

Imagens chocantes no tabaco é "violência psicológica" e "bullying' social perverso"

Partidos da oposição questionam eficácia da introdução de imagens chocantes nos maços de tabaco, como define a proposta de lei do Governo.
Segundo a proposta de lei, os maços de tabaco passam a ter uma fotografia a cores em ambos os lados, de uma lista de imagens onde figuram, por exemplo, um bebé com uma chupeta e cigarro na boca, um bebé numa incubadora, uma criança junto a uma lápide num cemitério ou um casal junto a um caixão de criança.
O deputado do PS José Junqueiro considerou que o uso de imagens de "desproporcionada violência psicológica pode constituir um 'bullying' social perverso".
Também o PCP manifestou dúvidas quanto à eficácia da adoção desta medida, considerando até que pode ser facilmente contornada pelos fumadores com a "aquisição de bolsas ou recipientes para o tabaco".

Na mesma linha, a deputada Helena Pinto, do Bloco de Esquerda, duvidou da utilidade das imagens chocantes, prevendo que possam até ter o efeito contrário do que é pretendido.
"Será que este radicalismo chocante é dissuasor?", questionou.
Sobre as imagens a aplicar nos maços, o secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde, Leal da Costa, lembrou que as fotografias resultam da própria diretiva europeia que a proposta de lei pretende transpor.
"E ainda bem que [as imagens] são chocantes, porque a realidade é mesmo essa, é bem chocante", afirmou, aludindo aos perigos do tabaco para a saúde.
Mesmo antes desta intervenção do secretário de Estado, já a deputada do CDS Isabel Galriça Neto sublinhara que as fotografias propostas são "apenas uma pálida imagem da realidade".
"Se algumas imagens nos podem chocar, não nos pode chocar menos a realidade", disse.Sobre outros pontos da proposta de lei, que vai ser ainda analisada na comissão parlamentar de saúde, o PS questionou também qual a base científica para proibir o uso do cigarro eletrónico com nicotina nos espaços públicos fechados, à semelhança do que ocorrerá para o tabaco.
A oposição apelou ainda ao governo para incrementar de forma efetiva o acesso às consultas de cessação tabágica, nomeadamente isentando estas consultas do pagamento de taxas moderadoras ou comparticipando os medicamentos para ajudar a deixar de fumar.

Em relação à comparticipação dos remédios, o secretário de Estado referiu que o governo está a estudar um mecanismo de comparticipação que tenha em conta os resultados obtidos, uma situação que já tinha sido anunciada em ocasiões anteriores, mas que ainda não passa de uma hipótese em análise.
PCP e Bloco de Esquerda lamentaram ainda o que consideram ser o desinvestimento do governo nas consultas para fumadores que querem deixar o vício, indicando que entre 2009 e 2013 o número de locais com consultas de cessação tabágica reduziu quase para metade.
O Bloco de Esquerda alertou ainda para a necessidade de proteger os fumadores sem que isso seja feito discriminando quem fuma.
A proposta de lei, que transpõe duas diretivas da União Europeia, determina a proibição de fumar nas áreas com serviço em todos os estabelecimentos de restauração e de bebidas, incluindo nos recintos de diversão, nos casinos, bingos, salas de jogos e outro tipo de recintos destinados a espetáculos de natureza não artística.

A proposta tem previsto um período de moratória de 5 anos, até 2020, para se adaptarem os espaços públicos que investiram em obras para serem espaços com fumo.
Sobre os cigarros eletrónicos, os que contêm nicotina passarão também a estar proibidos nos espaços públicos fechados.
Quanto aos maços de tabaco, a proposta prevê que continuem a ter advertências de saúde, passando a ser obrigatória a menção "Fumar mata -- deixe já" e "O fumo do tabaco contém mais de 70 substâncias causadoras de cancro".
Pretende-se ainda proibir a venda de tabaco com aromatizantes "tais como filtros, papéis, embalagens, cápsulas ou quaisquer características técnicas que permitam modificar o odor ou o sabor dos produtos do tabaco em causa ou a intensidade do seu fumo".

Os maços deixam ainda de poder usar termos como "light", "suave", "natural" ou "slim" para "não induzir os consumidores em erro, em particular os jovens, ao sugerir que esses produtos são menos nocivos".

Os fumadores vão ter que comprar maços com fotografias chocantes

Imagens de choque vão juntar-se às advertências para os malefícios de tabaco em texto, segundo a proposta de lei que esta sexta-feira é debatida na Comissão Parlamentar de Saúde.

Depois das frases de alerta para os malefícios do tabaco, vão chegar a Portugal as imagens de choque nos maços de cigarros. Se a proposta de lei do Governo que vai alterar a legislação antitabagista passar tal como está, os fumadores portugueses vão ter que se habituar a comprar maços com fotografias chocantes, mostrando um pai e uma mãe chorosos junto ao caixão branco de um filho, cadáveres, doentes de cancro em fase terminal e pulmões destruídos, só para dar alguns exemplos.
As 42 fotografias a cores que os fabricantes de tabaco passarão a dispor para impressão nos maços e embalagens surgem num anexo da proposta de revisão da lei do tabaco que na próxima sexta-feira tem discussão marcada na Comissão Parlamentar de Saúde.





Em 2007, quando a legislação antitabagista foi aprovada em Portugal, as autoridades de saúde queriam já avançar com esta estratégia, aliando as advertências em texto a imagens de choque, mas a proposta não foi aprovada. Desde há mais de uma década, aliás, que a Comissão Europeia está empenhada em demonstrar que uma imagem pode valer mais do que mil palavras, recomendando as imagens de choque para o combate ao tabagismo, à semelhança do que já acontece há anos em países como o Brasil. Vários países europeus adoptaram esta estratégia nos últimos anos.  
Agora, a directiva europeia que prevê a impressão das fotografias assustadoras, com imagens incisivas dos danos que o tabaco pode provocar, vai ter que ser transposta para Portugal, mas esta é apenas uma parte da extensa proposta de lei que alarga a proibição de fumar a quase todos os locais públicos fechados, diminuindo as excepções actualmente em vigor e regulamentando os cigarros electrónicos, que até agora beneficiavam de um vazio legal.
A biblioteca de fotografias a cores sugerida é extensa, tem três séries com 14 imagens cada para que haja uma rotação anual. Está igualmente prevista a inclusão de advertências em texto com avisos do tipo “Fumar pode matar o seu filho antes de ele nascer” ou “Fumar provoca nove em cada dez cancros de pulmão”, entre outras.
Pretende-se que os novos maços e embalagens de tabaco exibam advertências combinadas, juntando as novas imagens às já habituais frases de  alerta. A proposta destaca uma advertência geral - “Fumar mata – deixe já” -  e uma mensagem informativa - “O fumo do tabaco contém mais de 70 substâncias causadoras do cancro”.
As advertências deverão cobrir 65% dos maços em ambas as faces, segundo a proposta, que prevê ainda a eventualidade de conterem referências a serviços de apoio a quem quer deixar de fumar.  Estipula-se, a propósito, que sejam criadas consultas de apoio intensivo à cessação tabágica em todos os agrupamentos de centros de saúde e hospitais do Serviço Nacional de Saúde. Quando a lei do tabaco entrou em vigor, há seis anos, multiplicaram-se as consultas de cessação tabágica, mas depois disso, houve um recuo: entre 2009 e 2013, 107 destes locais deixaram de funcionar.
A proposta de revisão da lei vem também regulamentar os cigarros electrónicos. Os que possuem nicotina  deverão exibir a advertência de que contêm esta substância, com o aviso de que esta cria “forte dependência”. Os cigarros electrónicos com nicotina ficam ainda sujeitos às mesmas proibições que os outros cigarros e passam a ter que incluir um folheto informativo com regras de segurança e identificação do fabricante ou importador e a lista de ingredientes.
Proibição de fumar com muitas excepções
Quanto ao alargamento da proibição de fumar a quase todos locais fechados, é dado um período transitório, até 31 Dezembro de 2020, aos estabelecimentos que investiram em sistemas de extracção de ar e de ventilação para poderem ter espaços para fumadores ou ser destinados exclusivamente a fumadores, ao abrigo da lei actualmente em vigor. 

Ainda assim, poderão sempre ter espaços para fumadores, desde que estas áreas não possuam qualquer serviço (designadamente de bar e restauração) e sejam “separados fisicamente ou totalmente compartimentados”, uma espécie de aquários como os que já existem nos aeroportos. Mas isto ainda será regulamentado por portaria.
Continuará, de qualquer forma, a haver excepções à proibição de fumar em determinados locais de trabalho “que servem simultaneamente de residência ou de alojamento prolongado, designadamente, as prisões, as instituições de saúde mental ou os lares para pessoas idosas”. A proposta especifica que serão permitidas salas exclusivamente para fumadores em hospitais e serviços psiquiátricos, centros de tratamento e reabilitação, unidades de internamento de toxicodependentes e alcoólicos, lares de idosos e residências assistidas.
Nas prisões poderá haver “ unidades de alojamento em celas ou camaratas”.  Nas salas de jogo e nos hotéis e equiparados será possível fumar num espaço que ocupe até um máximo de 40% da superfície total. São excepções que já foram criticadas por especialistas em saúde pública.
Seja como for, sublinha-se na proposta que os trabalhadores destes locais “devem ser protegidos da exposição ao fumo ambiental do tabaco, pelo que se instituem medidas mais rigorosas de ventilação, no sentido de impedir que o fumo se espalhe às áreas para não fumadores”.
Serão ainda proibidos os aromas distintivos e os aromatizantes, com um período transitório até 20 de Maio de 2020. “Os produtos do tabaco ou a sua embalagem não podem induzir os consumidores em erro, em particular os jovens, ao sugerir que esses produtos são menos nocivos”, justifica-se. Deixará de ser possível usar termos ou expressões como “baixo teor de alcatrão”, “light”, “ultra-light”, “suave”, “natural”, “sem aromas”, “slim”.
O que vai também desaparecer dos maços de tabaco são as  indicações relativas aos níveis de emissão de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono. Justificação? Esta medida “revelou-se enganosa”, podendo levar “os consumidores a acreditar que certos tipos de cigarros são menos nocivos do que outros”.  

Com a proposta de revisão de lei do tabaco, Portugal transpõe duas directivas comunitárias e as coimas para os infractores vão desde um mínimo de 50 euros (pessoas singulares) até a um máximo de 250 mil euros (fabricantes e instituições).

in: Jornal Público

Associação Nacional AVC lança um desafio: não fumar por 16 horas

Fumar faz mal à saúde, mas também à carteira. Por um lado surgem as muitas doenças que impedem de trabalhar e obrigam a toma de medicamentos, diminuindo o bem-estar e a produtividade. Pelo lado mais prático da coisa, são os euros a sair da carteira por cada maço de cigarros. A pensar na primeira questão a Associação Nacional AVC lança um desafio: não fumar por 16 horas.
Em Portugal morrem todos os anos 1000 pessoas vítimas de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e o tabaco é um dos principais fatores de risco para essa situação, contribuindo para 12% a 14% de todas as morte, alerta a Associação Nacional AVC.
Ora, como no dia 31 de maio é Dia Mundial sem Tabaco, a Associação lança um desafio a todos os fumadores, "com o objetivo de combater a doença". O desafio é: estar 1000 minutos sem fumar.
Parece simples, mas para um fumador vai exigir muita força de vontade, e quem sabe se não será o início para acabar com os cigarros de vez.
"Os últimos estudos na área indicam que os fumadores têm uma probabilidade de sofrer AVC 3 vezes maior do que os não fumadores. O consumo de 20 cigarros por dia, por exemplo, aumenta em 6 vezes o risco de AVC. Sensibilizar a população para esta realidade deverá ser uma prioridade das entidades governamentais e de todas as Instituições que trabalham em prol dos doentes e familiares. Por isso, decidimos lançar este repto, desafiando os fumadores a não consumirem tabaco durante 1000 minutos, em homenagem a todos os portugueses que morrem anualmente vítimas de AVC no nosso país", afirma Clara Fernandes, presidente da Associação Nacional AVC.
A Associação refere ainda outros problemas de saúde associados ao tabagismo, como o aumento do mau colesterol, reduz o bom colesterol e potencia o desenvolvimento da hipertensão arterial. Um fumador com hipertensão arterial tem uma vulnerabilidade 15 vezes maior de sofrer um AVC Hemorrágico.
Se ainda não está convencido faça as contas. Se fumar, em média, um maço de cigarros por dia, gastará 30 euros por semana, 120 euros por mês, 1.440 euros por ano e 14.400 euros em 10 anos. Feitas bem as contas, até dava para umas férias interessantes.
Porque deve parar de fumar?
Dentro de 8 horas os seus níveis de oxigénio voltam ao normal e os níveis de monóxido de carbono reduzem para metade. Suba uma escadas depois desse tempo e verá a diferença.
48 horas depois as suas capacidade de gosto e de olfato melhoram. Entre numa perfumaria, ou coma algo que goste muito.
Dentro de 72 Horas torna-se mais fácil respirar e os seus níveis de energia aumentam. Tente correr nem que seja para acompanhar uma nuvem.
Depois de 1 mês a sua pele melhora significativamente.
Entre 3-9 meses, qualquer tipo de tosse ou pieira diminui e o funcionamento dos seus pulmões aumenta pelo menos 10%.
Após 1 ano o seu risco de ataque cardíaco reduz para metade.
Após 5 anos o seu risco de AVC é praticamente igual ao de um não fumador.
Após 10 anos o seu risco de desenvolver cancro do pulmão desce para metade.

Após 15 anos o risco de sofrer um ataque cardíaco é o mesmo de alguém que nunca fumou.