Cigarros electrónicos não aumentam abandono do vício

A taxa de abandono do tabaco é idêntica entre as pessoas que fumam cigarros electrónicos e as que usam o tabaco normal, segundo um estudo divulgado hoje nos Estados Unidos.
O estudo envolveu 949 fumadores, dos quais só 13 por cento disse ter deixado de fumar no período de um ano, não havendo diferenças significativas entre os dois estilos de fumadores, de acordo com três responsáveis pelo trabalho, da Universidade da Califórnia, em S. Francisco.
Entre os participantes no estudo que disseram usar cigarros electrónicos e cigarros normais o uso dos primeiros não foi associado com mudanças de consumo, indica o trabalho dos pesquisadores.
Cigarros eletronicos
Cigarros electrónicos não aumentam abandono do vício
Os responsáveis assinalaram que apenas 88 dos inquiridos usavam o cigarro electrónico (dispositivo que produz vapor, com ou sem nicotina, mas sem tabaco), nove dos quais estavam a deixar, pelo que foi difícil detectar tendências.
No entanto, acrescentaram os especialistas no documento, há uma evidência de que os cigarros electrónicos não aumentam o número de pessoas que deixam de fumar, pelo que publicidade indicando que "os cigarros electrónicos são um dispositivo eficaz de cessação tabágica" não deve de ser permitida até que haja evidências científicas nesse sentido.
Lusa/SOL

Tabagismo e disfunção erétil

TABAGISMO E DISFUNÇÃO ERÉTIL

Estudo apresentado nos EUA mostra que a disfunção erétil (DE) faz parte das condições médicas causadas pelo fumo. 

Como o fumo leva à DE? Para entender essa questão é importante entender como o homem atinge a ereção. Quando o homem é estimulado sexualmente, mensagens são transmitidas pelo sistema nervoso, do cérebro ao pênis. Como resultado, as artérias do pênis se dilatam e permitem um maior fluxo sanguíneo. Uma vez que o pênis fica ereto, veias se contraem para manter o sangue dentro. Após o homem ejacular, veias abrem novamente para permitir que o sangue retorne ao corpo. A circulação do sangue é fundamental para uma ereção firme. Se há problema na circulação do pênis o homem tende a ter uma ereção fraca ou mesmo a não conseguir ereção.

Fumar causa arterosclerose que é o endurecimento das artérias. Quando isso ocorre, placas se acumulam nas paredes das artérias, fazendo mais difícil para o sangue escoar. Quando arterosclerose ocorre nas artérias penianas pode interferir na ereção. O fumo também pode causar outros problemas associados com DE como problemas cardíacos e diabetes que são condições que podem levar à arterosclerose.
Além disso, neuropatias surgidas com o diabetes podem também interferir na transmissão de mensagens do cérebro ao pênis lembrando também que altas taxas de açúcar podem reduzir a produção de certos elementos químicos necessários à ereção.

Artrite reumatoide é outro problema comum associado ao problema do fumo que pode afetar a ereção.
A vida de muitos homens também é afetada pela ansiedade e depressão. Embora esses problemas não sejam diretamente ligados ao tabagismo, eles estão presentes em pacientes que têm sérios problemas de saúde relacionados ao fumo, tais como câncer, asma, problemas de vista e com imunidade. O fato de viver com problemas crônicos de saúde têm influência na parte física, emocional, psicossocial e claro na parte sexual também.

Estudo apresentado nos EUA mostra que a disfunção erétil (DE) faz parte das condições médicas causadas pelo fumo. 

Como o fumo leva à DE? Para entender essa questão é importante entender como o homem atinge a ereção. Quando o homem é estimulado sexualmente, mensagens são transmitidas pelo sistema nervoso, do cérebro ao pênis. Como resultado, as artérias do pênis se dilatam e permitem um maior fluxo sanguíneo. Uma vez que o pênis fica ereto, veias se contraem para manter o sangue dentro. Após o homem ejacular, veias abrem novamente para permitir que o sangue retorne ao corpo. A circulação do sangue é fundamental para uma ereção firme. Se há problema na circulação do pênis o homem tende a ter uma ereção fraca ou mesmo a não conseguir ereção.

Fumar causa arterosclerose que é o endurecimento das artérias. Quando isso ocorre, placas se acumulam nas paredes das artérias, fazendo mais difícil para o sangue escoar. Quando arterosclerose ocorre nas artérias penianas pode interferir na ereção. O fumo também pode causar outros problemas associados com DE como problemas cardíacos e diabetes que são condições que podem levar à arterosclerose.
Além disso, neuropatias surgidas com o diabetes podem também interferir na transmissão de mensagens do cérebro ao pênis lembrando também que altas taxas de açúcar podem reduzir a produção de certos elementos químicos necessários à ereção.

Artrite reumatoide é outro problema comum associado ao problema do fumo que pode afetar a ereção.
A vida de muitos homens também é afetada pela ansiedade e depressão. Embora esses problemas não sejam diretamente ligados ao tabagismo, eles estão presentes em pacientes que têm sérios problemas de saúde relacionados ao fumo, tais como câncer, asma, problemas de vista e com imunidade. O fato de viver com problemas crônicos de saúde têm influência na parte física, emocional, psicossocial e claro na parte sexual também.



Artigo gentilmente enviado por Maria Luiza Bacellar

Nova diretiva proíbe cigarros com aromas

Parlamento Europeu aprovou directiva que prevê o aumento de advertências de saúde nos maços de tabaco, a proibição de aromas e a regulamentação dos cigarros electrónicos.

O Parlamento Europeu (PE) aprovou, esta quarta-feira, a revisão da directiva sobre os produtos do tabaco  depois do acordo alcançado com o Conselho de Ministros da União Europeia (UE) em Dezembro.
"Entre as novas medidas incluem-se o aumento das advertências de saúde para 65% em ambos os lados das embalagens, a proibição de certos aromas e a regulamentação dos cigarros electrónicos como medicamentos apenas se forem apresentados como possuindo propriedades curativas ou preventivas", refere em comunicado, o PE em Lisboa. 

A revisão da actual Directiva (que remonta a 2001) visa sobretudo dissuadir os jovens de fumar. Para tal, as advertências de saúde passam a ser mais fortes e a embalagens e os aromas que possam ser particularmente atractivos para os jovens passam a ser proibidos.
As regras actualmente em vigor exigem que as advertências de saúde cubram pelo menos 30% de uma face e 40% da outra face da embalagem, mas a directiva revista aumenta o tamanho destas advertências (texto e imagem) para 65% em ambos os lados.
Os cigarros "slim" poderão ser mantidos, mas a utilização de aromas distintivos que tornem o tabaco mais atractivo será restringida e o mentol será proibido a partir de 2020.
A nova legislação contempla ainda outros produtos que não estavam regulamentados a nível da UE, como os cigarros electrónicos.
Os "e-cigarros" que forem apresentados como possuindo propriedades curativas ou preventivas de doenças deverão ser autorizados como "medicamentos", mas os que não aleguem ter estas propriedades serão "produtos do tabaco" e poderão ser comercializados se o nível de nicotina for inferior a 20 mg/ml.
Quanto aos ambientes sem fumo, esta directiva não harmoniza regras, cabendo aos Estados-membros regulamentar tais matérias na sua jurisdição.
O tabagismo continua a ser a principal causa de mortes evitáveis na UE, vitimando cerca de 700 mil pessoas por ano.
Segundo dados da Comissão, 70% dos fumadores começam a fumar antes dos 18 anos e as despesas públicas em saúde na UE para o tratamento de doenças relacionadas com o tabaco ascendem aos 25,3 mil milhões de euros por ano.

O fumo e a gravidez

Fumar durante a gravidez traz sérios riscos. 
Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebés de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia ocorrem mais frequentemente quando a mulher grávida fuma. 
 A grávida que fuma apresenta mais complicações durante o parto e tem o dobro das chances de ter um bebé de menor peso e com menor comprimento, em comparação com a grávida que não fuma. Tais efeitos são devidos, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno. 
Um único cigarro fumado por uma grávida é capaz de acelerar, em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular. 
Assim, é fácil imaginar a extensão dos danos causados ao feto, com o uso regular de cigarros pela grávida. Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar da mãe. 
Quando a grávida é obrigada a viver em ambiente poluído pelo fumo do cigarro ela absorve as substâncias tóxicas, que passam através do sangue para o feto. 
Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança. Se a mãe fuma depois que o bebé nasce, este sofre imediatamente os efeitos do cigarro. 
Durante o aleitamento, a criança recebe nicotina através do leite materno, havendo registro de intoxicações atribuíveis à nicotina (agitação, vómitos, diarreia e taquicardia) em filhos de mães fumadoras de 20 ou mais cigarros por dia. 
Em recém-nascidos, cujas mães fumavam mais 40 a 60 cigarros por dia, observou-se acidentes mais graves como palidez, cianose, taquicardia e crises de paragem respiratória, logo após o aleitamento. 
Estudos mostram que crianças com sete anos de idade, nascidas de mães que fumaram 10 ou mais cigarros por dia durante a gestação, apresentam atraso na aprendizagem quando comparadas a outras crianças: observou-se atraso de três meses para a habilidade geral, de quatro meses para a leitura e cinco meses para a matemática. 
Há também uma maior prevalência de problemas respiratórios (bronquite, pneumonia, bronquiolite) em crianças de zero a um ano de idade que vivem com fumadores, em relação àquelas cujos familiares não fumam. 
Observa-se que, quanto maior o número de fumantes no domicílio, maior o percentual de infecções respiratórias, chegando a 50% nas crianças que vivem com mais de dois fumadores em casa. É, portanto, fundamental que os adultos não fumem em locais onde haja crianças.

Deixe de fumar...

Segundo a Federação Portuguesa de Cardiologia, o consumo de tabaco em Portugal atinge cerca de 20 a 26% da população, com predomínio de três homens e meio para cada mulher.
No que diz respeito às doenças cardiovasculares, são 2 a 4 vezes mais frequentes nos fumadores. 
Deixar de fumar é, pois a medida preventiva mais eficaz para diminuir os riscos de enfarte do miocárdio, angina de peito, doença arterial periférica e acidente vascular cerebral. 
O tabaco é ainda responsável por: 

  • 25 a 30% da totalidade dos cancros — incluindo cancro do aparelho respiratório superior (lábio, língua, boca, faringe e laringe); 
  • 80% dos casos de doença pulmonar crónica obstrutiva; 
  • 75 a 80% dos casos de bronquite crónica; 
  • 90% dos casos de cancro do pulmão; 
  • 20% da mortalidade por doença coronária.

Cancro do pulmão sobe 75% nas mulheres

O cancro do pulmão está a disparar entre as mulheres, um (mau) sinal da passagem do tempo e da emancipação da mulher, que, ao contrário do homem, não está a reduzir o consumo de tabaco. Em apenas dez anos, os novos casos de cancro do pulmão subiram 75%, de acordo com os últimos dados do Registo Oncológico Regional do Sul (ROR-Sul), que abrange cerca de metade do País (4,8 milhões de habitantes) e que hoje revela os dados entre 2007 e 2009. A taxa de incidência no cancro do pulmão passou de 9,42 para 16,51 entre 1999 e 2009 e subiu 30% em dois anos. Os estilos de vida e o envelhecimento fizeram mais do que duplicar os novos casos de cancro na última década na região que cobre Lisboa, Alentejo, Algarve e Madeira.

Campanha italiana para proteger crianças do fumo passivo

Para consciencializar a população indiana sobre os malefícios do tabaco, o Hospital do Cancro da Índia lançou uma campanha com imagens de adultos com bocas infantis fumando, seguidas de mensagens como “As grávidas que fumam dão à luz crianças que são susceptíveis ao cancro do pulmão”. 
Desenvolvida pela agência de publicidade Ogilvy, a iniciativa tem como principal objectivo mostrar que as crianças são dos principais fumadores passivos.
Campanha italiana para proteger crianças do fumo passivo

Campanha italiana para proteger crianças do fumo passivo

Síndrome da Morte Súbita Infantil

O tabagismo passivo está relacionado com o síndrome da morte súbita infantil.

O Síndrome da Morte Súbita Infantil ocorre quando não há explicação de como um bebé morreu. 
Acontece enquanto os bebés dormem e normalmente antes dos quatro meses de vida.
O facto de o bebé estar exposto a fumo do tabaco é um dos principais factores de risco para este síndrome, sendo, por isso, necessário evitar ao máximo a exposição de bebés e crianças ao tabaco.

O tabagismo passivo pode danificar o DNA do seu filho


O DNA de uma criança sofre danos em razão do tabagismo passivo, de forma  dose-dependente, isto é,  quanto mais elas estão expostas mais danos são causados. 
Estes são os resultados de um novo estudo que avaliou os danos no DNA de 54 crianças, sendo que 27 delas tinham sido expostas ao fumo, enquanto que a outra metade não foi exposta. 
Os autores do estudo, turcos, afirmam que suas descobertas indicam o quão importante é a severidade da exposição ao fumo passivo e que isto é um factor de risco para potencial doença futura.

Exposição ao fumo passivo aumenta risco de problemas urinários

Pais que fumam podem colocar os seus filhos em maior risco de problemas urinários como irritação na bexiga, de acordo com investigadores da Rutgers University, nos EUA, avança o portal ISaúde.


Os resultados mostram que as crianças entre as idades de 4 e 10 anos são as mais vulneráveis e que, quanto maior a exposição, piores os sintomas.

Irritação da bexiga envolve a vontade de urinar, urinar com mais frequência e incontinência. O estudo revelou que a exposição ao fumo passivo está associada a sintomas mais graves de irritação da bexiga.

A equipa, liderada por Kelly Johnson, analisou informações de 45 crianças com idade entre 4 a 17 anos. Todos apresentavam sintomas de irritação da bexiga. Os investigadores dividiram as crianças em quatro grupos com base na gravidade dos seus sintomas: muito leve, leve, moderada ou grave.

Vinte e quatro das crianças estudadas apresentaram sintomas moderados a graves de irritação da bexiga, enquanto 21 apresentaram sintomas leves ou muito leves.

Os investigadores notaram que as crianças com sintomas moderados ou graves eram mais propensas a ter exposição constante ao fumo passivo. Destas crianças, 23% tinham um dos pais fumantes e 50% delas eram regularmente expostas ao fumo passivo dentro de veículos.

Por outro lado, as crianças cujos pais não fumavam e não foram expostas ao fumo passivo em veículos tiveram apenas sintomas muito leves ou leves de irritação da bexiga.

"O fumo passivo é a principal causa de morte evitável nos EUA. Além de doenças como cancro do pulmão, doenças cardíacas e asma, agora sabemos que o tabagismo tem um impacto negativo sobre os sintomas urinários, particularmente em crianças jovens. Os dados apresentados nesse estudo devem ser adicionados como prova indiscutível de que os pais não devem fumar perto dos seus filhos", ressalta o investigador Anthony Atala.
 

Fumo passivo aumenta risco de formas graves de demência

Metade da população chinesa está exposta ao fumo do tabaco no dia-a-dia e o país é um dos que possui mais habitantes com demência em todo o mundo, avança o Diário Digital.

Um estudo feito com 6.000 pessoas na China indica que o fumo passivo eleva o risco de sofrer de formas graves de demência.
 
fumadora
Fumo passivo aumenta risco de formas graves de demência
A exposição ao fumo do cigarro é conhecida por causar doenças respiratórias e cardiovasculares. Mas havia pouca evidência sobre a sua associação com a demência – condição que engloba doenças como a de Alzheimer.

O estudo, publicado no jornal Occupational and Environmental Medicine, envolveu cientistas do King´s College, de Londres, e da Anhui Medical University, da China, além de investigadores dos EUA.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 11% da população mundial está protegida por leis anti-tabaco.

A China é um dos países com maior consumo de tabaco no mundo, com cerca de 350 milhões de fumadores. Desde 2006, o país tem promovido o ambiente livre do tabaco em hospitais, escolas e noutros locais públicos, mas a implementação ainda não é global.

Estudos mostram que cerca de metade da população chinesa está exposta ao fumo do tabaco no dia-a-dia. E o país é um dos que possui o número mais alto de pacientes com demência no mundo.

O médico Ruoling Chen, da King´s College de Londres, e os seus colegas entrevistaram pessoas com mais de 60 anos de comunidades urbanas e rurais de cinco províncias chinesas. Eles descobriram que 10% do grupo tinha formas graves de demência e a associação com a exposição ao tabaco foi significativa.

Segundo o investigador, o aumento do risco de demência grave em fumadores passivos é similar ao de doenças do coração – sugerindo que é preciso tomar medidas preventivas urgentemente, não só na China como noutros países.

Novo dispositivo previne exposição ao fumo passivo

Um grupo de investigadores norte-americanos da Universidade de Darthmouth criou um dispositivo que detecta a presença e a concentração de nicotina, em tempo real. Graças ao aparelho, mais pequeno do que um telemóvel, será possível alertar um individuo, quando estiver exposto ao fumo passivo. O mecanismo é ainda capaz de registar os níveis de nicotina no vestuário, bancos do carro e outros materiais, podendo revelar também a quantidade de cigarros que foram fumados num determinado local, avança a revista Visão.

O teste ao aparelho foi divulgado na publicação Nicotine and Tabacco Research. De acordo com os dados revelados pelos autores da investigação, o utilizador deste dispositivo poderá saber quando e em onde ocorreu a exposição à nicotina.
 
Este dispositivo detecta a presença e a concentração de nicotina
Até agora, o aparelho foi testado apenas em laboratório, mas Yuan Liu, Sadik Antwi-Boampong, Joseph BelBruno, Mardi Crane e Susanne Tanski, autores da pesquisa, adiantaram, no seguimento do sucesso do estudo, que os testes clínicos devem começar a realizar-se no segundo semestre deste ano. Para os cientistas da Universidade de Darthmouth, o novo mecanismo será mais acessível do que os sensores de nicotina atualmente existentes no mercado.

Para este grupo de investigação, o desenvolvimento deste aparelho poderá ser importante, para desencadear a execução plena das leis que restrinjam o consumo de tabaco em ambientes fechados ou para convencer os fumadores a não fumar ao pé de crianças.

"É um passo em direcção a novas tecnologias capazes de detectar a exposição ao cigarro e pode ser considerado como a primeira etapa para que possamos reduzir os efeitos nefastos para a saúde em relação ao fumo passivo", diz Joseph BelBruno, coordenador da pesquisa.

Crianças portuguesas são das mais expostas a fumo de tabaco na europa

As crianças portuguesas estão entre os jovens europeus mais expostos ao fumo de tabaco, principalmente em casa, o que aumenta o risco de algumas doenças, como as respiratórias, revelou esta sexta-feira a investigadora do Instituto de Medicina Preventina Fátima Reis, avança a agência Lusa.

Portugal foi um dos 17 países europeus a participar no projeto Democophes, que pretende recolher dados acerca da exposição a poluentes e apoiar a definição de medidas políticas e a sua avaliação.

A análise da presença dos químicos cádmio, cotinina e ftalatos na urina e mercúrio no cabelo foi realizada pela Unidade de Saúde Ambiental do Instituto de Medicina Preventiva, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e abrangeu 120 pares de mãe, com menos de 45 anos, e crianças, entre seis e 11 anos.

"O estudo revela que as crianças portuguesas estão incluídas no grupo das crianças europeias com níveis mais elevados de cotinina na urina, o que significa que se encontram entre as mais expostas a fumo de tabaco, e é em casa, junto de familiares fumadores, que se encontram mais expostas", disse à agência Lusa Fátima Reis.

A investigadora, que coordenou o trabalho em Portugal, explicou que "os níveis de cotinina nas mães e nas crianças refletem claramente os hábitos tabágicos conhecidos nos adultos em Portugal e a exposição a fumo passivo a que as crianças ainda estão sujeitas".

O estudo confirmou que "a condição social da mãe, medida pelo nível de habilitações académicas, é determinante nos níveis de cotinina das crianças, na medida em que a um nível educacional mais reduzido correspondem níveis de cotinina mais elevados", apontou ainda a especialista.

A exposição crónica ao fumo de tabaco e ao fumo ambiental de tabaco (FAT) "aumentam o risco de cancro, asma e doenças coronárias para fumadores activos, sendo que os fumadores passivos, principalmente as crianças, são afetados de igual modo".

As crianças são especialmente sensíveis ao FAT, que "poderá provocar doenças respiratórias, por exemplo, doenças respiratórias agudas, tosse crónica, expetoração, falta de ar, asma, bronquite, pneumonia e infeções do ouvido médio", referiu Fátima Reis.

O consumo de tabaco e o FAT "aumentam o risco de morte súbita nos recém-nascidos de baixo peso ao nascer e de partos prematuros", acrescentou.

Também na medição dos níveis de mercúrio nos organismos das mães e crianças, relacionado com o consumo de algumas espécies de peixe, Portugal regista valores acima da média, enquanto nos restantes químicos, cádmio, absorvido nos alimentos e através do pó, e ftalatos, igualmente presentes nos produtos alimentares, assim como nos cosméticos, registam-se níveis abaixo da média.

Fátima Reis realçou ainda a importância deste trabalho, já que permite produzir dados comparáveis na Europa sobre os níveis de poluentes que as pessoas têm nos seus organismos e "fundamentar decisões políticas a nível europeu e nacional, que podem ajudar a definir prioridades ambientais tendo em vista a protecção da saúde pública".

Apenas 10% da população protegida por proibição de publicidade ao tabaco

Apenas uma em cada dez pessoas em todo o mundo está protegida por uma proibição total de publicidade ao tabaco, alerta esta quarta-feira a Organização Mundial de Saúde, que destaca no entanto os progressos alcançados nos últimos anos, avança a agência Lusa.

Num relatório sobre a epidemia do tabaco a nível global, a agência da ONU para a saúde (OMS) faz o balanço dos avanços alcançados desde que, em 2008, a organização identificou as seis medidas mais eficazes para reduzir o consumo do tabaco, conhecidas como MPOWER.

Apenas 10% da população protegida por proibição de publicidade ao tabaco


A conclusão da OMS é que nos últimos cinco anos o número de pessoas abrangidas por pelo menos uma destas seis medidas mais do que duplicou, para 2,3 mil milhões em 92 países, um terço da população mundial.

Isto representa um aumento de quase 1,3 mil milhões de pessoas (e 48 países), com ganhos em todas as áreas, escreve a OMS.
Quase mil milhões de pessoas, em 39 países, estão hoje cobertas por duas ou mais medidas e um país, a Turquia, protege hoje toda a sua população, de 75 milhões, com todas as medidas MPOWER.

Monitorizar o consumo do tabaco, proteger as pessoas do fumo do tabaco, oferecer ajuda para deixar de fumar, alertar as pessoas para os perigos do tabaco, impor proibições a todas as formas de publicidade e aumentar os impostos sobre o tabaco são as seis medidas defendidas pela OMS.

Com um foco especial na proibição da publicidade, promoção e patrocínios por marcas de tabaco, considerada uma das formas mais poderosas de proteger as populações, o relatório da OMS conclui que o número de pessoas abrangidas por estas medidas aumentou em quase 400 milhões, mais do que duplicando.

Hoje, 24 países, com 694 milhões de pessoas, têm proibições completas de publicidade e outros 100 países estão perto de alcançá-las.
Apesar disso, destaca a organização, apenas 10% da população mundial está neste momento coberta por uma proibição completa de todas as formas de publicidade ao tabaco.
"A indústria tabaqueira não poupa nos gastos quando se trata de publicitar os seus produtos – estimativas indicam que gasta dezenas de milhares de milhões de dólares por ano em publicidade, marketing e promoção", escreve o director-geral adjunto da OMS, Oleg Chestnov, numa introdução ao relatório.

"É uma indústria determinada em alcançar as mulheres e as crianças e em abrir novos mercados nos países em desenvolvimento", acrescenta.
No relatório, a OMS recorda que o tabaco mata cerca de seis milhões de pessoas e causa perdas de mais de 500 mil milhões de dólares por ano e alerta que, para alcançar a meta acordada globalmente de reduzir o consumo de tabaco em 30% até 2025, mais países têm de implementar programas abrangentes de controlo da epidemia.

Até agora, a medida mais aplicada é a proibição de fumar em todos os espaços públicos, locais de trabalho e transportes públicos, adoptada em 32 países entre 2007 e 2012, protegendo mais 900 milhões de pessoas.

A introdução de avisos nos pacotes de tabaco também tem vindo a ser aplicada em cada vez mais países: nos últimos cinco anos, a medida foi aplicada por 20 Estados, com 657 milhões de pessoas.

O relatório agora apresentado é o quarto realizado no âmbito da Convenção Quadro da ONU para o Controlo do Tabaco, que entrou em vigor em 2005 e tem hoje 177 parceiros.

Cigarros de mentol podem ser mais nocivos do que os normais

Os cigarros de mentol podem apresentar mais riscos para a saúde pública do que os normais, revela um estudo da agência norte-americana responsável pela aprovação de alimentos e medicamentos (Food and Drug Administration), divulgado esta terça-feira, avança a agência Lusa.
tabaco de mentol
Cigarros de mentol

“Os cigarros de mentol levantam questões críticas para a saúde pública”, afirmou a comissária da Food and Drug Administration (FDA), Margaret A. Hambug, salientando que a agência está empenhada numa abordagem científica aos problemas de saúde pública resultantes dos cigarros de mentol e espera contributos adicionais para tomar uma decisão informada sobre o assunto.

A FDA disponibilizou esta terça-feira uma avaliação científica preliminar segundo a qual, embora não existam provas que demonstrem que os cigarros de mentol são mais ou menos tóxicos ou aumentam os riscos de doença face aos não mentolados, o uso do mentol está associado ao aumento da iniciação ao tabagismo por jovens e jovens adultos.

Os dados sugerem também que os cigarros de mentol estão associados a uma maior dependência, já que os fumadores deste tipo de cigarros são menos bem-sucedidos na tentativa de deixar de fumar.

Estas descobertas, combinadas com as propriedades de frescura e anestésicas do mentol que mascaram a aspereza do fumo do cigarro e o facto de estes cigarros serem publicitados como uma alternativa mais suave, tornam provável que os cigarros mentolados apresentem um risco de saúde pública superior aos normais, segundo a FDA.

Nos EUA, cerca de 30% dos fumadores adultos e mais de 40% dos fumadores jovens fumam cigarros de mentol.

Imagens nos maços de tabaco têm pouco impacto entre jovens

As imagens chocantes que foram impressas nos maços de cigarros para dissuadir o consumo de tabaco tiveram pouco impacto nos jovens fumadores quando colocados na parte de trás da embalagem, concluiu um estudo, avança o Diário Digital, citando a agência Lusa.

Numa altura em que cerca de 60 países já impõem às tabaqueiras que incluam campanhas antitabágicas nos maços, os investigadores estudaram o impacto destas mensagens em pouco mais de um milhar de jovens britânicos entre os 11 e os 16 anos.

Dos jovens interrogados em 2008 e depois em 2011, entre dois terços a três quartos nunca tinham fumado, sendo que os restantes declararam ser entre fumadores ocasionais e fumadores regulares.

Convidados a descrever as fotografias, menos de 10% se lembrava das que estavam colocadas na parte de trás da embalagem, à excepção dos que tinham sintomas de um consumo mais assíduo de tabaco, apresentando dentes cariados, problemas nos pulmões ou cancro na garganta.

Quando questionados sobre os anúncios colocados na frente, perto de metade dos jovens lembravam-se da frase "fumar mata" (47% em 2011, contra 58% em 2008).

Em relação à mensagem “fumar prejudica gravemente a sua saúde e a dos que o rodeiam”, em 2008, pouco mais de 41% dos jovens lembrou-se deste aviso, ao passo que, em 2011, essa proporção caiu para os 25%.

Lei do fumo baixou 2% no número de fumadores

A lei que proíbe fumar em espaços públicos em Portugal ajudou a baixar em dois por cento o número de fumadores em Portugal, mas o número de adolescentes e jovens portuguesas a fumar está a aumentar, revelou a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), avança a agência Lusa, citada pelo Diário Digital.


Segundo o presidente da SPP, Carlos Cordeiro, a legislação, que entrou em vigor a 01 de janeiro de 2008, veio diminuir a percentagem de fumadores em Portugal, registando-se um abaixamento na ordem dos "2% da população" que deixou de fumar, disse à Lusa o presidente da SPP, no âmbito do 24.º Congresso de Pneumologia, que arranca esta sexta-feira no Algarve.

A legislação sobre restrição de fumar em espaços públicos veio diminuir, sobretudo, a exposição passiva ao fumo do tabaco, com um abaixamento "na ordem dos 25%", acrescentou aquele especialista.

A diminuição da carga tabágica dos fumadores diminuiu, porque as "pessoas não podem fumar permanentemente e em todo o lado (...) e, portanto, os que fumam também fumam menos", concretizou Carlos Cordeiro.

Apesar da diminuição de alguns fumadores em Portugal e de o país ter 21% da população a fumar, enquanto a média europeia é de 28% – com a vizinha Espanha e Grécia a ronda os 40% da população -, a verdade é que as mulheres jovens em Portugal cada vez fumam mais.

"Tem havido um aumento do hábito tabágico na população jovem feminina", alertou o médico pneumologista, explicando que as adolescentes e as mulheres jovens têm, de facto, tendência para fumar mais do que fumavam".

O fenómeno da emancipação feminina que está a levar as mulheres a começarem a fumar mais cedo vai aumentar a "mortalidade da doença pulmonar obstrutiva crónica" (DPOC), que vai aparecer cada vez mais cedo.

A DPOC é uma doença inflamatória das vias aéreas que leva a uma insuficiência respiratória e que provoca a morte, seja por doenças cardíacas, seja com tumor no pulmão.

Antigamente, a doença pulmonar obstrutiva crónica era uma doença do idoso, mas hoje começa a aparecer aos 40 anos e "temos de estar atentos aos sinais de queixas respiratórias nos fumadores logo a partir de 40 anos", porque deve-se "começar o mais cedo possível a tratar" a doença que é evolutiva e incapacitante.

O 24.º Congresso de Pneumologia, que conta com a presença de cerca de 700 especialistas nacionais e internacionais, tem como tema os "Novos caminhos para a Pneumologia em Portugal".

O fórum, que decorre em Albufeira entre sexta-feira e domingo, vai discutir a saúde respiratória nacional e abordar temas como a asma brônquica, a doença pulmonar obstrutiva crónica e o cancro do pulmão.

Segundo estudos os fumadores são mais infelizes

Estudos recentes estão a terminar com o mito de que o cigarro pode funcionar como “calmante” em momentos de ansiedade e nervosismo. O hábito de fumar, na verdade, pode tornar as pessoas mais infelizes e levar à depressão, aponta um estudo feito na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre, Brasil, citado pelo Correio da Manhã.

A investigação, publicada no 'British Journal of Psychiatry' e apresentado numa conferência nos EUA, foi realizada com 1.021 pacientes e comparou grupos de fumadores, ex-fumadores e pessoas que nunca fumaram. Os resultados mostraram que os primeiros atingiram, em média, 50% mais pontos do que os demais numa escala usada para medir o grau de depressão.


Entre o grupo de tabagistas, os que fumavam mais cigarros por dia e por mais tempo apresentaram quadros de depressão mais profundos. Para o pneumologista José Miguel Chatkin, coordenador do estudo, os resultados reforçam a noção de que a nicotina ou outras substâncias inaladas no fumo do cigarro podem ser causadores de ansiedade e depressão.

“Inúmeros trabalhos têm mostrado que o grau de ansiedade e de depressão em fumadores são maiores. Não fumadores e ex-fumadores são mais felizes em vários aspectos da vida, como satisfação com a posição profissional e com a vida pessoal”, explica o mesmo médico.

O estudo não constatou diferenças significativas entre homens e mulheres. Também mostrou que ex-fumadores apresentavam um grau de ansiedade ou depressão praticamente igual ao do grupo de pessoas que nunca fumou, resultado considerado importante para orientar o trabalho de especialistas no tratamento de pacientes que desejam abandonar o vício.

Primeiro estudo a associar tabaco ao cancro do pulmão foi publicado há 50 anos

O grande ponto de viragem na forma como se olha para o tabaco faz 50 anos, depois de em Janeiro de 1964 um médico norte-americano do Surgeon General ter publicado um estudo que associava o seu consumo a um aumento do cancro do pulmão. Antes, outros trabalhos já tinham feito este alerta, mas a indústria tinha sempre conseguido negar a base científica dos mesmos ou encontrado novos filtros que prometiam ultrapassar os malefícios encontrados, conta o jornal Público.


Luther Terry, o médico responsável pela mudança de um tema que era visto como uma escolha individual para uma questão de saúde pública, teve desde logo vários pontos a seu favor: ele próprio era fumador e percebeu que teria de trabalhar com a indústria tabaqueira para não ver questionado no final o trabalho do organismo que serve de base a muitas das decisões relacionadas com a saúde pública naquele país. Assim, para construir a equipa de trabalho, deixou que a própria indústria validasse um a um todos os nomes, sendo que do total de dez elementos só metade não era fumadora.

Aliás, a própria equipa de investigadores era reveladora da tendência social da época, onde se estima que mesmo entre a classe médica entre um terço a metade dos clínicos fossem fumadores.

Nos anúncios e pelas ruas abundavam também imagens de desportistas famosos a fumar, até o conhecido desenho animado Fred Flintstone empunhava cigarros, não havia nenhuma mesa de café sem um cinzeiro e a publicidade era feita sem restrições, recorda o The Detroit News, que adianta que na altura do estudo 42% da população adulta dos Estados Unidos era fumadora.

Mesmo à medida que o trabalho se desenvolveu, Luther Terry continuou a fumar e foi a colega Eugene Guthrie que o persuadiu a deixar o hábito antes da histórica conferência de imprensa, brincando que se o quisesse continuar a fazer devia fazê-lo fechado num armário, como contou recentemente numa entrevista à AP, citada pelo The Detroit News.

O trabalho, mesmo assim, foi envolto em fortes medidas de segurança e divulgado finalmente a 11 de Janeiro de 1964, um sábado — para evitar os efeitos em bolsa e conquistar a imprensa de domingo. Na divulgação pública — que pela primeira vez colocou o tema na capa dos jornais —, Luther Terry disse que o relatório, que analisou 7000 artigos científicos com o apoio de mais de 100 consultores, permitiu estabelecer a existência de uma relação causal entre consumo de tabaco e algumas formas de cancro, como do pulmão e da laringe, no homem, bem como outras doenças das vias respiratórias e cardiovasculares. Referia-se também a relação de dependência.

O médico recomendava, por isso, que o Governo tivesse uma intervenção urgente para evitar as doenças prematuras e as mortes e que tivesse uma mão pesada nas políticas. Duas décadas depois, Terry chegou a descrever o momento como “uma notícia bombástica que atingiu o país e que fez as primeiras páginas dos jornais e noticiários de rádios e televisões nos Estados Unidos e noutros países”.

Na altura, o trabalho não referia as mulheres (uma minoria entre os fumadores), mas mais tarde vários trabalhos, alguns também do Surgeon General, vieram acrescentar que os problemas são extensíveis às mulheres e também a outros tipos de cancro e a outras doenças.

Em apenas três meses, o consumo de tabaco nos Estados Unidos caiu 15%, apesar de depois do choque inicial as vendas terem recuperado em parte, o que levou as autoridades a pensarem em novas acções. Nas décadas seguintes, desde avisos nos maços de tabaco a restrições nos anúncios publicitários ou mesmo proibição dos mesmos, várias foram as medidas tomadas e que influenciaram países de todo o mundo, a que se juntaram outras como o aumento de impostos ou a protecção específica das camadas mais jovens da população.

29 mortos por dia em Portugal

Os 50 anos assinalam-se numa altura em que os últimos dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS), divulgados em Novembro, apontam para que em 2012 o tabaco tenha sido responsável pela morte de cerca de 10.600 pessoas em Portugal. São 29 pessoas por dia, nada mais, nada menos do que 10% da mortalidade anual na população com 30 ou mais anos. Numa altura em que a revisão da lei do tabaco foi adiada para 2014, ficou-se também a saber que há dados que apontam para um aumento do número de fumadores nos últimos cinco anos.

A prevalência de fumadores ultrapassa os 20%, sendo que dentro destes mais de 30% são homens. A DGS acentuou na altura a necessidade de rever a Lei do Tabaco para promover uma redução sustentada do consumo, em particular nos jovens. É que mais de 90% dos fumadores começaram a fumar antes dos 25 anos. O sabor, o preço e a marca são os factores que mais influenciam a escolha do tabaco e mais de oito em cada dez fumadores iniciaram o consumo devido à influência dos amigos.

 

Fonte: Público

Crise aumenta doenças respiratórias mas tabaco é o grande inimigo

O tabaco é o grande responsável pelas doenças pulmonares

O pneumologista da Direção-Geral da Saúde Filipe Froes reconhece que a crise tem influência no aumento das doenças respiratórias que se tem verificado em Portugal, mas sublinha que o tabaco é o grande responsável pelas doenças pulmonares.



“Nós não podemos ter cerca de 18 a 20 por cento da nossa população a fumar. É fundamental reduzir a taxa de fumadores. É reduzirmos o início do tabaco nos jovens, é deixar de fumar quem fuma. Isso é fundamental e tem um impacto enorme no impacto da doença respiratória no nosso país”, afirma Filipe Froes, em declarações ao jornalista da Antena 1 Nuno Rodrigues.

A mortalidade causada pelas doenças respiratórias aumentou 16 por cento em 2012, uma subida acima da média. Em Portugal, cerca de 50 pessoas morrem por dia devido a estas doenças. O Observatório Nacional das Doenças Respiratórias pede uma vacina gratuita contra a pneumonia para quem tenha mais de 50 anos.

O relatório anual sobre saúde respiratória a que a Antena 1 teve acesso e que vai ser apresentado esta manhã pede ainda ao Ministério da Saúde o aumento da comparticipação em alguns medicamentos, já que com a crise os doentes não conseguem pagar tratamentos, recorrendo a internamentos desnecessários nos hospitais.

Novas regras aplicadas aos cigarros

Entre as mudanças nas normas de uma nova lei europeia destacam-se a proibição de cigarros com sabores, o facto de cada maço ter 65% da embalagem coberta com mensagens dissuasoras e medidas mais apertadas para os cigarros eletrónicos, conta o Sol. Em Portugal, estas regras devem entrar em vigor em conjunto com as alterações à lei do tabaco, que já estão prontas, sendo que o objetivo do Executivo é que estas sejam aprovadas no primeiro semestre deste ano.

Neste ano, os maços de tabaco vão ter imagens chocantes nas embalagens, os cigarros com sabores, como mentol ou baunilha, serão proibidos e as regras quanto aos cigarros eletrónicos ficarão mais apertadas.
O espaço nos maços dedicado a imagens dissuasoras passa de uma cobertura da embalagem entre 30 e 40% para 65% e a venda de pacotes com menos de 20 cigarros passa a não ser permitida.
A proibição de cigarros com sabores também entra na lista, visto tornarem-se mais apelativos para os jovens. Porém, os de mentol podem permanecer até 2020, tenso sido definida uma excepção.
Quanto ao mercado dos cigarros eletrónicos, que será pela primeira vez regulado, surgiram várias diretrizes da União Europeia. Todos os produtos com uma concentração de nicotina superior a 20mg/ml ou que anunciem ter propriedades curativas ou preventivas da dependência do tabaco só poderão ser vendidos nas farmácias, sujeitando-se às regras dos restantes medicamentos.
Os restantes serão considerados produtos equivalentes ao tabaco, pagando o mesmo imposto e sujeitando-se às mesmas normas, incluindo os avisos à saúde e a proibição de serem vendidos a menores de 18 anos.
O Governo português quer que estas regras entrem em vigor na mesma altura em que as alterações à lei do tabaco também entram.
O Sol adiantou que, segundo fonte governamental, o objetivo é que estas alterações – que vão proibir o fumo em todos os espaços públicos – sejam aprovadas em Conselho de Ministros no primeiro semestre do ano.
O secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, disse que “este alargamento de espaços fechados livres de fumo será feito de forma faseada”, adiantando que haverá “uma moratória para os que têm sistema de extração de fumo instalados”. Assim, o Estado prevê que aqueles que investiram em sistemas de purificação do ar para terem espaço para fumadores, ao encontro da lei anterior, possam amortizar o investimento.
A ideia de proibir o fumo nos carros onde são transportadas crianças já foi posta de parte e as máquinas de venda automática não vão ser totalmente proibidas.

Cada fumador 'oferece' ao Estado 766 euros por ano

O tabaco é a origem mais importante dos impostos ambientais, visto que o Estado arrecada anualmente 766 euros por cada fumador. Mas pode não ficar por aqui. O Governo nomeou ontem uma comissão para apresentar uma reforma da fiscalidade verde, que visa aumentar a base de impostos ambientais para que se possa reduzir na fiscalidade sobre o trabalho, conta o Público.

Ontem foi nomeada uma comissão para que daqui a sete meses seja apresentada uma reforma da fiscalidade verde, com possíveis efeitos em 2015.
Ainda não se sabe onde vão recair as mudanças, mas o objetivo é aumentar a base de impostos ambientais para que se possa reduzir a fiscalidade sobre o trabalho.
Os impostos da área energética são os que mais contribuem para os cofres do Estado, mas 45% é pago pelas famílias e 55% pela indústria, agricultura, comércio e serviços.
Já no que diz respeito ao tabaco, o imposto cai integralmente em cima dos consumidores. Em média, cada fumador paga 766 euros por ano pela carga fiscal sobre os cigarros que consome.

Eric Lawson é o terceiro Marlboro Man a morrer de morreu de cancro do pulmão

Actor norte-americano que fez publicidade para a Marlboro no final dos anos 70, início dos anos 80, morreu com cancro no pulmão, aos 72 anos, foi ontem revelado. 
Eric Lawson, que era fumador desde os 14 anos, foi contratado para participar nos anúncios da famosa marca de cigarros da Phillip Morris entre 1978 e 1981. Torna-se assim o terceiro "Marlboro Man" a morrer após lhe ser diagnosticada uma doença respiratória. 
Além das campanhas de publicidade, a carreira de Eric Lawson ficou marcada pelas suas participações nas séries televisivas Os Anjos de Charlie, Dinastia e Marés Vivas. 
Também entrou numa campanha anti-tabaco na qual parodiava a sua figura nos anúncios da Marlboro. 
A sua mulher, que revelou ontem a morte do marido ocorrida no passado dia 10, afirmou aos media norte-americanos que "ele sabia que os cigarros os estavam a matar, mas não conseguia parar". 
Entre os outros actores que encarnaram a personagem "Marlboro Man", uma campanha criada para promover os cigarros com filtro tradicionalmente vistos como algo femininos, contavam-se David Millar, que morreu com enfisema pulmonar em 1987, e David McLean, morto com cancro no pulmão em 1995.

via Diário de Notícias


Estados Unidos amplia lista de doenças relacionadas com o tabaco

O número de fumadores nos Estados Unidos diminuiu de 43% em 1964 para 18% em 2012

Uma das autoridades mais importantes e conceituadas na área da saúde dos Estados Unidos, o cirurgião geral Boris D. Lushniak, ampliou no último relatório a lista de doenças que têm o tabagismo como causa, um texto que chega 50 anos depois do primeiro documento oficial do governo que associou o tabaco ao cancro do pulmão. No documento publicado esta sexta-feira, o governo considera que fumar tem uma relação de causa-efeito com o cancro do fígado, do cólon, diabetes melito de tipo dois, degeneração macular associada à idade, disfunção erétil e artrite reumatóide.

O tabagismo, segundo o mesmo relatório, também provoca inflamação, perda de visão, prejudica o sistema imunológico e aumenta o risco de morrer de tuberculose e de ter uma gravidez extra-uterina.

Estas doenças foram associadas ao tabagismo anteriormente, mas neste relatório o governo norte-americano conclui o tabagismo como uma das causas.

O relatório conclui que não há evidências suficientes para assegurar que o tabaco cause cancro da próstata, nem da mama, mas neste último caso as provas são "sugestivas", indica o documento.

O documento também assinala que os fumadores de hoje em dia têm um risco mais alto de desenvolver cancro do pulmão que os de há 50 anos.

Em 1964, o governo dos EUA concluiu pela primeira vez, num histórico e polémico relatório que fumar provoca doenças mortais, como o cancro do pulmão. Desde então, o número de fumadores no país diminuiu: em 1965, 43% dos adultos consumiam tabaco, em 2012 o número situou-se nos 18%.

Apesar deste progresso, o tabagismo é principal causa de morte prematura no país, com 400 mil mortes.

O tabaco ainda é mais prejudicial do que se pensava

Os cigarros podem provocar mais problemas de saúde do que os previamente detetados, incluindo cancro no cólon e fígado, cegueira, diabetes e disfunção erétil, refere um relatório do governo dos Estados Unidos hoje divulgado. 
Responsáveis pelos serviços de saúde dos EUA reuniram-se na Casa Branca para divulgar o último estudo do Surgeon General sobre as consequências do consumo de tabaco, cinco décadas após o primeiro relatório onde se alertava que fumar provocava cancro do pulmão. 
Nos Estados Unidos, o consumo voluntário de tabaco permanece a primeira causa de morte prematura, com cerca de 500.000 óbitos por ano. 
"Surpreendentemente, 50 anos depois ainda estamos a detetar novas formas de como o tabaco prejudica e mata as pessoas", disse o diretor do Centro de controlo e prevenção de doenças, Thomas Frieden. "O tabaco ainda é mais prejudicial do que pensávamos". 
Quanto aos fumadores passivos, expostos ao fumo do tabaco, o documento refere que enfrentam riscos crescentes de ataque cardíaco. Os responsáveis pelo relatório do Surgeon General alertam ainda para o facto de os cigarros modernos serem "mais fortes e mais perigosos que nunca". 
"Os fumadores têm hoje um maior risco de contrair cancro do pulmão em relação ao primeiro relatório do Surgeon General divulgado em 1964, e mesmo que fumem menos cigarros". 
"A forma como os cigarros são fabricados e os químicos que contêm alteraram-se com os anos, e algumas dessas alterações podem ser um fator de maiores riscos de cancro do pulmão", afirmam. 
As taxas de fumadores nos Estados Unidos têm vindo a diminuir, com 18% por cento de fumadores atuais em comparação com os 42% há cinco décadas. 
Um estudo norte-americano divulgado na semana passada demonstra que apesar de uma diminuição do número de fumadores em diversos países, o seu número aumentou de 721 milhões para 967 milhões em 2012, devido ao crescimento populacional ou ao aumento da popularidade dos cigarros nos países em desenvolvimento.

Isaltina Padrão, in LUSA

Tabaco matou mais de 10.000 portugueses em 2012

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Tabaco matou mais de 10.000 portugueses em 2012

O tabaco foi responsável pela morte de mais de 10 mil portugueses no ano passado, segundo um relatório da Direcção-Geral da Saúde (DGS) que é hoje apresentado.
Na União Europeia, o tabaco mata anualmente cerca de 700 mil pessoas, estimando-se que em Portugal lhe sejam atribuídas 10.600 mortes em 2012, o que corresponde a 10% da mortalidade global na população com mais de 30 anos.

A região do Alentejo era, em 2011, a que tinha uma maior taxa de mortalidade por doenças associadas ao tabaco, segundo uma nota da DGS sobre o relatório "Portugal -- Prevenção e Controlo do Tabagismo em Números".
A esmagadora maioria dos portugueses (mais de 90%) começa a fumar antes dos 25 anos, com oito em cada 10 fumadores a iniciarem o consumo pela influência dos amigos.

Embora num horizonte de 10 anos, entre 2001 e 2011, a experimentação do tabaco entre os adolescentes pareça ter diminuído, entre 2006 e 2011 registou-se uma subida da percentagem de adolescentes que já experimentaram fumar, que o fizeram no último ano ou nos últimos 30 dias.
No Alentejo, a região que em 2011 tinha maior taxa de mortalidade associada ao tabaco, cerca de 70% dos alunos do ensino secundário já experimentaram fumar.
Em Lisboa e Vale do Tejo, no Alentejo e no Algarve a experiência com o tabaco é mais elevada nas raparigas do que nos rapazes do terceiro ciclo e secundário.

A nota da DGS recorda que, segundo o último Inquérito Nacional de Saúde (2005/2006), 20 por cento dos inquiridos eram fumadores, dentro da população com mais de 15 anos.
Dados mais recentes apontam para uma prevalência também na casa dos 20%, com 32% de fumadores entre os homens e 14% nas mulheres.

Sobre os avisos de saúde impressos nos maços de tabaco, a DGS conclui que tiveram um impacto em cerca de metade dos fumadores e ex-fumadores portugueses, com 7% a sentirem-se encorajados a fumar, 20% a fumar menos e 22% a aumentarem os seus conhecimentos sobre os efeitos do tabaco.

Entre os factores que mais influenciam a escolha do tabaco estão o sabor, a marca e o preço, tendo Portugal um nível de preço dos cigarros abaixo da média europeia.

Lusa/SOL

Portugal só deverá ter novas normas para o tabaco em 2014

fumante
 Novas normas para o tabaco
Eliminação dos cigarros com sabor, limitação do uso de tabaco nas discotecas e bares, e aumento do preço do tabaco são algumas das medidas que podem avançar.

A revisão da lei do tabaco em Portugal, que tem vindo a ser sucessivamente adiada, já não vai acontecer este ano, como chegou a estar previsto. A ideia agora é que essa revisão se baseie na transposição da última directiva europeia aprovada sobre esta matéria. Apesar de Portugal ter até Abril de 2015 para pôr em prática as normas europeias, o processo poderá avançar já para o ano.

O secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, argumenta que não faz sentido avançar agora com uma revisão da lei do tabaco quando esta terá depois de ser adaptada às normas europeias aprovadas em Outubro: “A aprovação de uma nova directiva condiciona esta decisão. A legislação está feita mas as regras sobre avisos vão mudar outra vez e isso pode condicionar que só se proponham alterações quando formos transpor a directiva de 2013/14.”

Porém, trata-se de mais um adiamento, uma vez que quando o Governo anunciou os planos para rever a legislação já estava em marcha a discussão das novas regras europeias para o tabaco. "Propor uma alteração só nacional, sem a ligar a uma transposição de directiva, é menos provável que venha a acontecer", refere Leal da Costa, em resposta enviada ao PÚBLICO por email.

O secretário de Estado adianta que a proposta europeia propõe a eliminação, num prazo de oito anos, dos sabores nos cigarros – como o mentol e a canela, considerados mais atractivos para os jovens. “A questão dos sabores é relevante e haverá eliminação dentro de anos de todos os sabores”, garante. Mas o secretário de Estado vai mais longe e diz que em Portugal se pretende também limitar o uso de tabaco nas discotecas e bares, sem especificar as medidas para alcançar este objectivo .


Em cima da mesa está também a introdução de imagens com advertências nos maços de tabaco – a área de alerta de saúde nos maços poderá aumentar de 40% para 65% (ainda que a meta inicial fosse 75%). “Continuo a achar que discutir 75% ou 60% ou 40% de cobertura para as imagens é bizantino”, defende o secretário de Estado.

Para Leal da Costa, “a literatura internacional e a experiência acumulada” provam que há outros factores que pesam mais quando se fala em desincentivar o consumo de tabaco junto dos jovens e que passam antes pela forma como os adolescentes são expostos à publicidade e pelo preço do tabaco, incluindo o de enrolar. “Precisamos de ter tabaco mais caro e seria bom que o preço fosse universalmente alto e igual, pelo menos em função do poder de compra, em toda a Europa. Não vamos desistir de educar e formar os jovens, até porque são uma boa influência para os pais abandonarem o vício de fumar”, defende.

Também deverá avançar a restrição do fumo em locais públicos, como restaurantes e bares, que até aqui tinham a possibilidade de terem zonas para fumadores desde que equipadas com aparelhos extractores de fumo. Leal da Costa ressalva que a interdição de espaços para fumadores só se aplicará aos novos estabelecimentos, tendo os outros “um período de moratória para amortização” do investimento que foi feito em extractores, por exemplo. Estes locais terão um prazo de oito anos para se adaptarem à nova lei – “sem espaços para fumadores, excepto se possuírem zonas ao ar livre”.

Ainda em estudo e avaliação estão, segundo Leal da Costa, a possibilidade de proibir o tabaco em todos os locais públicos, sem excepções, e a comparticipação de medicamentos que ajudem na cessação tabágica.

A ideia – que chegou a ser defendida pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, em 2012, numa ida ao Parlamento – de proibir o fumo em viaturas com crianças a bordo foi posta de parte. Apesar disso, Leal da Costa entende que “as crianças e os bebés devem ser poupados à exposição ao fumo” e realça que a Irlanda e o Reino Unido estão a avançar com essa legislação.

Também chegou a ser noticiado que a redução da oferta de tabaco em máquinas de venda automática poderia ser uma solução para restringir ainda mais o consumo de tabaco, mas Leal da Costa considera que o sistema já existente nos estabelecimentos tem funcionado: “As máquinas de venda automática, desde que com sistema de controlo de abertura, até são eficazes para prevenir a venda a menores”, afirmou.

A proposta de directiva aprovada em Outubro no Parlamento Europeu, com emendas dos deputados, também deixou cair a ideia de equiparar os cigarros electrónicos a medicamentos, de forma a tornar a sua venda mais controlada, e manteve a possibilidade de venda dos cigarros slim. Leal da Costa não valoriza a questão, uma vez que, defende, “em Portugal os cigarros slim não são um problema”.

Foi no dia 8 de Outubro que o Parlamento Europeu votou uma série de novas restrições à indústria do tabaco, atenuando, porém, algumas das disposições mais restritivas destinadas sobretudo a combater o consumo entre os jovens. Numa votação que foi precedida durante vários meses de uma das maiores operações de lobbying de sempre por parte da indústria do tabaco, os eurodeputados decidiram, por exemplo, reduzir a dimensão dos alertas de saúde que terão de figurar nos maços de cigarros face à proposta original da Comissão Europeia.