Estado perde 47,8 milhões com tabaco de enrolar

Associação Europeia da Indústria do Tabaco critica a intenção de o Governo tornar o tabaco de enrolar mais caro do que os cigarros e alerta sobre efeitos da proposta fiscal prevista no Orçamento do Estado para 2015.
cigarros
OE propõe aumento do imposto do tabaco de enrolar
De acordo com a ESTA, o Governo quer acabar com tabaco mais barato que os cigarros. De acordo com a proposta apresentada para o Orçamento do Estado para o próximo ano, o tabaco de enrolar vai pagar mais imposto e ficar mais caro do que os cigarros o que, de acordo com a mesma associação, fará o Estado perder 47,8 milhões de euros em receita fiscal.
A Associação Europeia da Indústria do Tabaco alerta para o facto de o Governo querer acabar com todas as formas de tabaco, até aqui alternativas mais económicas aos cigarros e afirma que a medida, prevista no OE2015, vai prejudicar os consumidores de tabaco com menos rendimentos.

A associação assegura que, através da análise de casos semelhantes noutros países, o volume de vendas do tabaco de enrolar deverá sofrer uma quebra de 60% em 2015, provocando uma diminuição na receita fiscal de 31%. Ao impacto das quebras de consumo junta-se outra queda de 13 milhões de perda fiscal, prevista como efeito do novo imposto que o Governo quer aplicar nas cigarrilhas com filtro, uma alternativa aos cigarros.
Rui Manuel Ferreira - dinheirovivo.pt

Governo aumenta taxa sobre cigarros electrónicos

O Governo vai alargar o Imposto sobre o Tabaco (IT) ao rapé, tabaco de mascar, tabaco aquecido e cigarros electrónicos, passando também a tributar charutos e cigarrilhas, segundo a proposta orçamental de 2015.

O Governo estima arrecadar 1.505,1 milhões de euros através do Imposto sobre o Tabaco
De acordo com a proposta do Orçamento do Estado para 2015 (OE2015), no âmbito do IT, o Governo prevê "a introdução da tributação do rapé, do tabaco de mascar, do tabaco aquecido e do líquido contendo nicotina utilizado nos cigarros electrónicos".
O Executivo justifica a medida com "razões de defesa da saúde pública, bem como de equidade fiscal, uma vez que são produtos que se apresentam como substitutos dos produtos de tabaco".
Além disso, é também introduzido um montante mínimo de imposto na tributação dos charutos e cigarrilhas, justificado pelo Governo "sobretudo por razões de equidade, neutralidade fiscal, saúde pública e de defesa da concorrência, uma vez que este tipo de produtos tinha um tratamento fiscal mais favorável quando comparado com outros tabacos manufacturados".
O Governo estima arrecadar 1.505,1 milhões de euros através do Imposto sobre o Tabaco no próximo ano, acima dos 1.399,2 estimados em receita fiscal deste imposto em 2014

Vai ser proibido fumar nos parques e praças de Londres

Querem proibir fumo nos parques e praças de Londres
A Comissão de Saúde de Londres recomendou ao presidente da câmara, Boris Johnson, que proíba o fumo nos jardins e praças mais famosos da capital britânica, como Trafalgar Square ou a Praça do Parlamento. 
Num relatório da comissão, afirma-se que 1,2 milhões dos londrinos são fumadores, cerca de 15% da população da capital, e que todos os dias 67 crianças em idade escolar começam a fumar. 
«Como cirurgião oncológico do NHS (serviço nacional de saúde britânico) vejo as consequências terríveis nos fumadores e nas suas famílias. Temos de fazer mais para ajudar as pessoas a deixar de fumar e para desencorajar as crianças de começar», escreveu o autor do relatório, Ara Warkes Darzi.
Smoking on Trafalgar Square [Reuters]
Fumar em Trafalgar Square [Reuters]

O estudo - chamado "Melhor Saúde para Londres" e organizado pelo ex-ministro da Saúde e cirurgião Ara Darzi - diz que 1,2 milhão de londrinos são fumantes e a cada dia 67 estudantes começam a fumar.

Em 2011, Nova York proibiu o fumo no famoso Central Park e em todos os parques e praias da cidade.

A autoridade médica-chefe para a Inglaterra, Sally Davies, disse apoiar "qualquer medida que reduza o fumo e sua presença em frente a crianças".

O relatório também sugere outras medidas para ajudar a incrementar a saúde dos londrinos, como a proibição de lojas de alimentos considerados não saudáveis em um raio de 400m de escolas, um preço mínimo para bebidas alcoólicas em áreas com altos índices de alcoolismo e descontos para usuários do cartão de transporte local - o Oyster - que optarem por caminhar parte do trajeto para o trabalho.

Segundo o relatório, metade de todos os adultos de Londres é obesa ou acima do peso e a cidade tem mais gente nesse grupo do que metrópoles como Nova York, Sydney, São Paulo, Madri, Toronto e Paris.

'Saia de perto'
O grupo de fumantes Forest considerou "revoltante" a proposta de proibição de fumo em parques. "Não há risco nenhum para ninguém a não ser o fumante. Se você não gosta do cheiro, saia de perto", disse Simon Clark, diretor do grupo.

"O tabaco é um produto legal. Se a chefe médica não gosta de que as pessoas fumem em frente de crianças, ela deveria convencer o governo a implantar salas para fumo em pubs e boates, assim adultos poderão fumar confortavelmente. A próxima coisa é que seremos proibidos de fumar nos nossos jardins no caso da fumaça atravessar o muro", disse.

Cigarros eletrónicos "falham redondamente" como método para deixar tabaco

O presidente do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão considera que tem "falhado redondamente" a ideia inicial de que o cigarro eletrónico podia ajudar a deixar de fumar, aconselhando antes o recurso aos métodos tradicionais de cessação tabágica.

Sobre os cigarros eletrónicos, que têm dividido especialistas, Fernando Barata frisa que parte da constituição destes cigarros ainda é desconhecida.
"A ideia inicial de ir do cigarro tradicional para o eletrónico para deixar de fumar não tem acontecido na prática nos nossos doentes. Essa ideia, que inicialmente podia ser muito boa, tem falhado redondamente", declarou à agência Lusa o pneumologista, no dia em que começa o Congresso Português do Cancro do Pulmão.
Segundo Fernando Barata, os médicos têm constatado que os fumadores usam os cigarros eletrónicos por "um ou dois meses", voltando depois ao tabaco tradicional.
Os médicos têm constatado que os fumadores usam os cigarros
eletrónicos por "um ou dois meses", voltando depois ao tabaco tradicional
Além de "não serem uma alternativa para deixar de fumar", o especialista diz também que podem representar um passo para os mais jovens começarem a fumar.
"Mesmo em grupos mais jovens que começam a fumar cigarro eletrónico, o que vemos é depois uma passagem rápida para o cigarro tradicional", declarou Fernando Barata.
O presidente do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão considera por isso que a cessação tabágica passa "muito mais" pelas medidas tradicionais, como consultas próprias e/ou recurso a medicação.
Em agosto, A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou proibir a venda de cigarros eletrónicos a menores de idade, por considerar que o consumo acarreta "ameaças graves" para os adolescentes e fetos.
Os peritos aconselharam também proibir-se o consumo de cigarros eletrónicos em espaços públicos fechados.
Dias antes desta recomendação, era noticiado um estudo de investigadores britânicos que concluía que o cigarro eletrónico é menos prejudicial do que o tabaco convencional.
O fumo do tabaco é a causa principal do cancro do pulmão, estimando que 90% das mortes nos homens e 80% nas mulheres tenham esta causa.
 Lusa

Estudo contraria OMS e defende uso de cigarros eletronicos

Cigarros eletrônicos têm menos substâncias nocivas
e por isso seu consumo causa menos mortes
Um estudo feito por pesquisadores britânicos indicou que os alertas contra cigarros eletrônicos são alarmistas e que o uso do produto no lugar dos cigarros tradicionais poderia salvar muitas vidas.

Para cada um milhão de fumantes que mudam para cigarros eletrônicos, mais de 6 mil vidas por ano podem ser salvas, de acordo com a equipe da University College London (UCL).

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo, que também envolveu duas outras universidades britânicas, consideraram as críticas aos cigarros eletrônicos como "equivocadas".

A posição é diametralmente oposta à da Organização Mundial de Saúde (OMS), que defendeu a proibição desses cigarros em locais públicos e de trabalho. A justificativa da organização é que essa prática poderia aumentar os níveis de algumas toxinas e da nicotina no ar.

A organização também teme que o uso dos modelos eletrônicos acabe levando não fumantes ao vício.
Porém, a equipe da UCL disse que o número de não fumantes que utilizam cigarros eletrônicos representam menos de 1% da população, de acordo com o levantamento Smoking Toolkit, uma pesquisa mensal de fumantes na Inglaterra.

'Loucura'

"Você tem que ser um pouco louco para continuar fumando cigarros convencionais quando há cigarros eletrônicos disponíveis", disse o professor da UCL Robert West. Para ele, apesar de algumas toxinas estarem presentes no vapor dos modelos eletrônicos, as concentrações são muito baixas.

"As concentrações de substâncias cancerígenas e toxinas no vapor estão quase todas bem abaixo de um vigésimo em relação aos cigarros (tradicionais)", afirmou.
A opinião encontra apoio também em pesquisadores do Centro Nacional de Dependência, do King's College London, e da Unidade de Dependência do Tabaco, da Queen Mary University.
Após uma análise das conclusões da OMS, publicadas na revistaAddiction, eles concluíram que algumas das suposições que o órgão fez foram "equivocadas".
Os estudiosos britânicos estimaram que 6 mil vidas por ano seriam salvas para cada milhão de fumantes que trocasse cigarros reais pelos eletrônicos.

No Brasil, o hábito de fumar está em queda, mas ainda mata 200 mil pessoas por ano, segundo o Ministério da Saúde. A estimativa é que 11% da população brasileira fumem, o que representa cerca de 22 milhões de pessoas.
Ou seja, se todos migrassem para o cigarro eletrônico, 132 mil vidas seriam salvas por ano, de acordo com os parâmetros da pesquisa.
Para Peter Hajek, pesquisador da Queen Mary University, os reguladores precisam equilibrar a redução dos riscos com a redução dos benefícios potenciais.

"Neste caso, os riscos são improváveis e alguns comprovadamente não existem, enquanto os benefícios são potencialmente enormes. Realmente poderia ser uma intervenção revolucionária na saúde pública se os fumantes trocassem os cigarros tradicionais pelos eletrônicos."
'Poucos dados concretos'

A OMS ainda não respondeu às críticas ao seu trabalho. A Faculdade de Saúde Pública, uma importante ONG britânica, apoia as preocupações do órgão da ONU.
John Ashton, presidente da instituição, disse que não defende uma proibição, mas teme que a popularização do cigarro eletrônicos tenha o impacto de reverter os efeitos de anos de campanha contra o tabagismo que contribuíram para a redução do hábito na sociedade.
"Queremos ter certeza de que quaisquer benefícios que possam existir não desfaçam todo o trabalho duro feito ao longo de décadas para salvar vidas com a redução do tabagismo", argumentou.
"No momento, há poucos dados concretos sobre os cigarros eletrônicos. Até chegarmos a alguns fatos sólidos sobre o seu impacto na saúde das pessoas, precisamos de uma regulamentação adequada."


Artigo: BBC Brasil

Cigarros eletrónicos podem salvar vidas

Cigarro electronico
Um grupo de investigadores do Reino Unido revelaram que os cigarros eletrónicos podem salvar seis mil vidas por cada milhão de fumadores e contrariam as ideias da Organização Mundial de Saúde, indicou a BBC.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou recentemente para os malefícios dos cigarros eletrónicos, mas um grupo de investigadores do Reino Unido contrariam esta posição e garantiram que esta mudança permitiria salvar seis mil vidas por cada milhão de fumadores.

Segundo um trabalho desenvolvido pela equipa na University College London contrapõe as restrições e proibições sublinhando que o número de não fumadores que começaram a utilizar cigarros eletrónicos é inferior a 1%, segundo os dados do Smoking Tookit, um inquérito conduzido mensalmente a fumadores.
Um dos investigadores, Robert West revela que as toxinas presentes nos cigarros eletrónicos são muito baixas, com concentrações de produtos cancerígenos que não têm comparação com o tabaco tradicional.
Robert fala em concentrações quase 20 vezes menores, que estima que podem poupar seis mil vidas por ano por cada milhão de fumadores que mudem dos cigarros tradicionais para os eletrónicos, segundo a BBC.

“Estas recomendações da OMS são realmente prejudiciais para a saúde pública, na qual os cigarros electrónicos poderiam ter um efeito revolucionários”, rematou o investigador Peter Hajek, da Queen Mary University,.
O relatório da OMS indicava que o aerossol produzido pelo cigarro eletrónico não é apenas vapor de água e que contém também nicotina e outros produtos possivelmente tóxicos, cujos efeitos a longo prazo não são conhecidos.

Cigarro é mais viciante que cocaína, aponta relatório da CTFK

Número de experimentadores de cigarro que se tornam dependentes é maior do que os que entram em contato com heroína pela primeira vez, disse autor de relatório


Brasília - Relatório preparado pela organização de controle do tabagismo Campanha Crianças Livres do Tabaco (CTFK) lançado nesta terça-feira, 02, no Brasil, mostra que cigarros estão mais viciantes e perigosos.

Feito a partir da análise de pesquisas científicas e de documentos fornecidos pela indústria do tabaco, o trabalho afirma ser mais fácil tornar-se dependente de cigarro do que de cocaína e de heroína.
A mudança, afirma o documento, é resultado de estratégia adotada pelas companhias.
Ao longo dos últimos 50 anos, assegura o relatório, os produtos passaram a apresentar um teor maior de nicotina, tiveram a inclusão em sua fórmula de amônia e açúcares, que aumentam seu efeito e tornam a fumaça mais fácil de ser inalada.
maior teor de amonia
Cigarros passaram a ter maior teor de nicotina e
amônia e açúcares foram incluídos na fórmula
O próprio formato do cigarro mudou: produtos passaram a trazer filtros com pequenos orifícios, muitas vezes imperceptíveis, que levam o fumante a aumentar o volume e a velocidade de aspiração.
Alta engenharia, avalia o relatório, para aumentar a atratividade, facilitar o consumo e a dependência.
"Nicotina e heroína apresentam mecanismos semelhantes para o desenvolvimento da dependência", afirmou à reportagem um dos autores do relatório, o professor da Universidade da Califórnia David Burns.
Ele observou, no entanto, que o número de experimentadores de cigarro que se tornam dependentes é maior do que os que entram em contato com a heroína pela primeira vez.
Documentos reunidos no relatório mostram que os teores de nicotina dos cigarros aumentaram 14,5% entre 1999 e 2011.
Substância encontrada naturalmente na planta do tabaco, a nicotina, quando chega aos pulmões, é absorvida pela corrente sanguínea e em segundos é transportada para o cérebro.
Os sintomas de abstinência surgem logo nas primeiras horas depois de parar de fumar.
Pesquisadores afirmam no trabalho que a amônia acrescentada ao tabaco aumenta a velocidade com que a nicotina chega ao cérebro e a sua absorção, o que torna a sensação de prazer mais rápida e mais intensa.
A amônia também torna a fumaça do cigarro mais suave, o que facilita a sua inalação pelos pulmões.
Além da maior capacidade de desenvolver dependência, as mudanças ampliaram o risco de câncer de pulmão.
"As misturas do tabaco e os aditivos tornaram a fumaça do cigarro mais fácil de ser inalada, aumentando os níveis de nicotina no sangue e no cérebro. Outros agentes potencializaram o impacto da nicotina, como o acetaldeído produzido com a queima do açúcar adicionado ao cigarro. Tudo isso aumenta o risco de dependência", disse Burns.
Ele ressaltou também que, principalmente nos Estados Unidos, cigarros passaram a ter uma concentração maior de nitrosaminas específicas do tabaco, uma substância carcinogênica.
Essa última mudança, associada com a adoção de filtros ventilados - que levam a inalações mais profundas - torna o fumante mais vulnerável e exposto a substâncias, aumentando o risco de câncer provocado pelo consumo do cigarro.
De acordo com o trabalho, apesar de fumarem menos, tanto homens quanto mulheres têm um risco muito maior de desenvolver câncer de pulmão e doença pulmonar obstrutiva crônica do que em 1964, quando foi divulgado o primeiro relatório produzido pelo governo americano sobre o impacto do tabagismo na saúde.
Burns criticou a suspensão no Brasil da resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proibia a adição de produtos que conferissem sabor para os cigarros.
"Companhias usam os aditivos para aumentar o número de vendas, para atrair jovens e evitar que pessoas abandonem o tabagismo", disse.
Procurado, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco) afirmou que não se manifesta sobre o tema.
Romeu Schneider, da Câmara Intersetorial do Tabaco, afirmou que cigarros em todo o mundo estão mais fracos, com menores teores de alcatrão e nicotina.
"Estamos falando dos cigarros legais. Nossa preocupação, no entanto, é o crescimento do produto ilegal, produzido sem nenhum tipo de controle", disse.
Ele lembrou que a venda de cigarros a menores é proibida no Brasil. "É uma regra acertada. Respeitamos. Se crianças têm acesso, é a cigarro contrabandeado."
Artigo de Lígia Formenti na Exame.com

Linha "Saúde 24" vai ajudar a deixar de fumar

A Linha vai ter um serviço específico com conselhos, acompanhamento e possível comparticipação de medicamentos para quem quer largar o vício do tabaco

A Linha Saúde 24 vai ter um serviço específico para quem quer deixar de fumar, com conselhos, acompanhamento e possível comparticipação de medicamentos, uma iniciativa que arranca no final de setembro sob a direção da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.


A informação foi avançada à Lusa pelo responsável da empresa que gere a Linha Saúde 24, Luís Pedroso Lima, que tem já um pedido de marcação de reunião com a Direção-Geral da Saúde (DGS) para a próxima semana.

Nessa reunião será apresentado um projeto para a criação da linha de cessação tabágica, que segue as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), com base em estudos comparativos a nível internacional sobre este tipo de serviço, explicou.

Para já é certo que a direção técnica da linha ficará a cargo da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), na sequência de uma proposta que foi feita ao seu presidente pela empresa que gere a Saúde 24 e que já foi aceite.

A linha não se limitará a dar conselhos, uma vez que está demonstrado que esse tipo de serviço tem pouca adesão, disse.

Assim, além de aconselhar os utentes, a linha de cessação tabágica, será «proactiva», ou seja, «além de receber chamadas, vai também fazer chamadas para reforçar a intenção de deixar de fumar», explicou o responsável.

Em cima da mesa está ainda a criação de uma via verde que dá prioridade a quem liga para a linha no acesso à consulta e a comparticipação de alguns medicamentos para ajudar a deixar de fumar.

«O primeiro contacto servirá para aferir o nível de dependência e a motivação da pessoa para deixar de fumar. Os pouco motivados serão logo aconselhados a fazer uma consulta de cessação tabágica com um médico», disse Luís Pedroso Lima.

Os motivados serão acompanhados telefonicamente, com chamadas periódicas em dias definidos até ao dia estabelecido para «deitar fora o maço de cigarros e deixar de fumar».

«Depois do dia D [em que deixam de fumar], o utente continuará a receber chamadas de controlo e incentivo, que se vão tornando cada vez mais espaçadas», em função do sucesso do programa.

Da proposta a ser apresentada à DGS, consta a gratuitidade da linha e a criação de uma «via verde de cessação tabágica, para que quem liga para a linha tenha prioridade no acesso à consulta», acrescentou, especificando que isto vale para os que estão motivados a deixar de fumar.

Luís Pedroso Lima afirma que algumas pessoas conseguirão deixar de fumar apenas com a força de vontade, mas reconhece a grande maioria necessita de apoio terapêutico, sobretudo substâncias nicotínicas (pensos e pastilhas), mas também medicamentos sujeitos a prescrição médica.

A comparticipação é uma possibilidade em cima da mesa, uma vez que a proposta é a de que «semanalmente a instituição que gere a linha forneça pensos e pastilhas», mas apenas enquanto a pessoa se mantiver no programa.

A outra possibilidade é a de a empresa emitir um voucher para ser usado na farmácia.

O responsável destacou o empenho da SPP que tomou a iniciativa de recomendar aos médicos que aconselhem todos os doentes pulmonares crónicos fumadores a aderir à linha.

De acordo com Luís Pedroso Lima, a linha de cessação tabágica não traz nenhum acréscimo de custos ao Estado, porque está dentro do contrato anual da Linha Saúde 24.

Artigo: TVI24

OMS iguala cigarro eletrônico ao comum


A entidade prefere esperar por novos estudos antes de liberar o produto e insiste que o ele precisa ser regulado pelos governos nacionais

A Organização Mundial da Saúde (OMS)recomenda que os cigarros eletrônicos sejam tratados como normais, pelo menos no que se refere à proibição do fumo em locais fechados, limites à publicidade e venda para menores. Cautelosa, a entidade prefere esperar por novos estudos antes de liberar o produto e insiste que o cigarro eletrônico precisa ser regulado pelos governos nacionais. 

Hoje, 466 marcas disputam um mercado avaliado em US$ 3 bilhões. O interesse é tão grande que mesmo algumas das maiores empresas do setor também lançaram produtos. Só na Europa, 7 milhões de pessoas seriam usuárias. Mas, em grande parte do mundo, a venda não está regulamentada, uma realidade que a OMS exige que seja modificada. 

O que pesou na decisão da organização foi o fato de que, apesar de eletrônico, o consumo de nicotina continua a existir, ainda que a taxas variadas, além de outros ingredientes. Esses compostos podem levar a tumores e, segundo a própria OMS, o que sai dos cigarros eletrônicos "não é apenas vapor". O contato da nicotina nos lábios e pele também é considerado como um risco à saúde. 

Provas

A entidade questiona o suposto impacto que o produto tem para ajudar a deixar de fumar, um argumento usado pelos vendedores e empresas do setor. Para a OMS, as provas são "limitadas" e não se pode tirar qualquer tipo de conclusão. 

O que mais preocupa a entidade é que, sem regulamentações, o cigarro eletrônico possa ser na verdade um convite ao fumo, principalmente uma inserção ao cigarro para os adolescentes. Por isso, a OMS pede que se proíba esse produto em locais onde não se pode fumar e a publicidade também cumpra as mesmas normas dos cigarros convencionais. Isso pelo menos até que os fabricantes "mostrem provas científicas".

No início do ano, o Parlamento Europeu aprovou uma lei sobre o cigarro eletrônico e deu duas opções aos vendedores. Se quiserem tratar o produto como uma ajuda a deixar de fumar, precisam inscrevê-lo como um produto médico, o que exige passar por dezenas de testes. A segunda opção foi de registrar o produto como um cigarro, o que foi a escolha do setor.

Governo prepara regulamentação para os cigarros electrónicos

Organização Mundial de Saúde defende proibição de venda a menores e do uso em espaços públicos fechados. 

O Governo já está a preparar uma regulamentação para os cigarros electrónicos, cujo uso crescente preocupa as autoridades de saúde nacionais e internacionais. As regras deverão cumprir o que está fixado numa nova directiva comunitária sobre o tabaco aprovada em Abril passado. “Está a ser preparada a regulamentação. A directiva do tabaco vai ser transposta e irá contemplar aspectos sobre o cigarro electrónico”, disse ao PÚBLICO o director-geral de Saúde, Francisco George.

A directiva não inclui a proibição de venda dos chamados e-cigarros a menores e o seu uso em locais públicos fechados, como agora defende a Organização Mundial de Saúde, num relatório que será avaliado na próxima conferência da Convenção Quadro para o Controlo do Tabaco, em Outubro.

Teoricamente, a lei nacional poderá ir além das normas europeias. Mas se permanecer fiel apenas ao conteúdo obrigatório da directiva, terá como medida mais forte a proibição de qualquer tipo de publicidade ao cigarro electrónico. A OMS não vai tão longe e sugere apenas alguns “nãos”: não fazer do produto algo apetecível, especialmente para menores e não-fumadores, não conter menções de benefícios para a saúde, não relacionar o e-cigarro com jogos, álcool ou drogas ilícitas, não conter nada que de certa forma o associe ao tabaco – seja pela sua forma, cor, símbolos ou marcas.

Os cigarros electrónicos estão a ter uma grande expansão. Há 466 marcas a serem comercializadas no mundo, segundo a OMS. Muitos defendem que se trata de uma alternativa benéfica para os fumadores, reduzindo a sua exposição aos produtos que resultam da combustão do tabaco. Os e-cigarros vaporizam a nicotina. Em Maio passado, 53 especialistas em saúde pública assinaram uma carta apelando à OMS para que “liberte o potencial” dos cigarros electrónicos, que poderão salvar “centenas de milhões de vidas”.

Mas a OMS está preocupada. O relatório que submeterá aos 179 países que subscreveram a Convenção Quadro para o Controlo do Tabaco refere que o aerossol produzido pelo cigarro electrónico, e que o utilizador inala, “não é apenas ‘vapor de água’ como é muitas vezes referido na publicidade a estes produtos”. Há a nicotina – nos modelos que a integram – e outros produtos possivelmente tóxicos, incluindo os aromatizantes, cujos efeitos a longo prazo não são bem conhecidos.

Sem uma regulamentação adequada, diz a OMS, os cigarros electrónicos podem também ter um efeito perverso: o de estimular o uso do tabaco em não-fumadores, especialmente jovens, atraídos inicialmente pelo e-cigarro.

Outra preocupação é a de que os aparelhos, embora minimizem a exposição aos produtos do tabaco nos fumadores, não lhe resolvem o vício. “A dependência não é apenas física, mas também psicológica”, afirma Miguel Narigão, do Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo. “Se se mantém o ritual de fumar, dificilmente se consegue combater a dependência”, completa.

Um em cada cinco portugueses é fumador, segundo dados da Direcção-Geral de Saúde. O tabaco mata cerca de 10 mil pessoas por ano no país e custa cerca de 500 milhões de euros ao sector da saúde.

A directiva europeia sobre o cigarro electrónico obriga à fixação de um teor máximo de nicotina e à notificação, pelos fabricantes ou importadores, de todo novo produto introduzido no mercado. Os e-cigarros terão de vir acompanhados de um folheto informativo, com a sua composição, contra-indicações e informações sobre a sua toxicidade, tal como a bula dos medicamentos. Deverá haver também alertas sobre os riscos da nicotina e para o facto do produto não ser recomendável a jovens ou não-fumadores.

As normas europeias deverão estar em vigor em todos os países-membros até Maio de 2016.

A nível mundial, apenas 13 países proíbem a venda dos cigarros electrónicos, segundo um inquérito feito pela OMS. Dos 194 países avaliados, os e-cigarros com nicotina estão regulamentados em 59, representando 49% da população mundial. Os e-cigarros sem nicotina estão sujeitos a normas em 53 países (44% da população). Já há 30 países (35% da população) que proíbem o uso dos aparelhos em espaços públicos fechados.

Homem morre após explosão de cigarro eletrónico

A vítima de 62 anos tinha o cigarro eletrónico a carregar no quarto, onde se encontrava também o equipamento de oxigénio que levou ao incêndio na casa. 

A polícia do condado de Merseyside, no noroeste de Inglaterra, encontrou a vítima mortal na sala de estar da moradia da Penkett Road, em Wallasey. O porta-voz dos bombeiros afirma que o fogo começou no quarto, segundo informação da BBC News. "A subsequente investigação identificou que o cigarro eletrónico, que estava a carregar no quarto, explodiu, pegou fogo e inflamou o tubo de oxigénio de um concentrador, que devia estar a ser usado pelo morador", diz.

"Nós avisamos as pessoas para usarem o equipamento elétrico de acordo com o guia de instruções, para terem certeza que não esquecem itens a carregar durante a noite (...) e para não misturarem partes de diferentes cigarros eletrónicos", alerta Myles Platt, gestor de zona dos bombeiros de Merseyside.

O fogo levou a campanhas de sensibilização junto da população de Wallasey; desde janeiro, foram identificados nove casos de incêndio provocados precisamente por cigarros eletrónicos. Este dispositivo, inventado em 2003, por Hon Lik - um farmacêutico chinês - ganhou popularidade nos últimos dois anos.

OMS quer cigarros eletrónicos proibidos a menores

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou hoje proibir a venda de cigarros eletrónicos a menores de idade, por considerar que o consumo acarreta "ameaças graves" para os adolescentes e fetos.
Os peritos aconselharam também proibir-se o consumo de cigarros eletrónicos em espaços públicos fechados, indicou um documentos publicado pela OMS.
"As provas existentes mostram" que os cigarros eletrónicos "não são simples 'vapor de água'", como argumentam frequentemente os fabricantes e o seu consumo em espaços públicos fechados deve ser proibido "a menos que seja provado que esse vapor exalado não é perigoso para quem está mais próximo", afirmou.
De acordo com a OMS, existem provas suficientes para fazer uma advertência para "crianças, adolescentes, grávidas e mulheres em idade fértil" relativa às consequências a longo prazo que pode ter o consumo do cigarro eletrónico no "desenvolvimento do cérebro".
Estas recomendações foram publicadas pela organização no âmbito da sexta sessão da conferência das partes signitárias da Convenção-Quadro da OMS sobre o Controlo do Tabaco, que vai decorrer de 13 a 18 de outubro, em Moscovo.

Proibição de cigarro eletrónico é "importantíssima"

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) considera "importantíssima" a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a proibição da venda de cigarros eletrónicos a menores, num momento em que Portugal tem ainda esta matéria por legislar.
electronic cigar
Cigarro eletronico

"O cigarro eletrónico foi algo que surgiu num vazio de legislação", disse à agência Lusa Ana Figueiredo, coordenadora da Comissão de Tabagismo da SPP.
A OMS recomendou hoje a proibição da venda de cigarros eletrónicos a menores de idade, por considerar que o consumo acarreta "graves ameaças" para adolescentes e fetos.
Ana Figueiredo sustentou que os cigarros eletrónicos contêm nicotina, podendo por isso provocar dependência e o início do consumo de tabaco.
"Tem todo o sentido que seja proibida a venda a menores", defendeu a especialista, manifestando esperança que depois do período de férias seja retomada a discussão para criar legislação em Portugal.
"É um pouco assustador, mas é possível", comentou quando questionada sobre a venda de produtos não legislados.
"Neste momento, o problema dos cigarros eletrónicos é que não sabemos ainda os efeitos que têm ao nível da saúde. De qualquer forma, é uma substância que está a ser inalada e não é suposto inalarmos substâncias, sejam elas quais forem, ainda mais em criança", disse.
Os peritos aconselham também que seja proibida a utilização destes cigarros em espaços públicos fechados, de acordo com um documento hoje publicado pela OMS.
A OMS alega que as provas existentes mostram que os cigarros eletrónicos "não são apenas vapor de água", como argumentam frequentemente os fabricantes.
A especialista contactada pela Lusa afirmou que é preciso haver estudos, que só agora começam a surgir, embora se saiba já que estes cigarros não contêm apenas vapor de água.
"O grande problema hoje em dia é que não se sabe exatamente como deve classificado o cigarro eletrónico, se como algo recreativo, se como uma terapêutica para substituição só para ser utilizada pelos fumadores ou se deve ser considerado um derivado do tabaco e seguir toda a legislação de venda e publicidade dos cigarros", acrescentou.
Em junho, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, remeteu para depois do outono a nova legislação sobre tabaco, indicando então que Portugal aguardava por novidades legislativas a nível europeu.

Artigo: Lusa, publicado por Marina Almeida

Portugal em tribunal devido a imposto sobre tabaco

A Comissão Europeia decidiu hoje apresentar queixa perante o Tribunal de Justiça da União Europeia por Portugal não ter alterado as regras relativas ao imposto especial sobre o consumo ligadas à comercialização de cigarros.
O executivo comunitário explica que é estabelecido, em Portugal, um prazo-limite para a venda de cigarros, associado ao selo fiscal aposto na embalagem, o que tem levado as autoridades a obrigar regularmente à retirada do mercado de produtos de tabaco, em virtude de rever com frequência o imposto sobre os mesmos, impondo novos selos fiscais.
Tal contraria a legislação da União Europeia, que não prevê a limitação da distribuição dos produtos de tabaco por motivos fiscais.
A Comissão precisa que, de acordo com a legislação nacional, os cigarros apenas podem ser vendidos até ao fim do terceiro mês após o final do ano em que foram introduzidos para consumo, mas, de acordo com a legislação comunitária, a taxa de imposto especial sobre o consumo de produtos de tabaco a aplicar é a taxa vigente no dia em que esses produtos são introduzidos para consumo.
A lei comunitária, prossegue Bruxelas, não prevê disposições que permitam aos Estados-membros acrescentar direitos suplementares a esta taxa, nem limitar a distribuição dos produtos de tabaco por motivos fiscais.
"Ao aplicar a proibição de venda e comercialização, Portugal, aparentemente, assume que todos os cigarros que ostentem as antigas marcas fiscais e que não tenham sido vendidos no final do período de transição foram colocados no mercado em quantidade excessiva. Essa presunção é inadmissível de acordo com a jurisprudência do Tribunal de Justiça. A proibição de venda e comercialização portuguesa é claramente desproporcionada relativamente a qualquer objectivo de prevenção da fraude", sustenta Bruxelas.
O executivo comunitário aponta também que esta presunção é igualmente contrária ao disposto na legislação da UE, segundo a qual os Estados-membros devem assegurar que as marcas fiscais não criem obstáculos à livre circulação de produtos sujeitos a impostos especiais de consumo.
"O não cumprimento destas regras por Portugal dá origem a situações em que os operadores não estão autorizados a vender cigarros, que foram tributados e que cumprem todas as condições para a livre circulação no mercado único", conclui a Comissão, que justifica a queixa perante o Tribunal devido ao facto de Portugal não ter ajustado a sua legislação mesmo depois de dois pareceres fundamentados enviados por Bruxelas a Lisboa, em Junho de 2012 e em maio de 2013.
Lusa/SOL

Venda de tabaco proibida a pessoas nascidas depois do ano 2000 ?

Os médicos britânicos querem proibir a venda de tabaco a pessoas nascidas depois do ano 2000, lê-se no site do Guardian. Esta classe profissional afirma que pretende proteger a próxima geração de crianças dos efeitos nocivos desta substância.
Se nasceu depois do ano 2000 pode ser proibida de comprar tabaco
Se nasceu depois do ano 2000 pode
ser proibido(a) de comprar tabaco

Se a moção for aprovada na próxima reunião da British Medical Association, que se realiza na terça-feira, os médicos irão pressionar o Governo britânico a implementar esta política. Recorde-se que esta organização conseguiu ‘convencer’ o Executivo a aprovar a lei que proíbe fumar em espaços públicos e dentro de carros onde viagem crianças, votadas em 2002 e 2011.

“A geração do século XXI não tem que assistir às milhares de mortes que a geração do século XX assistiu”, explica Tim Crocker-Buque, especialista em saúde pública.
Em 2012, 23% dos adolescentes britânicos entre os 11 e os 15 anos já tinham fumado pelo menos uma vez. A percentagem tem vindo a descer: Em 1996, esta taxa era de 46%.

OMS: Subida de 50% do imposto sobre o tabaco evitaria 11 milhões de mortes

26 dos 53 países europeus já cobram 75% de imposto sobre o preço da tabaco, uma tendência que a Organização Mundial de Saúde quer estender à totalidade dos países na Europa.
pacote de tabaco
OMS: Subida de 50% do imposto sobre o tabaco evitaria 11 milhões de mortes
Encarecer o tabaco através da subida de impostos é a medida mais eficaz para combater o tabagismo, assegura a Organização Mundial de Saúde (OMS). Se o imposto sobre o tabaco subisse 50% em todos os países, 49 milhões de pessoas deixariam de fumar e seriam evitadas 11 milhões de mortes, segundo os cálculos da OMS, noticia o "Europapress", esta quarta-feira, 28 de Maio.

A propósito do Dia Mundial sem Tabaco que se celebra a 31 de Maio, o organismo das Nações Unidas dedicado à saúde sublinha a importância de subir a taxa aplicada a estes produtos de maneira a que represente 75% do preço final de venda. Cerca de metade dos países da Europa (26 dos 53) já conseguiram atingir esta percentagem.

"Os impostos não são populares, mas são o nosso maior aliado para salvar vidas através do controlo do tabaco. Em 26 países os impostos representam três quartos do preço final de venda e o nosso objectivo é que os restantes 27 sigam o exemplo", defendeu a directora da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, em comunicado citado pela "Europapress".

As consequências positivas seriam imediatas, explica o organismo, uma vez que com um aumento de apenas 10% já se conseguiu reduzir em 4% os fumadores em países com capacidade de compra elevada e até 5% nos países mais pobres.

Este aumento de preços via impostos pretende afectar as pessoas com menos recursos, principalmente os jovens, entre os quais o consumo poderia cair até 3 vezes mais rápido do que entre a população adulta. Um estudo realizado em 2010 revelou que subir o preço em 10% faria com que as vendas de tabaco a adolescentes caíssem até 18%.

Esta redução de consumo traria ainda benefícios para os governos que poderiam aumentar as receitas, ainda que temporariamente, e o combate a algumas doenças derivadas do tabagismo como o cancro ou doenças cardiovasculares, seria mais eficaz.

Quanto aos benefícios para a saúde, a OMS recorda que basta um ano depois de deixar de fumar para o risco de doenças coronárias diminuir para metade, enquanto o risco de sofrer um AVC diminui entre 5 a 15 anos para probabilidades semelhantes às de quem nunca fumou.

A OMS dá como exemplo a Turquia que aumentou os impostos sobre o tabaco em 84,2% desde 2008 e como consequência reduziu 13% o consumo de tabaco. Em França os impostos também aumentaram entre 1990 e 2005, o que se traduziu numa redução de 50% das vendas. 

Dicas para o ajudar a parar de fumar

Parar de fumar pode ser difícil, mas não impossível. Veja as reportagens abaixo e perceba como a força de vontade aliada a algumas técnicas ajudam a largar o vício do cigarro.



Cigarro: o que fazer para controlar a vontade de fumar?

Experiência chocante: Veja os seus pulmões após apenas 60 cigarros

Você já deve ter ouvido falar que fumar durante toda a vida provoca quase de certeza o cancro (câncer) de pulmão, entre outros cancros ou doenças graves, certo?!
Todos sabem também que os pulmões de um fumador a longo prazo ficam negros entupidos de nicotina! Mas o que você ainda não sabia é que não são precisos muitos anos nem muitos cigarros para isso acontecer.
O hospital 
Yan Chai Hospital Tung Chi Ying Memorial School de Hong Kong decidiu fazer essa experiência para provar que os problemas começam bem mais cedo do que se pensava. Para isso usou dois pulmões de porco, muito semelhantes aos humanos, e absolutamente saudáveis e através de uma bomba sugadora, simulou o fumo de 60 cigarros.
O resultado surpreendentemente chocante foi o que pode ver no vídeo..

Empresas defendem restrições ao cigarro eletrónico

A Associação Portuguesa de Empresas de Cigarros Eletrónicos (APECE), constituída formalmente a 24 de abril deste ano, defende a aprovação de legislação que proíba a venda e restrinja publicidade dirigida a menores de 18 anos. 
Cigarro eletrónico
Cigarro eletrónico
"O cigarro eletrónico possui nicotina, por conseguinte é uma alternativa a quem já fuma. Em nenhuma circunstância deve ser considerado para a iniciação de consumo", assegurou Tiago Machado, presidente da APECE. Como tal, "o consumo ao produto deve ser restringido aos menores de 18 anos, pois de forma alguma queremos que os nossos jovens comecem a fumar".

Para a APECE, a diretiva europeia que determina a proibição do consumo de cigarros eletrónicos em locais públicos (que deve ser adotada até 2016) "só pode ser vista como positiva, pois uma legislação adequada para o produto e empresas é essencial para que o principal beneficiado seja o consumidor".

O tabaco mata mesmo

TRAGÉDIA NA FAMÍLIA REAL

Irmão de Camilla morre após queda ao fumar cigarro

Mark Shand, irmão da mulher do príncipe Carlos, morreu hoje, depois de passar a noite em estado crítico por ter batido com a cabeça no chão quando, ontem, foi à rua fumar um cigarro e caiu.
O irmão de Camilla Parker Bowles, 62 anos, estava num evento de solidariedade num clube de Nova Iorque ontem à noite quando se deu a queda. Mark Shand terá ido à rua fumar um cigarro e uma queda, em que bateu com a cabeça no chão, deixou-o em estado crítico.

Três fabricas de tabaco na União Europeia vão encerrar

O Parlamento Europeu aprovou em Fevereiro uma directiva para desincentivar o consumo de tabaco, que inclui regras sobre a apresentação dos maços de cigarros.

Em apenas um mês, foram anunciados planos para o encerramento de três fábricas de tabaco na Europa, onde o mercado para este produto tem vindo a encolher, devido às mudanças no estilo de vida e ao aumento de impostos sobre o tabaco.

A britânica Imperial Tobacco, entre cujas marcas estão a Davidoff e a Gauloises, vai fechar a última fábrica no Reino Unido e também a única que tem em França, numa operação de corte de custos que significará uma redução de cerca de 900 postos de trabalho. A produção será transferida para fábricas já existentes na Alemanha (o maior mercado de cigarros da UE) e na Polónia.

Por seu lado, no início do mês, uma outra multinacional tabaqueira, a americana Philip Morris International, dona da marca Marlboro, decidiu arrancar com o processo para o fecho de uma fábrica na Holanda, logo dois dias depois de ter comunicado o encerramento de uma unidade na Austrália. Em Janeiro, tinha anunciado o investimento de 500 milhões para a construção de uma fábrica em Itália.

No anúncio, a Philip Morris admitiu que a quebra no mercado “é parcialmente devida a factores sociais e económicos”, mas culpou também as políticas fiscais e regulatórias “excessivas” da União Europeia, que, argumentou, fomentam o comércio ilegal de cigarros. 

De acordo com um estudo da analista KMPG, encomendado pela própria Philip Morris e divulgado no ano passado, o consumo na União Europeia tinha caído 5,7% em 2012, para os 593 mil milhões de cigarros. Entre 2007 e 2012, a quebra esteve perto dos 18%. O consumo de tabaco vendido ilegalmente subiu 8% naqueles cinco anos.

A Tabaqueira, filial da Philip Morris em Portugal, não quis comentar eventuais impactos do encerramento da unidade na Holanda. A fábrica portuguesa, que produz e comercializa marcas como a Marlboro, SG e Português, produziu no ano passado o equivalente a 46 mil milhões de cigarros, com 86% da produção a ser exportada, segundo números dados ao PÚBLICO pela empresa. Em 2013, as vendas totalizaram 1361,5 milhões de euros e o resultado líquido foi de 40,5 milhões de euros. No ano anterior, as vendas tinham sido de 1338,9 milhões e o resultado líquido de 43,3 milhões.

Os fechos das fábricas da Imperial Tobacco e da Philip Morris surgem pouco depois de o Parlamento Europeu ter aprovado, a 26 de Fevereiro, uma directiva, criticada pela indústria, que visa desincentivar o consumo de tabaco, sobretudo entre os jovens. Entre as medidas está o fim dos cigarros com sabor – por exemplo, a mentol –, que terão de sair do mercado durante ao fim de um período transitório de quatro anos. As novas regras obrigam também a que os maços tenham no mínimo 20 cigarros e um formato plano, para garantir o tamanho e visibilidade dos anúncios sobre os prejuízos para a saúde. Os cigarros electrónicos também passarão a ter novas normas de fabrico e comercialização, incluindo limites à concentração de nicotina e a obrigatoriedade de terem sistemas que evitem riscos caso sejam manuseados por crianças.

De acordo com a Comissão Europeia, o fumo é responsável anualmente por 700 mil mortes evitáveis. A directiva deverá estar em vigor em Maio e os Estados-membros terão um período de dois anos para transpor as regras para as legislações nacionais. O objectivo é reduzir, ao longo de cinco anos, o consumo de tabaco em 2%, o que significaria menos 2,4 milhões de fumadores.

Miguel Manso, in Publico.pt

Portugal na zona vermelha em legislação e prevenção do tabaco

Portugal está na zona vermelha no que diz respeito à legislação e prevenção do tabaco
A avaliação foi feita por 400 técnicos de saúde, investigadores e responsáveis governamentais que, durante quatro dias, estiveram reunidos em Istambul, para debater, mais uma vez, o estado atual da epidemia do tabaco e da estratégia de luta contra a indústria tabágica.
Veja o vídeo sobre este artigo


Indústria do tabaco tenta combater os cigarros eletrónicos

Indústria do tabaco tenta recuperar mercado perdido para os cigarros eletrónicos

Cigarro Eletronico
Cigarro Electronico

Os gigantes internacionais da indústria do tabaco tentam recuperar as perdas infligidas no seu setor de marcado pelo aparecimento dos cigarros eletrónicos.
As tabaqueiras estão empenhadas no desenvolvimento de um aparelho que utiliza cápsulas de tabaco, que não é queimado mas, apenas aquecido.
As críticas ao novo produto não tardaram e vários setores da sociedade, incluindo médicos, dizem que o novo cigarro é tão prejudicial como os cigarros clássicos, ao contrário dos cigarros eletrónicos que utilizam misturas líquidas de nicotina e substâncias sintéticas.
O cigarro eletrónico é muito popular em alguns países, nomeadamente em França.
“A grande maioria deste produtos é fabricada na China e portanto é muito fácil criar uma empresa de cigarros eletrónicos”, disse um especialista.
Enquanto se aguardam os resultados desta ofensiva das tabaqueiras uma de várias instituições financeiras prevê que nos Estados Unidos, em menos de uma década, as receitas dos cigarros eletrónicos ultrapassarão as provenientes da venda de tabaco.
Fonte: euronews