Governo quer proibir fumar em qualquer local público fechado

Maços de cigarros devem ter imagens de choque e cigarros electrónicos serão regulamentados.

Governo quer proibir fumar em
qualquer local público fechado
As propostas de revisão à lei do tabaco e à lei do álcool estão na agenda do Conselho de Ministros desta quinta-feira. Se houver tempo, estas que são duas das mais importantes reformas de saúde pública em Portugal podem ser aprovadas e alteradas ainda durante a actual legislatura, como tinham prometido os responsáveis governamentais. A lei do tabaco (aprovada em 2007 e em vigor desde 2008) vai ser alterada através da transposição de uma directiva europeia e prevê, entre outras medidas, a colocação de imagens de choque nos maços de cigarros, mas a mudança mais polémica passa pelo alargamento da proibição de fumar a todos os espaços públicos fechados (com um período transitório para adaptação de quem investiu em áreas para fumadores).
Resta saber se este período de adaptação será de oito anos a partir da entrada em vigor da revisão da lei, como pretendem os governantes, ou se esse período deve ser contado a partir de 2007, como terão proposto os especialistas da Direcção-Geral da Saúde (DGS) que ajudaram a preparar o documento que vai ser apreciado em Conselho de Ministros. Caso este entendimento fosse aprovado, os espaços que actualmente têm áreas para fumadores seriam quase todos obrigados a passar a ser livres de fumo, porque o período transitório está a esgotar-se.
Os responsáveis de associações de restauração têm, aliás, vindo a pôr em causa a anunciada alteração da lei, alegando que a actual é suficiente e ainda que fizeram investimentos vultuosos na instalação de exaustores de fumo para poderem ter áreas para fumadores.
Desde que a lei anti-tabágica foi aprovada, em 2007, passou a ser proibido fumar em restaurantes, bares, discotecas e locais de trabalho com menos de 100 metros quadrados. A partir dessa dimensão, porém, abriu-se a possibilidade à criação de áreas para fumadores, desde que fossem instalados sistemas de exaustão de fumo.A revisão da lei foi sendo sucessivamente adiada, ao longo dos últimos anos.
A proposta da revisão da lei que agora vai a Conselho de Ministros - e que deve incluir a regulação do mercado de cigarros electrónicos e a eliminação de tabacos com sabores - vai ter que ser apreciada e aprovada pelos deputados na Assembleia da República.
O mesmo vai acontecer com a proposta de alteração da lei do álcool, já anunciada pelo PÚBLICO, e que prevê o alargamento da proibição do consumo de cerveja aos menores de 18 anos. Actualmente, basta ter 16 anos para poder adquirir cerveja e vinho, porque quando a lei foi mudada, há dois anos, houve um recuo de última hora e o texto final diferenciou a cerveja e o vinho das bebidas espirituosas.
O Governo atendeu, assim, às recomendações do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD). Determinante para esta decisão foi o facto de as conclusões do SICAD indicarem que as medidas de controlo não foram eficazes e não houve diminuição do consumo, como se pretendia.
Quanto ao tabaco, o Ministério da Saúde já tinha manifestado a intenção de ir além das restrições impostas na directiva europeia (que os Estados-membros têm que transpor até 2016), nomeadamente através da preparação de uma regulamentação para os cigarros electrónicos, cuja utilização crescente tem vindo a preocupar as autoridades de saúde. Sobre os cigarros electrónicos, o secretário de Estado adjunto da Saúde, Fernando Leal da Costa, defendeu, aliás, que devem ter um tratamento igual ao dos outros cigarros, acompanhando a posição da Organização Mundial da Saúde.
Outra ideia que o governante adiantou foi a de que, mais do que comparticipar os medicamentos para deixar de fumar, se pode ir por outro caminho, devolvendo ao não fumador comprovado (ao fim de um período específico de ausência de consumo) o valor que corresponderia ao apoio estatal no tratamento. Esta  hipótese foi avançada no dia em que foi lançada, pela Direcção-Geral da Saúde, uma campanha para sensibilizar os portugueses para os riscos do fumo ambiental do tabaco, o chamado fumo passivo.
Nessa altura, Leal da Costa frisava, porém, que ainda não tinha desistido de estudar a possibilidade de comparticipação dos medicamentos para a desabituação e até disse que estava a ser estudada a melhor forma de o fazer em conjunto com a DGS. No final de 2014, tinha admitido que a comparticipação destes fármacos seria da ordem dos 40%.
De resto, a ideia de proibir o tabaco no interior das viaturas com crianças, que chegou a ser aventada, terá sido posta de lado, por se considerar que, antes, há um trabalho de informação e sensibilização a fazer, de forma a chegar-se a um consenso nacional sobre os riscos de exposição num automóvel , alertando para as contradições que perduram. Um exemplo: é proibido vender tabaco a menores, mas um adulto pode expor esse menor ao fumo passivo num automóvel. Seja como for, o foco será sempre posto nos mais jovens porque que se sabe que a iniciação do vício é determinante.
No último relatório da DGS sobre tabagismo, frisava-se que o perfil do fumador em Portugal não se alterou nos últimos anos. Cerca de 90% dos fumadores iniciaram o consumo entre os 12 e os 20 anos e o primeiro cigarro foi fumado, em média, aos 16 anos. Em 2012, a prevalência de fumadores era de 35,1% nos homens e 18% nas mulheres. A prevalência do tabagismo é mais elevada na faixa etária dos 40 anos (cerca de 40%) e os registos mostram que as mulheres cada vez fumam mais e começam a morrer de cancro de pulmão e a ter enfartes como os homens.
Apesar de o tabaco matar por ano cerca de 11 mil pessoas (das quais quase mil por exposição ao fumo), a maior parte dos fumadores declara ter pouca vontade de largar o vício e as consultas de cessação tabágica têm vindo a diminuir, segundo os últimos dados oficiais. 
Entretanto, o cerco aos fumadores tem vindo a apertar-se em vários países. Em 2011, os vereadores de Nova Iorque, nos Estados Unidos, aprovaram uma lei que alargou a proibição de fumar em espaços fechados aos  parques e praias da metrópole. Também nesse ano, Espanha, que tinha uma das leis menos restritivas, decidiu alargar as interdições, proibindo o tabaco não só nos espaços fechados mas também em parques infantis, hospitais e acessos a escolas. A Finlândia quer ir bem mais longe, propondo tornar-se um país livre de tabaco até 2040. Na Finlândia, os administradores dos prédios podem proibir o fumo perto de parques infantis e nas varandas das casas.

(Publico 2015-04-16)

Nicotina líquida para cigarros eletrónicos é um perigo


Caso seja ingerida ou absorvida através da pele, mesmo que em pequenas quantidades, pode causar vómitos, convulsões e até ser fatal. Nos casos das crianças, basta uma colher de chá para matar


As autoridades norte-americanas estão preocupadas com o perigo que representa a nicotina líquida vendida para os cada vez mais populares cigarros electrónicos.

Extraída do tabaco e depois misturada com um cocktail de aromas, corantes e produtos químicos diversos, a nicotina líquida funciona como um poderoso estimulante que, com facilidade, pode ser comprada em frasco, ou até mesmo em barril, conforme escreve o New York Times, num artigo sobre o tema.

Caso seja ingerida ou absorvida através da pele, mesmo que em pequenas quantidades, pode causar vómitos, convulsões e até ser fatal. 

A nicotina líquida não é ainda regulada pelas autoridades federais americanas, sendo misturada de forma ilegal nas lojas, e vendidos presencialmente ou online, para a recarga regular dos cigarros electrónicos.

Os especialistas ouvidos pelo New York Times alertam que este e-líquido representa um risco significativo para a saúde pública, especialmente para as crianças, que podem ser atraídas pelas cores brilhantes e os aromas perfumados que detém. 

Os perigos eminentes a este novo tipo de nicotina já deram, aliás as primeiras provas: Os casos menos graves têm levado a um aumento das chamadas para os centros de controlo de envenenamento nos EUA. O número de casos ligados ao e-líquido subiu para 1.351 em 2013, um aumento de 300% desde de 2012.

Direito a fumar em casa pode estar em risco

Se o regulamento for aprovado, os inquilinos deverão ser informados, antes da assinatura do contrato, se têm direito a fumar no interior do apartamento, nas varandas ou nos terraços


O direito a fumar em casa pode vir a ser regulamentado em Nova Iorque, cidade que perdeu, numa década, quase meio milhão de fumadores, fruto das políticas anti-tabágicas do presidente do município, ex-fumador, noticiou a agência AFP.
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Direito a fumar em casa pode estar em risco

Caso o projecto de regulamento de Michael Bloomberg seja aprovado, os inquilinos deverão ser informados, por escrito, antes da assinatura do contrato de arrendamento, se têm direito a fumar no interior do apartamento, nas varandas ou nos terraços.

Para o autarca, antigo fumador que tem desenvolvido desde 2002 uma campanha anti-tabágica sem precedentes, as novas regras permitiriam aos nova-iorquinos “escolherem viver num ambiente sem tabaco”.

Desde 2002 que cerca de meio milhão de habitantes de Nova Iorque deixaram de fumar, dos quais cem mil entre 2009 e 2010, sendo que apenas 10 por cento da população fuma em casa. Na cidade que não dorme, o imposto sobre o tabaco e o preço do maço de cigarros são os mais elevados, comparativamente com os de outras cidades norte-americanas.

Em Nova Iorque, já é proibido fumar em bares, restaurantes, praias e parques. Em Portugal, a interdição estende-se aos transportes e aos recintos públicos fechados, bem como aos locais de trabalho. Recentemente, o Governo anunciou que pretende alargar as restrições, nomeadamente ao interior de viaturas particulares que transportem crianças.

Vídeo usa um pulmão de verdade e mostra os efeitos do tabaco


Vídeo mostra como fica o estado de um pulmão depois de fumar 60 cigarros.

Todo o fumador sabe que o seu hábito não traz nenhum benefício à sua saúde.
Entretanto, muitos se sentem melhor ao se convencer que só fumam às vezes, para tirar o stress ou por outro motivo qualquer, os chamados fumadores sociais.

Vendo isso, o professor Ryan Au, do Yan Chai Hospital Tung Chi Ying Memorial School, em Hong Kong, fez um vídeo depois de ficar preocupado com o número de alunos do ensino superior, mesmo tão novos, e já com um hábito difícil de controlar. Ele publicou a sua filmagem no YouTube, como uma forma de mostrar os prejuízos que o cigarro pode trazer.

Ele mostra uma bomba de ar insuflando dois pares de pulmões de porcos, como se estivessem respirando. Ambos são totalmente saudáveis no início da experiência. No entanto, a um par é bombeado ar limpo, enquanto o outro recebe um ar poluído, que equivale a utilização de 60 cigarros.

No final da experiência, Au compara os dois conjuntos de pulmões.

O vídeo também mostra que, depois de apenas 60 cigarros, a traqueia já ficou totalmente escura, como se estivesse queimada.

É evidente a olho nu a diferença entre os dois órgãos: enquanto os pulmões que tiveram a ingestão de ar limpo ainda possuíam uma cor rosa saudável, enquanto os “fumantes” tiveram a cor alterada para um castanho-amarelado.

No filme, o Sr. Au também disseca as traqueias e revela que os pulmões não fumadores têm uma passagem livre com uma cor rosa pálido, enquanto os pulmões que fumaram possuíam uma traqueia um pouco congestionada e de coloração castanho escura.


Existem danos provocados pelo tabaco que são reversíveis

Os danos na camada exterior do cérebro causados pelo tabagismo podem ser reversíveis depois de a pessoa parar de fumar, segundo um estudo hoje publicado. No entanto, este processo pode levar anos.
Os exames de ressonância magnética de 50 escoceses septuagenários confirmaram uma ligação entre o fumo e uma aceleração no desgaste relacionado com a idade do córtex -- a camada externa da massa cinzenta, de acordo com os investigadores que publicaram o estudo.

Entretanto, os investigadores também referiram, pela primeira vez, o potencial de recuperação após a pessoa deixar de fumar.
O córtex de ex-fumadores no grupo "parece ter recuperado parcialmente para cada ano sem fumar", de acordo com a equipa multinacional autora do estudo, publicado no jornal Molecular Psychiatry, da revista Nature. 
Os investigadores advertiram que "embora a recuperação parcial pareça possível, pode ser um processo longo".
Outros estudos têm relacionado o fumo de cigarros com o declínio cognitivo e demência e alguns referem uma degeneração cerebral.
"As evidências sugerem que os fumadores têm, em média, um funcionamento cognitivo global um pouco mais pobre numa idade avançada, assim como têm menores médias em vários domínios cognitivos, como a flexibilidade cognitiva e memória".
No entanto, nunca havia sido demonstrado se os efeitos poderiam reversíveis.
Neste novo estudo, o grupo de investigadores utilizaram pessoas que participaram numa pesquisa que utilizou crianças escocesas em idade escolar, em 1947, quando as suas funções cognitivas foram testadas.
Os participantes sobreviventes foram submetidos a ressonância magnética (MRI), feita em 2007, e os resultados de 504 deles foram analisados.
Havia 36 fumadores, 223 ex-fumadores e 245 que nunca fumaram no grupo, tendo os participantes em média 73 anos, segundo o estudo.
Não houve diferenças significantes entre o QI (coeficiente de inteligência) na infância e na velhice, tendo sido o grupo dividido, quase igualmente, apenas entre homens e mulheres.
As análises das ressonâncias mostraram que os fumadores recorrentes "tinham um córtex mais fino do que os que nunca tinham fumado", referiu ainda o estudo.
O estudo referiu que aqueles que deixaram de fumar podem apresentar uma desaceleração, para um ritmo mais lento, do afinamento do córtex, passando a um afinamento normal característico em idades mais avançadas.
Lusa/SOL

Estudo confirma: Cigarro eletrónico faz mal à saúde

Estudo em ratos sugere que vapores do cigarro eletrónico fazem mal à saúde

Dados sugerem que os vapores dos cigarros eletrónicos diminuem as defesas contra as infeções respiratórias e contêm compostos químicos que podem danificar as células

Os vapores do cigarro eletrónico, que não está abrangido pela lei que proíbe o fumo em espaços públicos, diminuem as defesas do sistema respiratório contra as infeções por vírus ou bactérias e, além disso, produzem compostos químicos nocivos que podem causar danos celulares, tal como acontece com os cigarros tradicionais.

O veredicto é de um estudo publicado ontem na revista PLOS One por um grupo de cientistas que foi coordenado por Shyam Biswal da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos.

Estes resultados vêm juntar-se a outros anteriores que já apontavam no sentido de o cigarro eletrónico não ser um produto isento de riscos para a saúde e são, por isso, mais uma peça para o debate sobre a sua utilização em espaços públicos.

O cancro do pulmão está a tornar-se no maior assassino de mulheres

O cancro do pulmão está a ultrapassar o cancro da mama como a doença oncológica que mais mulheres mata em países desenvolvidos.

A conclusão é da Sociedade Americana do Cancro, que conduziu um estudo em colaboração com a Agência Internacional de Pesquisa do Cancro, e foi revelada esta quarta-feira, o dia mundial da luta contra a doença oncológica. A pesquisa reúne dados de 184 países.

Historicamente, o cancro do pulmão atingia sobretudo os homens, mas desde o final dos anos 80 que a doença é cada vez mais diagnosticada entre as mulheres. A explicação é simples: as mulheres aderiram mais tarde ao vício do tabaco, e ainda hoje continua a subir em vários países o número de jovens fumadoras, enquanto o número de rapazes que começa a fumar estabilizou ou desceu.

Perante o drama do cancro, que só em 2012 matou 8,2 milhões de pessoas em todo o mundo, os autores do estudo apelam a uma “resposta coordenada e intensificada” dos governos, dos cidadãos e do sector privado.

Fonte: Jornal Sol

Exercício físico elimina ansiedade ao deixar de fumar

A privação da nicotina é a principal causa do surgimento de episódios de ansiedade nos fumadores que pretendem deixar esta dependência. No entanto, existem alguns truques que podem ajudar a diminuir essa ansiedade como evitar bebidas com cafeína e álcool, beber água e praticar exercício físico diariamente, explica Luís Carreiro, coordenador da Unidade de Pneumologia do Hospital Lusíadas Lisboa.
Exercício físico elimina ansiedade ao deixar de fumar

E acrescenta: «O exercício físico tem um potencial ansiolítico importante ao diminuir os efeitos da privação da nicotina, além de diminuir os fatores de riscos associados ao tabaco e melhorar a saúde de forma geral.»

«Após abandonar o hábito de fumar deve manter-se a boca e as mãos ocupadas, uma vez que o tabaco formata novas atitudes nas pessoas, como o simples gesto de levar a mão à boca. Os melhores aliados costumam ser as pastilhas elásticas, rebuçados (ambos sem açúcar) e esferográficas ou chaves. Os fumadores devem ainda manter-se afastados de objetos relacionados com tabaco como isqueiros, fósforos ou cinzeiros», explica. Luís Carreiro diz ainda que «ter pensamentos positivos e relembrar todos os dias os benefícios e objetivos atingidos depois de deixar de fumar» são a «chave do sucesso». Para os casos mais complicados, em que existe grande dificuldade em controlar a ansiedade, o médico aconselha um acompanhamento psicoterapêutico em simultâneo. 

Segundo a OMS, fumar é a principal causa de morte passível de prevenção. Segundo a Direção Geral de Saúde, sete em cada 10 portugueses querem deixar de fumar e a recompensa está nos benefícios para a saúde. Quem deixa de fumar vive, em média, mais 10 anos do que um fumador que mantém o vício.

Fonte: Diario Digital

Cigarro Eletrónico - Um mundo de contradições

Desde que apareceu, o cigarro electrónico esteve sempre envolvido em polémica e contradições.
Inicialmente as questões prendiam-se essencialmente com a legalidade do seu uso em locais fechados onde está proibido fumar, mas rapidamente se multiplicaram os utilizadores e as vendas online deram lugar a lojas destes aparelhos um pouco por toda a parte o que demonstra a sua aceitação no mercado.
LOJA DE CIGARROS ELETRÓNICOS
Verificamos que tem vindo a ser divulgados artigos com opiniões fundamentadas em supostas investigações científicas, tanto a favor como contra o cigarro electrónico.
Os artigos que o enaltecem costumam ser alvo de acusações de serem pagos pelas próprias empresas fabricantes destes aparelhos, por outro lado os que alertam para os perigos que o seu uso envolve são imediatamente conotados com a industria tabaqueira tradicional.
Assim, os cidadãos acabam por não saber qual das versões é a verdadeira embora o mais provável é que a verdade esteja algures entre ambas, sendo o cigarro electrónico muito menos prejudicial que o tabaco convencional mas não deixando de representar também riscos para a saúde.
Cabe a cada um a decisão de escolher entre ambos, sendo que, sem sombra de dúvidas, a melhor opção é não fumar. 

ARTIGO FAVORÁVEL (31 DE JULHO DE 2014) AGENCIA REUTERS
Estudo revela que cigarro eletrónico é menos prejudicial do que o tabaco convencional

O cigarro eletrónico é menos prejudicial do  que o tabaco convencional, afirmaram hoje investigadores britânicos após  realizarem aquela que é considerada a maior revisão da literatura científica  sobre os efeitos deste produto.  

Resultados de um novo estudo sobre a matéria divulgado pela publicação  científica ScienceDaily refere que, apesar dos efeitos do uso dos cigarros  eletrónicos serem desconhecidos, esse são menos prejudiciais à saúde comparativamente  aos cigarros convencionais. 
No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem uma visão  conservadora sobre o cigarro eletrónico desaconselha "vivamente" a sua utilização,  e, em Portugal, também a Sociedade de Pneumologia (SPP) tem alertado que  não se conhecem os efeitos destes produtos na saúde. 
De acordo com a ScienceDaily, a revisão feita pelos investigadores da  Universidade de Queen Mary de Londres conclui que, apesar de lacunas no  conhecimento, as provas que atualmente existem não justificam que se regule  com mais rigor os cigarros eletrónicos mais do que os cigarros convencionais.
A revisão científica foi conduzida por uma equipa internacional que  há anos lidera pesquisas sobre os efeitos do tabaco. Citado pela ScienceDaily, o investigador da Universidade de Queen Mary  de Londres, Peter Hajek, considerou que "a evidência é clara: os cigarros  eletrónicos devem ser autorizados a competir contra os cigarros convencionais  no mercado".   
"Os profissionais de saúde devem advertir os fumadores que não estão  dispostos a abandonar o uso de nicotina a trocar o cigarro convencional  pelo eletrónico. Os fumadores que não conseguirem parar com o atual tratamento  podem beneficiar-se ao passar a usar os cigarros eletrónicos", acrescentou  Peter Hajek. 
Um estudo divulgado em junho estima que quase 30 milhões de europeus  experimentaram cigarros eletrónicos em 2012, sendo que a maioria, com idades  entre 15 e 24 anos, fumava tabaco tradicional regularmente e já tinha tentado  deixar o vício. 


ARTIGO CONTRA (22 DE JANEIRO DE 2015) AFP
CIGARRO ELETRÓNICO PODE SER CINCO A QUINZE VEZES MAIS CANCERÍGENO
O vapor com nicotina dos cigarros electrónicos pode produzir formaldeído, uma substância que o torna cinco a quinze vezes mais cancerígeno do que o cigarro comum, revela um novo estudo publicado esta quinta-feira.
"Constatamos que durante o processo de vaporização dos cigarros electrónicos  pode formar-se formaldeído ", destacam investigadores da Universidade de Portland, no estado norte-americano de Oregon, no estudo publicado no jornal médico New England Journal of Medicine.
Os cientistas utilizaram uma máquina para "inalar" o vapor dos cigarros eletrónicos de baixa e alta tensão para determinar como se forma o formaldeído - uma conhecida substância cancerígena - a partir do líquido que estes dispositivos  utilizam.

Durante a experiência, a equipa de investigação constatou que quando o cigarro electrónico aquece o líquido a alta tensão (5 volts) produz-se uma taxa de formaldeído mais elevada do que a do cigarro comum.
Desta maneira, o utilizador do cigarro eletrónico que inala diariamente o equivalente a três mililitros deste líquido vaporizado absorve cerca de 14 mg de formaldeído, contra as 3 mg para quem fuma um maço de cigarro comum.
A longo prazo, a inalação diária de 14 mg desta substância nociva pode aumentar entre cinco a quinze vezes o risco de cancro, destaca o estudo.

Conhece a doença do pulmão ligada ao tabagismo?

A DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) é uma doença dos pulmões intimamente ligada ao tabagismo, que diminui a capacidade para a respiração, comprometendo a qualidade de vida do paciente. Saiba mais sobre a patologia, sintomas e tratamentos disponíveis, assistindo ao vídeo com o Dr. José Jardim, professor de Pneumologia da EPM/Unifesp e coordenador do PrevFumo - Núcleo de Prevenção e Cessação de Tabagismo do Hospital São Paulo.

A ação faz parte do projeto “Pergunte ao Doutor” , parceria entre Catraca Livre aSPDM. Semanalmente, são publicados novos vídeos relacionados aos mais variados tipos de patologias. Os usuários podem acessar o site e tirar dúvidas diretamente com o médico. Ressaltamos que não são aceitas consultas, apenas esclarecimentos de dúvidas. Acesse. 

Como vencer o Tabagismo

O principal fator responsável pelas moléstias do sistema respiratório é o tabagismo. “Pessoas que fumam têm chance muito maior de desenvolver todas as doenças respiratórias. Quando diagnosticadas e não abandonam o fumo, o tratamento e tende a ser mais difícil, contribuindo para a progressão do problema”, informa o pneumologista Frederico Fernandes, Diretor de Assuntos Científicos da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT). Outros fatores são a presença de alérgenos no ambiente, poluição, queima de substâncias tóxicas, além da predisposição genética.

Nas vias aéreas superiores, que vão do nariz até a laringe onde ficam as cordas vocais, as principais doenças são a sinusite e a rinite. Os brônquios e pulmões são acometidos pela asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), que compreende a bronquite e enfisema pulmonar, , doenças infecciosas como a tuberculose e a pneumonia, outras infecções causadas por bactérias e que podem levar a morte se não tratada e o câncer de pulmão.

Como o tabaco age no sistema respiratório?

A fumaça que o cigarro deposita no pulmão contém mais de 4,7 mil substâncias tóxicas – muitas delas cancerígenas. Por isso, o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O tabaco pode agir nos brônquios, inflamando-os e destruindo a camada que os mantém abertos. Começam as queixas de falta de ar, tosse com catarro constante e intolerância a atividades físicas. Além disso, há radicais livres que “destroem as membranas das células do sistema respiratório e podem alterar o nosso DNA, levando ao desenvolvimento de câncer, sendo o principal o de pulmão”, explica Fernandes.

Por isso, para proteger-se é essencial não fumar e evitar o contato com fumantes. “As pessoas que não fumam, mas convivem com tabagista na casa ou no trabalho, têm uma chance 20% a 30% maior de desenvolver câncer de pulmão do que uma pessoa que não convive com fumante”, destaca o especialista.

Câncer de pulmão

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), é um dos tumores malignos mais comuns e sua incidência cresce 2% ao ano. Em 90% dos casos, está associado ao consumo de derivados do tabaco.

Dr. Frederico ressalta que é altamente fatal. “É muito difícil o paciente conseguir identificar a tempo de um tratamento resolutivo. Isso acontece porque o câncer apresenta pouquíssimos sintomas, por localizar-se no pulmão, área livre de nervos, e, logo, ser imperceptível o crescimento. Só se torna sintomático quando começa a prejudicar o funcionamento de algum brônquio, provocando tosse com sangue. Outro sinal é quando gera metástases, espalhando-se pelo organismo”, alerta o especialista.

Quando detectado precocemente, seu tratamento consiste em retirar o tumor por completo. Não existindo tal possibilidade, utiliza-se quimioterapia e radioterapia.

Proteja-se! 

Evitar a exposição à fumaça de combustíveis fósseis, de substâncias tóxicas e de biomassa é importante para proteger o sistema respiratório. No que diz respeito às infecções pulmonares, pessoas do grupo de risco – idosos e pacientes com histórico de doenças respiratórias – devem vacinar-se todos os anos contra a gripe e, pelo menos uma vez, contra a pneumonia.

“O sistema respiratório concede ar ao nosso corpo e faz com que nosso organismo funcione adequadamente. Sem isso, não é possível realizar as atividades do dia a dia sem sentir, pelo menos, um desconforto, como falta de ar. Para preservar a boa qualidade de vida, é fundamental preservar a saúde pulmonar e respiratória”, conclui o pneumologista Frederico Fernandes.

Autarquia de Castro Marim promove campanha anti tabágica

A Câmara Municipal de Castro Marim pôs na rua uma campanha anti tabágica, dirigida a toda a população, mas apelando particularmente aos mais jovens.

“Fumar fica-te a matar”, é o que se pode ler nos outdoors colocados recentemente junto à Escola Básica de Castro Marim. A par desta mensagem, a autarquia vai também levar palestras às escolas, alertando para os perigos do tabaco, que é hoje a principal causa de morte evitável.

Para a população em geral, será também realizada uma palestra na Biblioteca Municipal de Castro Marim com a médica pneumologista do Hospital de Faro, Dra. Fernanda Nascimento.

“A ideia destas ações é alertar, consciencializar e motivar o dependente da nicotina à sua desabituação. O combate ao tabagismo deve ser permanente e persistente, tanta ao nível da prevenção, como ao nível da desabituação”, refere o médico presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral, que se encontra disponível para ajudar aqueles que quiserem “livrar-se da nicotina”. 

Esta estratégia de combate ao tabagismo tem o apoio da Pulmonale, Associação Portuguesa de Luta contra o Cancro do Pulmão.

Estudo revela: No minho as crianças começam a fumar aos 11 anos

Os jovens do Minho começam a fumar aos 11 anos de idade, três anos mais cedo do que a média nacional (14 anos), segundo revela um estudo do Agrupamento de Centros de Saúde Cávado II – Gerês-Cabreira, que abrange Amares, Terras de Bouro, Vila Verde, Vieira do Minho e Póvoa de Lanhoso.
Estas crianças começam a fumar três anos mais cedo que a média nacional
Por isso, os profissionais de saúde da região irão continuar a trabalhar sempre em equipa e incidindo – em face destas conclusões – junto das crianças do primeiro ciclo do ensino básico.
No estudo científico, a que o SOL teve acesso, apurou-se que a idade média de consumo do primeiro cigarro é de 11 anos e a média de idades do consumo diário de jovens fumadores é mais ou menos de 13 anos, de acordo com o mesmo estudo. Mas a percentagem de jovens fumadores vai entretanto diminuindo, do 7º ano para o 12º ano, de 94,8% menos, de 86,9% menos e de 74,8% menos, nos sucessivos escalões etários.
“A experimentação do tabaco em idade tão precoce é um fenómeno social quando ainda não têm as crianças um aparelho cognitivo e capacidade para gerirem essas situações”, como disseram a médica Ivone Alves e a enfermeira Lurdes Gonçalves, que integram um grupo de trabalho no terreno desde 2013.
Entre os seis mil alunos dos onze agrupamentos escolares dos cinco concelhos, há uma prevalência de 13,1% para consumo de tabaco entre os jovens dos 13 aos 18 anos, ainda de acordo com o levantamento realizado. O estudo revelou igualmente que 33,2% dos jovens da nossa região passaram pela fase de experimentação e desses 40% mantiveram o consumo de tabaco.
Quanto aos adultos – os profissionais da educação – a percentagem é de 18%, situação “que nos preocupa muito, porque são modelos para os alunos, quer os professores, quer ainda os funcionários como os auxiliares e os administrativos”, como nos referiram as mesmas responsáveis. Por outro lado, 30,5% dos alunos têm familiares que consomem tabaco ao ar livre, uma outra situação “preocupante”, segundo as mesmas responsáveis.
Os principais motivos indicados pelos jovens para fumarem são “por ser nervoso/para libertar preocupações e problemas” (26,8%), seguido de “dar conforto e dar prazer” (18,8%) e 26,8% não responderam.
“Tinha que se mudar esta situação. O que estamos a fazer no terreno é achatar esta curva. Isto é, era preciso atacar por várias frentes este problema do tabagismo nos mais jovens, fazendo a prevenção primária, mas que terá os seus frutos mais tarde”, afirmou ao SOL a enfermeira Lurdes Gonçalves. Por essa razão o ACEs do Gerês-Cabreira abriu também uma consulta de cessação tabágica que contribuiu já para debelar tal situação.
O projecto dirige-se directamente aos alunos do terceiro ciclo e do ensino secundário, tratando-se de mais de seis mil alunos nos onze agrupamentos dos cinco concelhos. “Há uma situação que nos preocupa, que é o facto de os jovens conviverem na companhia de fumadores, havendo assim uma grande exposição ao consumo de tabaco e em ambientes fechados, o que é ainda mais gravoso”.
O projecto multidisciplinar, que vai no seu segundo ano, preconiza uma intervenção junto dos jovens para diminuir a exposição ao consumo de tabaco.
Intervir no primeiro ciclo
“Para o futuro queremos intervir também no primeiro ciclo do ensino básico (a antiga escola primária) para reforçar uma componente que já existe, a nível curricular, mas nós queremos envolver os seus encarregados de educação e também toda a comunidade”, salientaram Ivone Alves e Lurdes Gonçalves.
“Aquilo que está provado a nível internacional é que a probabilidade de diminuirmos o consumo de tabaco com estas acções é maior nestas idades e em todo o parque escolar destes cinco concelhos”, segundo as mesmas profissionais de saúde revelaram ao SOL.
“É entre o 7º e o 8º ano de escolaridade, com idades entre 12 e 14 anos, que os alunos costumam iniciar-se no consumo de tabaco, tentando fazer uma imunização nessa fase de descoberta e de construção, sendo preciso ‘vaciná-los’, neste caso dando-lhe uma espécie de ‘segunda dose’ dessa mesma ‘vacina’ para ficarem mais imunes”, explicou a enfermeira Lurdes Gonçalves.
“A ‘terceira dose’ é entre os ensinos de grau secundário e o universitário, quando a vida aperta um bocado com algum stress e eles vão buscar uma ‘bengala’, mas quem conseguiu dizer não até essa fase dificilmente começará depois a fumar, por isso o ano lectivo passado fizemos um investimento maior no terceiro ciclo do ensino básico do que no secundário”, destacou a médica Ivone Alves.

Notícia Jornal SOL

Cigarro eletrônico pode salvar vidas

O cigarro eletrônico é ao menos tão eficaz quanto o adesivo de nicotina para ajudar a pessoa a parar de fumar, segundo um estudo neozelandês sobre este controvertido paliativo.
Publicado pelo jornal médico The Lancet, o estudo dirigido por Chris Bullen, da Universidade de Auckland, sugere que o cigarro eletrônico é comparável ao adesivo de nicotina para ajudar os fumantes a largar o vício por ao menos seis meses.
Na realidade, este estudo realizado com 657 fumantes que queriam deixar de fumar mostra a eficácia um pouco maior do cigarro eletrônico, apesar da diferença ser considerado "estatisticamente não significativa".
O cigarro eletrônico pode salvar as vidas de milhões de fumantes, afirmaram os participantes de uma conferência sobre a rápida expansão deste dispositivo da qual participaram especialistas, políticos e empresários.
No entanto, outros participantes destacaram que, por enquanto, não há informações sobre os efeitos nocivos do dispositivo, particularmente a longo prazo.
O cigarro eletrônico tem perdido a aura de artigo sofisticado e está ganhando adeptos como uma forma relativamente eficaz de parar de fumar, com o apoio de um número crescente de estudos favoráveis. As vendas dobraram e estima-se que sete milhões de pessoas fumem cigarros eletrônicos.
Segundo Robert West, professor de saúde mental e diretor de estudos sobre o tabaco na Escola Universitária de Londres (UCL), os cigarros matam 5,4 milhões de pessoas por ano no mundo.
Segundo ele, o uso de cigarros eletrônicos pode salvar milhões de vidas, mas seria preciso saber "se é possível alcançar esse objetivo e como atingi-lo da melhor forma" possível.
Jacques Le Houezec, consultor em saúde pública e dependência do tabaco, afirmou aos presentes que os cigarros eletrônicos contêm algumas substâncias nocivas, mas seus níveis de toxicidade são de 9 a 450 vezes inferiores aos dos cigarros de tabaco.
Cigarro eletrônico seria tão eficaz quanto adesivo de nicotina
Já Deborah Arnott, diretora executiva do grupo de pressão antitabaco ASH, considerou que os cigarros eletrônicos podem permitir avanços no campo da saúde pública, mas advertiu que ainda não há informações suficientes acerca dos seus efeitos, reforçando que a indústria do tabaco está começando a controlar a fabricação de cigarros eletrônicos.
— Muitas das maiores companhias de cigarros eletrônicos já foram absorvidas. A ASH acredita que os cigarros eletrônicos têm um potencial significativo. São muito menos prejudiciais que o tabaco, No entanto, sem regulamentação, sua segurança e eficácia não estão garantidas.
Cigarro ainda é responsável por muitas mortes no Brasil
Além disso, segundo Arnott, "se chegam a ter agentes cancerígenos, não veremos seus efeitos imediatamente, mas 10, 15 ou 20 anos depois as pessoas vão morrer disso", acrescentou.
As autoridades sanitárias dos países ocidentais afirmam que ainda é prematuro para avaliar os impactos a médio e longo prazo de um fenômeno recente como o do cigarro eletrônico.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) sustenta que a segurança dos cigarros eletrônicos não foi verificada cientificamente.
Mas os relatórios científicos e médicos destacam cada vez mais que sua periculosidade é muito inferior à dos cigarros verdadeiros.
A OMS adverte que "também não foi provada cientificamente" a eficiência dos sistemas eletrônicos de administração de nicotina para parar de fumar.
Um estudo neozelandês publicado em setembro pela respeitada revista científica The Lancet sustentou que o novo dispositivo é "pelo menos igual em eficácia aos adesivos de nicotina" para ajudar um fumante a abandonar o vício.
A principal crítica ao cigarro eletrônico é que, embora possa ajudar a abandonar o tabaco, também pode incentivar o fumo em muitos jovens que nunca o fizeram, criando dependência em nicotina e, por fim, levando-os ao tabagismo.

Estudo: Cigarro eletrônico não oferece benefícios ao fumante

Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira concluiu que os cigarros eletrônicos não fazem com que as pessoas deixem de fumar ou passem a fumar menos.

Pesquisa observou que uso do dispositivo não ajuda a parar de fumar ou a reduzir o número de cigarros comuns consumidos
O estudo, feito na Universidade da Califórnia em São Francisco, nos Estados Unidos, se baseou nos dados de 949 fumantes, dos quais 88 faziam uso de cigarros eletrônicos quando a pesquisa começou.
Após acompanhar os participantes por um ano, a equipe observou que a taxa de pessoas que conseguiram parar de fumar foi semelhante independentemente do uso de cigarro eletrônico. Além disso, o dispositivo não alterou o padrão de consumo dos fumantes ao longo do ano — ou seja, não fez com que eles consumissem mais ou menos cigarros comuns. Esses resultados foram divulgados no periódico Jama Internal Medicine.

A proposta dos cigarros eletrônicos é possibilitar que uma pessoa obtenha nicotina sem se expor aos prejuízos da queima do fumo e sem perder a sensação prazerosa que o dependente sente ao fumar. Pesquisas sobre a eficácia dos cigarros eletrônicos têm resultados conflitantes — algumas apontam que eles ajudam um indivíduo a fumar menos, outras sugerem que a tecnologia não é benéfica à saúde. No Brasil, a venda e a importação — mas não o uso — de cigarros eletrônicos são proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"Nossos dados acrescentam evidências à ideia de que os cigarros eletrônicos podem não elevar as taxas de abandono do tabagismo. Leis devem proibir propagandas que sugerem que esses cigarros são tão eficazes quanto dispositivos que ajudam a parar de fumar, como adesivos de nicotina, até que isso tenha comprovação científica", dizem os autores da nova pesquisa.

Cigarros electrónicos são dez vezes mais cancerígenos !

O nível de formaldeído é dez vezes superior ao
detectado no fumo dos cigarros convencionais
Em Agosto, a OMS recomendou a proibição de venda de cigarros electrónicos a menores de idade

Os cigarros electrónicos contêm até dez vezes mais agentes cancerígenos do que o tabaco convencional, de acordo com uma investigação levada a cabo por uma equipa de cientistas japoneses, revelada hoje.

Uma equipa de investigadores, comissionada pelo Ministério da Saúde do Japão, descobriu cancerígenos, como formaldeído e acetaldeído, no vapor produzido por vários tipos de líquido existentes no cigarro electrónico, informou a televisão TBS.
O nível de formaldeído é dez vezes superior ao detectado no fumo dos cigarros convencionais, indicou a TBS.
A investigação da equipa do Instituto Nacional de Saúde Pública, liderada pela cientista Naoki Kunugita, foi entregue hoje ao Governo, segundo a estação televisiva.
À semelhança de um vasto universo de jurisdições, o Japão não tem regulamentação para os cigarros electrónicos, os quais podem ser comprados com facilidade através da Internet. Contudo, ao contrário de alguns países do Ocidente, não estão disponíveis para venda nas lojas.
Em Agosto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou a proibição de venda de cigarros electrónicos a menores de idade, por considerar que o consumo acarreta "ameaças graves" para os adolescentes e fetos.
Os peritos aconselharam também a interdição ao consumo de cigarros electrónicos em espaços públicos fechados, segundo um documento publicado pela OMS.
Um estudo realizado por investigadores britânicos, divulgado no final de Julho pela publicação científica ScienceDaily, aponta, por outro lado, o cigarro electrónico como sendo menos prejudicial do que o tabaco convencional.
De acordo com a ScienceDaily, a revisão feita pelos investigadores da Universidade de Queen Mary de Londres concluiu que, apesar dos efeitos do uso dos cigarros electrónicos serem desconhecidos, são menos prejudiciais comparativamente aos cigarros convencionais.
A revisão científica foi conduzida por uma equipa internacional que lidera há anos pesquisas sobre os efeitos do tabaco.
Lusa/SOL

Tabaco mata 30 por dia


A maioria dos fumadores tem pouca vontade de deixar de fumar. 
Tabaco mata 30 por dia
Tabaco mata 30 por dia


O tabaco mata por ano cerca de 11 mil pessoas em Portugal, ainda assim, a grande maioria dos fumadores tem pouca vontade de deixar de fumar e as consultas de cessação tabágica têm vindo a diminuir, segundo um relatório. "Portugal - Prevenção e Controlo do Tabagismo em números 2014" é o título do relatório da Direção-Geral da Saúde, que será apresentado esta terça-feira e que revela que mais de 10% do total de mortes anuais em Portugal (11 mil) se devem ao consumo de tabaco e que 845 óbitos se deveram à exposição ao fumo passivo, 96% dos quais devido a doenças cardiovasculares, segundo dados referentes a 2010. 
Apesar desta realidade, o estudo revela que a maioria dos fumadores não está motivada para deixar de fumar. Citando os resultados do III Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas na População, o relatório indica que cerca de 19% dos inquiridos fumadores responderam não ter interesse em parar de fumar, cerca de 65% responderam ter um interesse ligeiro ou moderado e 17% um forte interesse em parar de fumar. Apenas 2,5% dos inquiridos fumadores responderam que, com toda a certeza, iriam tentar parar de fumar nas próximas duas semanas, mais de metade respondeu negativamente a esta questão e cerca de 43% revelaram-se hesitantes. 
O teste de Richmond, que avalia a motivação para a cessação tabágica, também citado pelo relatório, revela por sua vez uma realidade ainda mais negativa: a grande maioria dos consumidores (85,5%) tem uma motivação baixa, 12,6% uma motivação moderada e apenas 1,8% uma motivação elevada para deixar de fumar. A perceção dos riscos do fumo também parece não ser clara para os inquiridos no III Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas, já que "apenas 66% da população dos 15 aos 64 anos considerou que fumar um ou mais maços de tabaco por dia tinha um elevado risco para a saúde, cerca de 4% considerou que tinha pouco ou nenhum risco". Hospitais e Centros de Saúde oferecem ajuda a deixar de fumar Para tratar a dependência tabágica, alguns hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e centros de saúde oferecem consultas para ajudar a deixar de fumar. No entanto, em 2014, apenas cerca de 70% dos Agrupamentos de Centros de Saúde ofereciam este tipo de consultas e o número de equipas para a realização destas consultas tem diminuído nos últimos anos, embora sem uma redução significativa do número anual de consultas efetuadas. 
O relatório destaca a "inexistência de um sistema de informação adequado a esta área de intervenção", o que "limita a possibilidade de dispor de dados nacionais sobre o trabalho realizado nestas consultas, em particular, no que se refere às intervenções breves". 
Nos últimos quatro anos (entre 2009 e 2013), em Portugal continental, o número total de consultas de cessação tabágica diminuiu de 25.765 para 21.577, o número de utentes atendidos nas consultas de apoio intensivo à cessação tabágicas baixou de 7.748 para 5.377, enquanto o número de locais de consultas para esse fim caíram de 223 para 116. 
O relatório aponta ainda dados do Inquérito Nacional sobre Asma, que indicam que a exposição ao fumo ambiental do tabaco em casa foi reportada por 26,6% dos inquiridos, 39% dos quais eram crianças e jovens com menos de 25 anos.

Dispositivo detecta fumo passivo e avisa

Investigadores norte-americanos criaram um dispositivo que deteta a presença e concentração de nicotina, alertando o utilizador para os níveis de exposição com que se depara. O aparelho, mais pequeno do que um telemóvel, é capaz de detectar a substância em diferentes tipos de materiais e registar a quantidade de cigarros fumados num determinado espaço.
 
Detector de fumo passivo

Dispositivo detecta fumo passivo

O mecanismo desenvolvido pela Universidade de Darthmouth, nos Estados Unidos da América, pretende garantir a segurança dos potenciais fumadores passivos, fazendo-os saber qual o risco de exposição em que se encontram. Para além da funcionalidade de alerta, o dispositivo pode revelar também a quantidade de cigarros que foram fumados num mesmo local.
 
"O dispositivo desenvolvido consegue detectar com fidelidade o fumo passivo em tempo real através da absorção do vapor da nicotina no ambiente", explica o estudo publicado no início deste ano na revista científica norte-americana Nicotine and Tobacco Research. 
 
O aparelho foi testado numa câmara de fumo controlada por microprocessadores, utilizando como referência padrão para esta investigação o fumo passivo vindo dos cigarros. Para a deteção foram fumados dez cigarros em simultâneo dentro do mesmo espaço, sendo que o dispositivo conseguiu detetar a existência de partículas suspensas de monóxido de carbono e de nicotina.
 
Os autores do estudo salientam que ficou reconhecido no ano de 2006 que "não existem níveis seguros de exposição ao fumo passivo". A inexistência de "um aparelho de monitorização pessoal que apresente, em tempo real, os dados sobre a exposição" levou a que os cientistas levassem a cabo esta investigação.
 
Os cientistas continuam a trabalhar nesta investigação e esperam conseguir reforçar as leis que restringem o consumo de tabaco em ambientes fechados, ao mesmo tempo que sensibilizam os fumadores para os riscos do consumo junto de crianças e de outras pessoas não-fumadoras.
 
Clique AQUI para aceder ao estudo publicado na revista Nicotine and Tobacco Research (em inglês).

Linha Saúde 24 ajuda a deixar de fumar

Desde Setembro, a Linha Saúde 24 tem um novo serviço para quem quer deixar de fumar, sob orientação da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP). O acompanhamento oferece conselhos e possível comparticipação de medicamentos.

A ação é coordenada com a Sociedade Portuguesa de Pneumologia com base nas recomedações da Organização Mundial de Saúde.
Linha Saúde 24 com novo serviço para deixar de fumar

Linha Saúde 24 com novo serviço para deixar de fumar

 
Segundo Luís Pedroso Lima, a linha não se limita a dar conselhos, uma vez que está provado que esse tipo de serviço tem pouca adesão por parte dos fumadores. A intervenção é "proativa", ou seja, "além de receber chamadas, faz também chamadas para reforçar a intenção de deixar de fumar", explicou.
 
"O primeiro contacto serve para aferir o nível de dependência e a motivação da pessoa para deixar de fumar. Os poucos motivados são logo aconselhados a fazer uma consulta de cessação tabágica com um médico", segundo Luís Pedroso Lima. 

Serviço gratuito 
 
A linha é gratuita e faz ainda um acompanhamento telefónico, com chamadas periódicas em dias definidos até ao dia estabelecido para "deitar fora o maço de cigarros e deixar de fumar", explicou o responsável pela linha. 
 
Por decidir está ainda uma possível criação de uma via verde que dá prioridade a quem liga para a linha no acesso à consulta e a comparticipação de alguns medicamentos para ajudar a deixar de fumar.
 
Apesar de admitir que algumas pessoas conseguirão deixar de fumar apenas com a força de vontade, Luís Pedroso Lima reconhece que a grande maioria necessita de apoio terapêutico, sobretudo de substâncias nicotínicas (pensos e pastilhas), mas também medicamentos sujeitos a prescrição médica. 
 
A comparticipação dos medicamentos é uma possibilidade, visto que a proposta é a de que "semanalmente a instituição que gere a linha forneça pensos e pastilhas", mas apenas enquanto a pessoa se mantiver no programa. Existe ainda a possibilidade da Linha Saúde 24 emitir um 'voucher' que pode ser usado na farmácia. 
 
A linha não traz nenhum custo acrescido ao Estado, segundo Luís Pedroso Lima, porque está dentro do contrato anual da Linha Saúde 24.