Cigarro Eletrónico - Um mundo de contradições

Desde que apareceu, o cigarro electrónico esteve sempre envolvido em polémica e contradições.
Inicialmente as questões prendiam-se essencialmente com a legalidade do seu uso em locais fechados onde está proibido fumar, mas rapidamente se multiplicaram os utilizadores e as vendas online deram lugar a lojas destes aparelhos um pouco por toda a parte o que demonstra a sua aceitação no mercado.
LOJA DE CIGARROS ELETRÓNICOS
Verificamos que tem vindo a ser divulgados artigos com opiniões fundamentadas em supostas investigações científicas, tanto a favor como contra o cigarro electrónico.
Os artigos que o enaltecem costumam ser alvo de acusações de serem pagos pelas próprias empresas fabricantes destes aparelhos, por outro lado os que alertam para os perigos que o seu uso envolve são imediatamente conotados com a industria tabaqueira tradicional.
Assim, os cidadãos acabam por não saber qual das versões é a verdadeira embora o mais provável é que a verdade esteja algures entre ambas, sendo o cigarro electrónico muito menos prejudicial que o tabaco convencional mas não deixando de representar também riscos para a saúde.
Cabe a cada um a decisão de escolher entre ambos, sendo que, sem sombra de dúvidas, a melhor opção é não fumar. 

ARTIGO FAVORÁVEL (31 DE JULHO DE 2014) AGENCIA REUTERS
Estudo revela que cigarro eletrónico é menos prejudicial do que o tabaco convencional

O cigarro eletrónico é menos prejudicial do  que o tabaco convencional, afirmaram hoje investigadores britânicos após  realizarem aquela que é considerada a maior revisão da literatura científica  sobre os efeitos deste produto.  

Resultados de um novo estudo sobre a matéria divulgado pela publicação  científica ScienceDaily refere que, apesar dos efeitos do uso dos cigarros  eletrónicos serem desconhecidos, esse são menos prejudiciais à saúde comparativamente  aos cigarros convencionais. 
No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem uma visão  conservadora sobre o cigarro eletrónico desaconselha "vivamente" a sua utilização,  e, em Portugal, também a Sociedade de Pneumologia (SPP) tem alertado que  não se conhecem os efeitos destes produtos na saúde. 
De acordo com a ScienceDaily, a revisão feita pelos investigadores da  Universidade de Queen Mary de Londres conclui que, apesar de lacunas no  conhecimento, as provas que atualmente existem não justificam que se regule  com mais rigor os cigarros eletrónicos mais do que os cigarros convencionais.
A revisão científica foi conduzida por uma equipa internacional que  há anos lidera pesquisas sobre os efeitos do tabaco. Citado pela ScienceDaily, o investigador da Universidade de Queen Mary  de Londres, Peter Hajek, considerou que "a evidência é clara: os cigarros  eletrónicos devem ser autorizados a competir contra os cigarros convencionais  no mercado".   
"Os profissionais de saúde devem advertir os fumadores que não estão  dispostos a abandonar o uso de nicotina a trocar o cigarro convencional  pelo eletrónico. Os fumadores que não conseguirem parar com o atual tratamento  podem beneficiar-se ao passar a usar os cigarros eletrónicos", acrescentou  Peter Hajek. 
Um estudo divulgado em junho estima que quase 30 milhões de europeus  experimentaram cigarros eletrónicos em 2012, sendo que a maioria, com idades  entre 15 e 24 anos, fumava tabaco tradicional regularmente e já tinha tentado  deixar o vício. 


ARTIGO CONTRA (22 DE JANEIRO DE 2015) AFP
CIGARRO ELETRÓNICO PODE SER CINCO A QUINZE VEZES MAIS CANCERÍGENO
O vapor com nicotina dos cigarros electrónicos pode produzir formaldeído, uma substância que o torna cinco a quinze vezes mais cancerígeno do que o cigarro comum, revela um novo estudo publicado esta quinta-feira.
"Constatamos que durante o processo de vaporização dos cigarros electrónicos  pode formar-se formaldeído ", destacam investigadores da Universidade de Portland, no estado norte-americano de Oregon, no estudo publicado no jornal médico New England Journal of Medicine.
Os cientistas utilizaram uma máquina para "inalar" o vapor dos cigarros eletrónicos de baixa e alta tensão para determinar como se forma o formaldeído - uma conhecida substância cancerígena - a partir do líquido que estes dispositivos  utilizam.

Durante a experiência, a equipa de investigação constatou que quando o cigarro electrónico aquece o líquido a alta tensão (5 volts) produz-se uma taxa de formaldeído mais elevada do que a do cigarro comum.
Desta maneira, o utilizador do cigarro eletrónico que inala diariamente o equivalente a três mililitros deste líquido vaporizado absorve cerca de 14 mg de formaldeído, contra as 3 mg para quem fuma um maço de cigarro comum.
A longo prazo, a inalação diária de 14 mg desta substância nociva pode aumentar entre cinco a quinze vezes o risco de cancro, destaca o estudo.

Conhece a doença do pulmão ligada ao tabagismo?

A DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) é uma doença dos pulmões intimamente ligada ao tabagismo, que diminui a capacidade para a respiração, comprometendo a qualidade de vida do paciente. Saiba mais sobre a patologia, sintomas e tratamentos disponíveis, assistindo ao vídeo com o Dr. José Jardim, professor de Pneumologia da EPM/Unifesp e coordenador do PrevFumo - Núcleo de Prevenção e Cessação de Tabagismo do Hospital São Paulo.

A ação faz parte do projeto “Pergunte ao Doutor” , parceria entre Catraca Livre aSPDM. Semanalmente, são publicados novos vídeos relacionados aos mais variados tipos de patologias. Os usuários podem acessar o site e tirar dúvidas diretamente com o médico. Ressaltamos que não são aceitas consultas, apenas esclarecimentos de dúvidas. Acesse. 

Como vencer o Tabagismo

O principal fator responsável pelas moléstias do sistema respiratório é o tabagismo. “Pessoas que fumam têm chance muito maior de desenvolver todas as doenças respiratórias. Quando diagnosticadas e não abandonam o fumo, o tratamento e tende a ser mais difícil, contribuindo para a progressão do problema”, informa o pneumologista Frederico Fernandes, Diretor de Assuntos Científicos da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT). Outros fatores são a presença de alérgenos no ambiente, poluição, queima de substâncias tóxicas, além da predisposição genética.

Nas vias aéreas superiores, que vão do nariz até a laringe onde ficam as cordas vocais, as principais doenças são a sinusite e a rinite. Os brônquios e pulmões são acometidos pela asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), que compreende a bronquite e enfisema pulmonar, , doenças infecciosas como a tuberculose e a pneumonia, outras infecções causadas por bactérias e que podem levar a morte se não tratada e o câncer de pulmão.

Como o tabaco age no sistema respiratório?

A fumaça que o cigarro deposita no pulmão contém mais de 4,7 mil substâncias tóxicas – muitas delas cancerígenas. Por isso, o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O tabaco pode agir nos brônquios, inflamando-os e destruindo a camada que os mantém abertos. Começam as queixas de falta de ar, tosse com catarro constante e intolerância a atividades físicas. Além disso, há radicais livres que “destroem as membranas das células do sistema respiratório e podem alterar o nosso DNA, levando ao desenvolvimento de câncer, sendo o principal o de pulmão”, explica Fernandes.

Por isso, para proteger-se é essencial não fumar e evitar o contato com fumantes. “As pessoas que não fumam, mas convivem com tabagista na casa ou no trabalho, têm uma chance 20% a 30% maior de desenvolver câncer de pulmão do que uma pessoa que não convive com fumante”, destaca o especialista.

Câncer de pulmão

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), é um dos tumores malignos mais comuns e sua incidência cresce 2% ao ano. Em 90% dos casos, está associado ao consumo de derivados do tabaco.

Dr. Frederico ressalta que é altamente fatal. “É muito difícil o paciente conseguir identificar a tempo de um tratamento resolutivo. Isso acontece porque o câncer apresenta pouquíssimos sintomas, por localizar-se no pulmão, área livre de nervos, e, logo, ser imperceptível o crescimento. Só se torna sintomático quando começa a prejudicar o funcionamento de algum brônquio, provocando tosse com sangue. Outro sinal é quando gera metástases, espalhando-se pelo organismo”, alerta o especialista.

Quando detectado precocemente, seu tratamento consiste em retirar o tumor por completo. Não existindo tal possibilidade, utiliza-se quimioterapia e radioterapia.

Proteja-se! 

Evitar a exposição à fumaça de combustíveis fósseis, de substâncias tóxicas e de biomassa é importante para proteger o sistema respiratório. No que diz respeito às infecções pulmonares, pessoas do grupo de risco – idosos e pacientes com histórico de doenças respiratórias – devem vacinar-se todos os anos contra a gripe e, pelo menos uma vez, contra a pneumonia.

“O sistema respiratório concede ar ao nosso corpo e faz com que nosso organismo funcione adequadamente. Sem isso, não é possível realizar as atividades do dia a dia sem sentir, pelo menos, um desconforto, como falta de ar. Para preservar a boa qualidade de vida, é fundamental preservar a saúde pulmonar e respiratória”, conclui o pneumologista Frederico Fernandes.

Autarquia de Castro Marim promove campanha anti tabágica

A Câmara Municipal de Castro Marim pôs na rua uma campanha anti tabágica, dirigida a toda a população, mas apelando particularmente aos mais jovens.

“Fumar fica-te a matar”, é o que se pode ler nos outdoors colocados recentemente junto à Escola Básica de Castro Marim. A par desta mensagem, a autarquia vai também levar palestras às escolas, alertando para os perigos do tabaco, que é hoje a principal causa de morte evitável.

Para a população em geral, será também realizada uma palestra na Biblioteca Municipal de Castro Marim com a médica pneumologista do Hospital de Faro, Dra. Fernanda Nascimento.

“A ideia destas ações é alertar, consciencializar e motivar o dependente da nicotina à sua desabituação. O combate ao tabagismo deve ser permanente e persistente, tanta ao nível da prevenção, como ao nível da desabituação”, refere o médico presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral, que se encontra disponível para ajudar aqueles que quiserem “livrar-se da nicotina”. 

Esta estratégia de combate ao tabagismo tem o apoio da Pulmonale, Associação Portuguesa de Luta contra o Cancro do Pulmão.

Estudo revela: No minho as crianças começam a fumar aos 11 anos

Os jovens do Minho começam a fumar aos 11 anos de idade, três anos mais cedo do que a média nacional (14 anos), segundo revela um estudo do Agrupamento de Centros de Saúde Cávado II – Gerês-Cabreira, que abrange Amares, Terras de Bouro, Vila Verde, Vieira do Minho e Póvoa de Lanhoso.
Estas crianças começam a fumar três anos mais cedo que a média nacional
Por isso, os profissionais de saúde da região irão continuar a trabalhar sempre em equipa e incidindo – em face destas conclusões – junto das crianças do primeiro ciclo do ensino básico.
No estudo científico, a que o SOL teve acesso, apurou-se que a idade média de consumo do primeiro cigarro é de 11 anos e a média de idades do consumo diário de jovens fumadores é mais ou menos de 13 anos, de acordo com o mesmo estudo. Mas a percentagem de jovens fumadores vai entretanto diminuindo, do 7º ano para o 12º ano, de 94,8% menos, de 86,9% menos e de 74,8% menos, nos sucessivos escalões etários.
“A experimentação do tabaco em idade tão precoce é um fenómeno social quando ainda não têm as crianças um aparelho cognitivo e capacidade para gerirem essas situações”, como disseram a médica Ivone Alves e a enfermeira Lurdes Gonçalves, que integram um grupo de trabalho no terreno desde 2013.
Entre os seis mil alunos dos onze agrupamentos escolares dos cinco concelhos, há uma prevalência de 13,1% para consumo de tabaco entre os jovens dos 13 aos 18 anos, ainda de acordo com o levantamento realizado. O estudo revelou igualmente que 33,2% dos jovens da nossa região passaram pela fase de experimentação e desses 40% mantiveram o consumo de tabaco.
Quanto aos adultos – os profissionais da educação – a percentagem é de 18%, situação “que nos preocupa muito, porque são modelos para os alunos, quer os professores, quer ainda os funcionários como os auxiliares e os administrativos”, como nos referiram as mesmas responsáveis. Por outro lado, 30,5% dos alunos têm familiares que consomem tabaco ao ar livre, uma outra situação “preocupante”, segundo as mesmas responsáveis.
Os principais motivos indicados pelos jovens para fumarem são “por ser nervoso/para libertar preocupações e problemas” (26,8%), seguido de “dar conforto e dar prazer” (18,8%) e 26,8% não responderam.
“Tinha que se mudar esta situação. O que estamos a fazer no terreno é achatar esta curva. Isto é, era preciso atacar por várias frentes este problema do tabagismo nos mais jovens, fazendo a prevenção primária, mas que terá os seus frutos mais tarde”, afirmou ao SOL a enfermeira Lurdes Gonçalves. Por essa razão o ACEs do Gerês-Cabreira abriu também uma consulta de cessação tabágica que contribuiu já para debelar tal situação.
O projecto dirige-se directamente aos alunos do terceiro ciclo e do ensino secundário, tratando-se de mais de seis mil alunos nos onze agrupamentos dos cinco concelhos. “Há uma situação que nos preocupa, que é o facto de os jovens conviverem na companhia de fumadores, havendo assim uma grande exposição ao consumo de tabaco e em ambientes fechados, o que é ainda mais gravoso”.
O projecto multidisciplinar, que vai no seu segundo ano, preconiza uma intervenção junto dos jovens para diminuir a exposição ao consumo de tabaco.
Intervir no primeiro ciclo
“Para o futuro queremos intervir também no primeiro ciclo do ensino básico (a antiga escola primária) para reforçar uma componente que já existe, a nível curricular, mas nós queremos envolver os seus encarregados de educação e também toda a comunidade”, salientaram Ivone Alves e Lurdes Gonçalves.
“Aquilo que está provado a nível internacional é que a probabilidade de diminuirmos o consumo de tabaco com estas acções é maior nestas idades e em todo o parque escolar destes cinco concelhos”, segundo as mesmas profissionais de saúde revelaram ao SOL.
“É entre o 7º e o 8º ano de escolaridade, com idades entre 12 e 14 anos, que os alunos costumam iniciar-se no consumo de tabaco, tentando fazer uma imunização nessa fase de descoberta e de construção, sendo preciso ‘vaciná-los’, neste caso dando-lhe uma espécie de ‘segunda dose’ dessa mesma ‘vacina’ para ficarem mais imunes”, explicou a enfermeira Lurdes Gonçalves.
“A ‘terceira dose’ é entre os ensinos de grau secundário e o universitário, quando a vida aperta um bocado com algum stress e eles vão buscar uma ‘bengala’, mas quem conseguiu dizer não até essa fase dificilmente começará depois a fumar, por isso o ano lectivo passado fizemos um investimento maior no terceiro ciclo do ensino básico do que no secundário”, destacou a médica Ivone Alves.

Notícia Jornal SOL

Cigarro eletrônico pode salvar vidas

O cigarro eletrônico é ao menos tão eficaz quanto o adesivo de nicotina para ajudar a pessoa a parar de fumar, segundo um estudo neozelandês sobre este controvertido paliativo.
Publicado pelo jornal médico The Lancet, o estudo dirigido por Chris Bullen, da Universidade de Auckland, sugere que o cigarro eletrônico é comparável ao adesivo de nicotina para ajudar os fumantes a largar o vício por ao menos seis meses.
Na realidade, este estudo realizado com 657 fumantes que queriam deixar de fumar mostra a eficácia um pouco maior do cigarro eletrônico, apesar da diferença ser considerado "estatisticamente não significativa".
O cigarro eletrônico pode salvar as vidas de milhões de fumantes, afirmaram os participantes de uma conferência sobre a rápida expansão deste dispositivo da qual participaram especialistas, políticos e empresários.
No entanto, outros participantes destacaram que, por enquanto, não há informações sobre os efeitos nocivos do dispositivo, particularmente a longo prazo.
O cigarro eletrônico tem perdido a aura de artigo sofisticado e está ganhando adeptos como uma forma relativamente eficaz de parar de fumar, com o apoio de um número crescente de estudos favoráveis. As vendas dobraram e estima-se que sete milhões de pessoas fumem cigarros eletrônicos.
Segundo Robert West, professor de saúde mental e diretor de estudos sobre o tabaco na Escola Universitária de Londres (UCL), os cigarros matam 5,4 milhões de pessoas por ano no mundo.
Segundo ele, o uso de cigarros eletrônicos pode salvar milhões de vidas, mas seria preciso saber "se é possível alcançar esse objetivo e como atingi-lo da melhor forma" possível.
Jacques Le Houezec, consultor em saúde pública e dependência do tabaco, afirmou aos presentes que os cigarros eletrônicos contêm algumas substâncias nocivas, mas seus níveis de toxicidade são de 9 a 450 vezes inferiores aos dos cigarros de tabaco.
Cigarro eletrônico seria tão eficaz quanto adesivo de nicotina
Já Deborah Arnott, diretora executiva do grupo de pressão antitabaco ASH, considerou que os cigarros eletrônicos podem permitir avanços no campo da saúde pública, mas advertiu que ainda não há informações suficientes acerca dos seus efeitos, reforçando que a indústria do tabaco está começando a controlar a fabricação de cigarros eletrônicos.
— Muitas das maiores companhias de cigarros eletrônicos já foram absorvidas. A ASH acredita que os cigarros eletrônicos têm um potencial significativo. São muito menos prejudiciais que o tabaco, No entanto, sem regulamentação, sua segurança e eficácia não estão garantidas.
Cigarro ainda é responsável por muitas mortes no Brasil
Além disso, segundo Arnott, "se chegam a ter agentes cancerígenos, não veremos seus efeitos imediatamente, mas 10, 15 ou 20 anos depois as pessoas vão morrer disso", acrescentou.
As autoridades sanitárias dos países ocidentais afirmam que ainda é prematuro para avaliar os impactos a médio e longo prazo de um fenômeno recente como o do cigarro eletrônico.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) sustenta que a segurança dos cigarros eletrônicos não foi verificada cientificamente.
Mas os relatórios científicos e médicos destacam cada vez mais que sua periculosidade é muito inferior à dos cigarros verdadeiros.
A OMS adverte que "também não foi provada cientificamente" a eficiência dos sistemas eletrônicos de administração de nicotina para parar de fumar.
Um estudo neozelandês publicado em setembro pela respeitada revista científica The Lancet sustentou que o novo dispositivo é "pelo menos igual em eficácia aos adesivos de nicotina" para ajudar um fumante a abandonar o vício.
A principal crítica ao cigarro eletrônico é que, embora possa ajudar a abandonar o tabaco, também pode incentivar o fumo em muitos jovens que nunca o fizeram, criando dependência em nicotina e, por fim, levando-os ao tabagismo.

Estudo: Cigarro eletrônico não oferece benefícios ao fumante

Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira concluiu que os cigarros eletrônicos não fazem com que as pessoas deixem de fumar ou passem a fumar menos.

Pesquisa observou que uso do dispositivo não ajuda a parar de fumar ou a reduzir o número de cigarros comuns consumidos
O estudo, feito na Universidade da Califórnia em São Francisco, nos Estados Unidos, se baseou nos dados de 949 fumantes, dos quais 88 faziam uso de cigarros eletrônicos quando a pesquisa começou.
Após acompanhar os participantes por um ano, a equipe observou que a taxa de pessoas que conseguiram parar de fumar foi semelhante independentemente do uso de cigarro eletrônico. Além disso, o dispositivo não alterou o padrão de consumo dos fumantes ao longo do ano — ou seja, não fez com que eles consumissem mais ou menos cigarros comuns. Esses resultados foram divulgados no periódico Jama Internal Medicine.

A proposta dos cigarros eletrônicos é possibilitar que uma pessoa obtenha nicotina sem se expor aos prejuízos da queima do fumo e sem perder a sensação prazerosa que o dependente sente ao fumar. Pesquisas sobre a eficácia dos cigarros eletrônicos têm resultados conflitantes — algumas apontam que eles ajudam um indivíduo a fumar menos, outras sugerem que a tecnologia não é benéfica à saúde. No Brasil, a venda e a importação — mas não o uso — de cigarros eletrônicos são proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"Nossos dados acrescentam evidências à ideia de que os cigarros eletrônicos podem não elevar as taxas de abandono do tabagismo. Leis devem proibir propagandas que sugerem que esses cigarros são tão eficazes quanto dispositivos que ajudam a parar de fumar, como adesivos de nicotina, até que isso tenha comprovação científica", dizem os autores da nova pesquisa.

Cigarros electrónicos são dez vezes mais cancerígenos !

O nível de formaldeído é dez vezes superior ao
detectado no fumo dos cigarros convencionais
Em Agosto, a OMS recomendou a proibição de venda de cigarros electrónicos a menores de idade

Os cigarros electrónicos contêm até dez vezes mais agentes cancerígenos do que o tabaco convencional, de acordo com uma investigação levada a cabo por uma equipa de cientistas japoneses, revelada hoje.

Uma equipa de investigadores, comissionada pelo Ministério da Saúde do Japão, descobriu cancerígenos, como formaldeído e acetaldeído, no vapor produzido por vários tipos de líquido existentes no cigarro electrónico, informou a televisão TBS.
O nível de formaldeído é dez vezes superior ao detectado no fumo dos cigarros convencionais, indicou a TBS.
A investigação da equipa do Instituto Nacional de Saúde Pública, liderada pela cientista Naoki Kunugita, foi entregue hoje ao Governo, segundo a estação televisiva.
À semelhança de um vasto universo de jurisdições, o Japão não tem regulamentação para os cigarros electrónicos, os quais podem ser comprados com facilidade através da Internet. Contudo, ao contrário de alguns países do Ocidente, não estão disponíveis para venda nas lojas.
Em Agosto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou a proibição de venda de cigarros electrónicos a menores de idade, por considerar que o consumo acarreta "ameaças graves" para os adolescentes e fetos.
Os peritos aconselharam também a interdição ao consumo de cigarros electrónicos em espaços públicos fechados, segundo um documento publicado pela OMS.
Um estudo realizado por investigadores britânicos, divulgado no final de Julho pela publicação científica ScienceDaily, aponta, por outro lado, o cigarro electrónico como sendo menos prejudicial do que o tabaco convencional.
De acordo com a ScienceDaily, a revisão feita pelos investigadores da Universidade de Queen Mary de Londres concluiu que, apesar dos efeitos do uso dos cigarros electrónicos serem desconhecidos, são menos prejudiciais comparativamente aos cigarros convencionais.
A revisão científica foi conduzida por uma equipa internacional que lidera há anos pesquisas sobre os efeitos do tabaco.
Lusa/SOL

Tabaco mata 30 por dia


A maioria dos fumadores tem pouca vontade de deixar de fumar. 
Tabaco mata 30 por dia
Tabaco mata 30 por dia


O tabaco mata por ano cerca de 11 mil pessoas em Portugal, ainda assim, a grande maioria dos fumadores tem pouca vontade de deixar de fumar e as consultas de cessação tabágica têm vindo a diminuir, segundo um relatório. "Portugal - Prevenção e Controlo do Tabagismo em números 2014" é o título do relatório da Direção-Geral da Saúde, que será apresentado esta terça-feira e que revela que mais de 10% do total de mortes anuais em Portugal (11 mil) se devem ao consumo de tabaco e que 845 óbitos se deveram à exposição ao fumo passivo, 96% dos quais devido a doenças cardiovasculares, segundo dados referentes a 2010. 
Apesar desta realidade, o estudo revela que a maioria dos fumadores não está motivada para deixar de fumar. Citando os resultados do III Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas na População, o relatório indica que cerca de 19% dos inquiridos fumadores responderam não ter interesse em parar de fumar, cerca de 65% responderam ter um interesse ligeiro ou moderado e 17% um forte interesse em parar de fumar. Apenas 2,5% dos inquiridos fumadores responderam que, com toda a certeza, iriam tentar parar de fumar nas próximas duas semanas, mais de metade respondeu negativamente a esta questão e cerca de 43% revelaram-se hesitantes. 
O teste de Richmond, que avalia a motivação para a cessação tabágica, também citado pelo relatório, revela por sua vez uma realidade ainda mais negativa: a grande maioria dos consumidores (85,5%) tem uma motivação baixa, 12,6% uma motivação moderada e apenas 1,8% uma motivação elevada para deixar de fumar. A perceção dos riscos do fumo também parece não ser clara para os inquiridos no III Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas, já que "apenas 66% da população dos 15 aos 64 anos considerou que fumar um ou mais maços de tabaco por dia tinha um elevado risco para a saúde, cerca de 4% considerou que tinha pouco ou nenhum risco". Hospitais e Centros de Saúde oferecem ajuda a deixar de fumar Para tratar a dependência tabágica, alguns hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e centros de saúde oferecem consultas para ajudar a deixar de fumar. No entanto, em 2014, apenas cerca de 70% dos Agrupamentos de Centros de Saúde ofereciam este tipo de consultas e o número de equipas para a realização destas consultas tem diminuído nos últimos anos, embora sem uma redução significativa do número anual de consultas efetuadas. 
O relatório destaca a "inexistência de um sistema de informação adequado a esta área de intervenção", o que "limita a possibilidade de dispor de dados nacionais sobre o trabalho realizado nestas consultas, em particular, no que se refere às intervenções breves". 
Nos últimos quatro anos (entre 2009 e 2013), em Portugal continental, o número total de consultas de cessação tabágica diminuiu de 25.765 para 21.577, o número de utentes atendidos nas consultas de apoio intensivo à cessação tabágicas baixou de 7.748 para 5.377, enquanto o número de locais de consultas para esse fim caíram de 223 para 116. 
O relatório aponta ainda dados do Inquérito Nacional sobre Asma, que indicam que a exposição ao fumo ambiental do tabaco em casa foi reportada por 26,6% dos inquiridos, 39% dos quais eram crianças e jovens com menos de 25 anos.

Dispositivo detecta fumo passivo e avisa

Investigadores norte-americanos criaram um dispositivo que deteta a presença e concentração de nicotina, alertando o utilizador para os níveis de exposição com que se depara. O aparelho, mais pequeno do que um telemóvel, é capaz de detectar a substância em diferentes tipos de materiais e registar a quantidade de cigarros fumados num determinado espaço.
 
Detector de fumo passivo

Dispositivo detecta fumo passivo

O mecanismo desenvolvido pela Universidade de Darthmouth, nos Estados Unidos da América, pretende garantir a segurança dos potenciais fumadores passivos, fazendo-os saber qual o risco de exposição em que se encontram. Para além da funcionalidade de alerta, o dispositivo pode revelar também a quantidade de cigarros que foram fumados num mesmo local.
 
"O dispositivo desenvolvido consegue detectar com fidelidade o fumo passivo em tempo real através da absorção do vapor da nicotina no ambiente", explica o estudo publicado no início deste ano na revista científica norte-americana Nicotine and Tobacco Research. 
 
O aparelho foi testado numa câmara de fumo controlada por microprocessadores, utilizando como referência padrão para esta investigação o fumo passivo vindo dos cigarros. Para a deteção foram fumados dez cigarros em simultâneo dentro do mesmo espaço, sendo que o dispositivo conseguiu detetar a existência de partículas suspensas de monóxido de carbono e de nicotina.
 
Os autores do estudo salientam que ficou reconhecido no ano de 2006 que "não existem níveis seguros de exposição ao fumo passivo". A inexistência de "um aparelho de monitorização pessoal que apresente, em tempo real, os dados sobre a exposição" levou a que os cientistas levassem a cabo esta investigação.
 
Os cientistas continuam a trabalhar nesta investigação e esperam conseguir reforçar as leis que restringem o consumo de tabaco em ambientes fechados, ao mesmo tempo que sensibilizam os fumadores para os riscos do consumo junto de crianças e de outras pessoas não-fumadoras.
 
Clique AQUI para aceder ao estudo publicado na revista Nicotine and Tobacco Research (em inglês).

Linha Saúde 24 ajuda a deixar de fumar

Desde Setembro, a Linha Saúde 24 tem um novo serviço para quem quer deixar de fumar, sob orientação da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP). O acompanhamento oferece conselhos e possível comparticipação de medicamentos.

A ação é coordenada com a Sociedade Portuguesa de Pneumologia com base nas recomedações da Organização Mundial de Saúde.
Linha Saúde 24 com novo serviço para deixar de fumar

Linha Saúde 24 com novo serviço para deixar de fumar

 
Segundo Luís Pedroso Lima, a linha não se limita a dar conselhos, uma vez que está provado que esse tipo de serviço tem pouca adesão por parte dos fumadores. A intervenção é "proativa", ou seja, "além de receber chamadas, faz também chamadas para reforçar a intenção de deixar de fumar", explicou.
 
"O primeiro contacto serve para aferir o nível de dependência e a motivação da pessoa para deixar de fumar. Os poucos motivados são logo aconselhados a fazer uma consulta de cessação tabágica com um médico", segundo Luís Pedroso Lima. 

Serviço gratuito 
 
A linha é gratuita e faz ainda um acompanhamento telefónico, com chamadas periódicas em dias definidos até ao dia estabelecido para "deitar fora o maço de cigarros e deixar de fumar", explicou o responsável pela linha. 
 
Por decidir está ainda uma possível criação de uma via verde que dá prioridade a quem liga para a linha no acesso à consulta e a comparticipação de alguns medicamentos para ajudar a deixar de fumar.
 
Apesar de admitir que algumas pessoas conseguirão deixar de fumar apenas com a força de vontade, Luís Pedroso Lima reconhece que a grande maioria necessita de apoio terapêutico, sobretudo de substâncias nicotínicas (pensos e pastilhas), mas também medicamentos sujeitos a prescrição médica. 
 
A comparticipação dos medicamentos é uma possibilidade, visto que a proposta é a de que "semanalmente a instituição que gere a linha forneça pensos e pastilhas", mas apenas enquanto a pessoa se mantiver no programa. Existe ainda a possibilidade da Linha Saúde 24 emitir um 'voucher' que pode ser usado na farmácia. 
 
A linha não traz nenhum custo acrescido ao Estado, segundo Luís Pedroso Lima, porque está dentro do contrato anual da Linha Saúde 24.

Deixar de fumar melhora a saúde mental

Um novo estudo acaba de provar que, além de ser benéfico para a saúde física e para a carteira, o ato de deixar de fumar também favorece o bem-estar emocional, reduzindo, por exemplo, o stress e a ansiedade. O estudo foi publicado, esta semana, no site do jornal British Medical Journal
 
Deixar de fumar melhora a saúde mental

Deixar de fumar traz benefícios ao nível da saúde mental

Já se sabe os inúmeros benefícios de deixar de fumar: reduz a ocorrência de problemas cardiovasculares e respiratórios, além de diminuir o risco de vários cancros. Contudo, a relação entre o vício do tabaco e a saúde mental ainda está pouco estudada. 
 
Em comunicado de imprensa, os investigadores responsáveis pelo novo estudo, sublinham que “muitos fumadores continuam a fumar porque acreditam que fumar traz benefícios” a nível psicológico, ajudando por exemplo a combater situações de stress e ansiedade.
 
Por isso, investigadores das universidades de Birmingham, Oxford, e da King’s College London quiseram comparar as alterações, ao nível da saúde mental, registadas em pessoas que deixam de fumar e pessoas que continuam a consumir tabaco.
 
A equipa analisou os resultados de 26 estudos que envolveram a participação de adultos fumadores e que avaliaram a sua saúde mental antes e depois de deixar de fumar (uma abstinência que teria que durar pelo menos seis semanas). O estudo abrangeu participantes saudáveis e participantes com problemas de saúde tanto a nível físico como mental.
 
A avaliação do estado mental dos pacientes, nestes estudos, foi feita através da análise de parâmetros como os níveis de ansiedade, stress, depressão e positivismo psicológico. Os participantes tinham uma idade média de 44 anos e fumavam cerca de 20 cigarros por dia.
 
Ao cruzar os dados dos 26 estudos, os investigadores encontraram "provas consistentes" de que os participantes que tinham deixado de fumar registavam melhorias nos parâmetros ligados à saúde mental, ao contrário dos que prosseguiam com o seu vício. As evidências foram idênticas tanto nos participantes saudáveis como nos participantes com problemas de saúde.
 
“Embora não se possa fazer uma assunção de causalidade”, com base em observação de estudos prévios, “podemos garantir que deixar de fumar provoca de facto benefícios ao nível da saúde”, salienta a equipa no mesmo comunicado.
 
“Desafiar a ideia generalizada de que fumar traz benefícios mentais pode motivar alguns fumadores a combaterem o vício”, concluem os investigadores.

Maços de cigarros "falam" para avisar dos riscos de fumar

Um grupo de cientistas escoceses desenvolveu um maço de cigarros que "fala", alertando os fumadores para os riscos do tabaco para a saúde. Os investigadores afirmam que este método traz uma maior eficiência no combate ao vício.
 
Segundo uma apresentação do projeto enviada ao Boas Notícias, assim que são abertos, estes maços falantes transmitem mensagens áudio, alertando os fumadores para os riscos do fumo para a saúde. É também divulgado o número de telefone de uma linha que dá apoio àqueles que procuram ajuda para deixar de fumar.

O mesmo documento elaborado pelos investigadores da Universidade de Stirling, na Escócia, indica que estes maços têm uma maior eficácia nos testes realizados em mulheres com idades entre os 16 e os 64 anos. Aquelas que fumavam cigarros dos maços falantes, tiveram mais facilidade em deixar o vício do tabaco de forma definitiva.
 
Em declarações à BBC, Sheila Duffy, chefe-executiva da fundação antitabaco Action on Smoking and Health Scotland, disse que a ideia é inovadora e benéfica para os fumadores ativos. "É uma sugestão muito bem-vinda, que nos permite recorrer a formas criativas para alertar e ajudar as pessoas a perder o vício", diz a responsável. 

Duffy alerta, contudo, para a necessidade de "uma investigação mais apurada, por forma a perceber ao certo o verdadeiro impacto das novas embalagens em pessoas de todas as idades".
 
Já a líder do departamento de Investigação em Oncologia do Reino Unido, Alison Cox, refere que esta entidade contribuiu para o financiamento desta investigação, levada a cabo na Universidade de Stirling, na Escócia, com o objetivo de ver "se as típicas armas do marketing usadas pela indústria do tabaco podem ser usadas para ajudar os fumadores a deixar de fumar, em vez de para vender marcas de cigarros".
 
A investigação passou, agora, a uma segunda fase, onde estão a ser feitos testes em maior escala, com homens e mulheres com mais de 16 anos.

Suplementos de ómega-3 reduzem vontade de fumar

Pode haver uma nova esperança para quem já tentou de tudo para vencer o vício do tabaco e não conseguiu: um novo estudo revela que a toma de suplementos de ómega-3 reduz os desejos de nicotina do organismo, contribuindo para ajudar os fumadores a largar o cigarro.
 
A investigação, desenvolvida por cientistas da Universidade de Haifa, em Israel, indica que, quando tomados por fumadores, os ácidos gordos ómega-3, baratos, facilmente acessíveis sob a forma de suplemento e quase livres de efeitos secundários, "diminuem significativamente o número de cigarros fumados por dia".
 
"As substâncias e os fármacos utilizados atualmente para ajudar as pessoas a deixar de fumar são pouco eficientes e causam efeitos secundários com os quais não é fácil lidar", explica Sharon Rabinovitz Shenkar, que coordena o departamento de criminologia da Universidade e é responsável pelo laboratório de psicofarmacologia que conduziu o estudo.
 
Além das consequências nefastas que pode ter a nível pulmonar, cardiovascular e imunitário, o cigarro diminui, também, os níveis de ácidos gordos essenciais no cérebro, em especial o ómega-3, uma deficiência que danifica as células nervosas e interrompe a comunicação entre neurónios em áreas cerebrais associadas ao prazer e à satisfação.
 
Segundo os cientistas, esta falta de ómega-3 no organismo afeta a tomada de decisões e torna mais difícil para os fumadores resistir à vontade de fumar mais um cigarro, levando-os a ceder à tentação e sendo determinante para a incapacidade de deixar o tabaco. 
 
"Estudos anteriores já provaram que o desequilíbrio nos níveis de ómega-3 também está relacionado com a saúde mental, a depressão e a capacidade de lidar com a pressão e o stress. A pressão e o stress, por seu lado, estão associados com a necessidade de fumar", realça Shenkar, em comunicado.

Desejo de fumar mantém-se baixo após interrupção dos suplementos
 
Os especialistas israelitas realizaram um ensaio clínico com metodologia minuciosa envolvendo 48 fumadores com idades entre os 18 e os 45 anos que fumavam, pelo menos, 10 cigarros por dia (e uma média de 14) e que foram diagnosticados como sendo moderadamente dependentes da nicotina. 
 
Os participantes foram divididos em dois grupos: um deles recebeu cápsulas de ómega-3 e o outro um placebo. A equipa solicitou aos voluntários que tomassem cinco cápsulas por dia ao longo de 30 dias, nunca lhes pedindo que deixassem de fumar. 
 
Os cientistas analisaram, no início e no fim do estudo, bem como 30 dias após o término da investigação, os desejos de nicotina dos participantes através de uma escala contendo elementos como a vontade de fumar, a falta de controlo no uso do tabaco, a satisfação e o alívio associados ao ato de fumar, o número de cigarros fumados por dia, entre outros.  
 
Embora não tenha havido diferenças nos primeiros tempos, depois de 30 dias, os fumadores que tinham tomado os suplementos de ómega-3 reduziram, em média, o número de cigarros fumados em 11% (o equivalente a menos dois cigarros por dia), revelando, também, menor vontade de fumar .
 
Mesmo após 30 dias decorridos sobre a interrupção da toma dos suplementos, os desejos de nicotina mantiveram-se mais baixos do que inicialmente e nunca voltaram ao que eram. No grupo de controlo (que recebeu o placebo), por outro lado, não se observaram quaisquer mudanças significativas nos desejos de nicotina e na quantidade de cigarros fumados. 

De acordo com Shenkar, o facto de as pessoas que não estavam
interessadas em deixar de fumar terem reduzido o número diário de cigarros "reforça a ideia de que tomar ómega-3 pode ajudá-los a controlar o vício e a diminuí-lo".

Clique AQUI para aceder ao estudo publicado na revista científica "Journal of Psychopharmacology" (em inglês).

16 de Novembro, foi um bom dia para parar de fumar ?

O tabagismo é uma doença caracterizada pela dependência da nicotina, uma das substâncias nocivas do cigarro e de outros produtos de tabaco. A fumaça do cigarro possui mais de quatro mil substâncias que podem provocar 50 doenças diferentes, como hipertensão arterial, trombose venosa, aneurismas, cânceres de pulmão, boca e garganta.


Responsável por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil, o tabagismo é reconhecido, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma doença epidêmica e a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes.
 
Considerada uma droga bastante poderosa, a nicotina atua no sistema nervoso central como a cocaína, heroína, álcool, com uma diferença: chega ao cérebro em apenas 7 a 19 segundos. É normal, portanto, que, ao parar de fumar, os primeiros dias sem cigarros sejam os mais difíceis, porém as dificuldades tendem a ser menores a cada dia.

Estado perde 47,8 milhões com tabaco de enrolar

Associação Europeia da Indústria do Tabaco critica a intenção de o Governo tornar o tabaco de enrolar mais caro do que os cigarros e alerta sobre efeitos da proposta fiscal prevista no Orçamento do Estado para 2015.
cigarros
OE propõe aumento do imposto do tabaco de enrolar
De acordo com a ESTA, o Governo quer acabar com tabaco mais barato que os cigarros. De acordo com a proposta apresentada para o Orçamento do Estado para o próximo ano, o tabaco de enrolar vai pagar mais imposto e ficar mais caro do que os cigarros o que, de acordo com a mesma associação, fará o Estado perder 47,8 milhões de euros em receita fiscal.
A Associação Europeia da Indústria do Tabaco alerta para o facto de o Governo querer acabar com todas as formas de tabaco, até aqui alternativas mais económicas aos cigarros e afirma que a medida, prevista no OE2015, vai prejudicar os consumidores de tabaco com menos rendimentos.

A associação assegura que, através da análise de casos semelhantes noutros países, o volume de vendas do tabaco de enrolar deverá sofrer uma quebra de 60% em 2015, provocando uma diminuição na receita fiscal de 31%. Ao impacto das quebras de consumo junta-se outra queda de 13 milhões de perda fiscal, prevista como efeito do novo imposto que o Governo quer aplicar nas cigarrilhas com filtro, uma alternativa aos cigarros.
Rui Manuel Ferreira - dinheirovivo.pt

Governo aumenta taxa sobre cigarros electrónicos

O Governo vai alargar o Imposto sobre o Tabaco (IT) ao rapé, tabaco de mascar, tabaco aquecido e cigarros electrónicos, passando também a tributar charutos e cigarrilhas, segundo a proposta orçamental de 2015.

O Governo estima arrecadar 1.505,1 milhões de euros através do Imposto sobre o Tabaco
De acordo com a proposta do Orçamento do Estado para 2015 (OE2015), no âmbito do IT, o Governo prevê "a introdução da tributação do rapé, do tabaco de mascar, do tabaco aquecido e do líquido contendo nicotina utilizado nos cigarros electrónicos".
O Executivo justifica a medida com "razões de defesa da saúde pública, bem como de equidade fiscal, uma vez que são produtos que se apresentam como substitutos dos produtos de tabaco".
Além disso, é também introduzido um montante mínimo de imposto na tributação dos charutos e cigarrilhas, justificado pelo Governo "sobretudo por razões de equidade, neutralidade fiscal, saúde pública e de defesa da concorrência, uma vez que este tipo de produtos tinha um tratamento fiscal mais favorável quando comparado com outros tabacos manufacturados".
O Governo estima arrecadar 1.505,1 milhões de euros através do Imposto sobre o Tabaco no próximo ano, acima dos 1.399,2 estimados em receita fiscal deste imposto em 2014

Vai ser proibido fumar nos parques e praças de Londres

Querem proibir fumo nos parques e praças de Londres
A Comissão de Saúde de Londres recomendou ao presidente da câmara, Boris Johnson, que proíba o fumo nos jardins e praças mais famosos da capital britânica, como Trafalgar Square ou a Praça do Parlamento. 
Num relatório da comissão, afirma-se que 1,2 milhões dos londrinos são fumadores, cerca de 15% da população da capital, e que todos os dias 67 crianças em idade escolar começam a fumar. 
«Como cirurgião oncológico do NHS (serviço nacional de saúde britânico) vejo as consequências terríveis nos fumadores e nas suas famílias. Temos de fazer mais para ajudar as pessoas a deixar de fumar e para desencorajar as crianças de começar», escreveu o autor do relatório, Ara Warkes Darzi.
Smoking on Trafalgar Square [Reuters]
Fumar em Trafalgar Square [Reuters]

O estudo - chamado "Melhor Saúde para Londres" e organizado pelo ex-ministro da Saúde e cirurgião Ara Darzi - diz que 1,2 milhão de londrinos são fumantes e a cada dia 67 estudantes começam a fumar.

Em 2011, Nova York proibiu o fumo no famoso Central Park e em todos os parques e praias da cidade.

A autoridade médica-chefe para a Inglaterra, Sally Davies, disse apoiar "qualquer medida que reduza o fumo e sua presença em frente a crianças".

O relatório também sugere outras medidas para ajudar a incrementar a saúde dos londrinos, como a proibição de lojas de alimentos considerados não saudáveis em um raio de 400m de escolas, um preço mínimo para bebidas alcoólicas em áreas com altos índices de alcoolismo e descontos para usuários do cartão de transporte local - o Oyster - que optarem por caminhar parte do trajeto para o trabalho.

Segundo o relatório, metade de todos os adultos de Londres é obesa ou acima do peso e a cidade tem mais gente nesse grupo do que metrópoles como Nova York, Sydney, São Paulo, Madri, Toronto e Paris.

'Saia de perto'
O grupo de fumantes Forest considerou "revoltante" a proposta de proibição de fumo em parques. "Não há risco nenhum para ninguém a não ser o fumante. Se você não gosta do cheiro, saia de perto", disse Simon Clark, diretor do grupo.

"O tabaco é um produto legal. Se a chefe médica não gosta de que as pessoas fumem em frente de crianças, ela deveria convencer o governo a implantar salas para fumo em pubs e boates, assim adultos poderão fumar confortavelmente. A próxima coisa é que seremos proibidos de fumar nos nossos jardins no caso da fumaça atravessar o muro", disse.